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Pino de Vittorio_ Itália \Italy

Concerto \Concert

SÁBADO SATURDAY 9 DEZ. 21H30-23H00
ANTIGA SÉ - IDANHA-A-VELHA

CONCERTOS: Entrada livre sujeita à lotação das salas
Por motivos de segurança a porta será encerrada assim que a lotação estiver preenchida. As portas abrem +-30‘ antes do início dos concertos.

CONCERTS: Free entry subject to room capacity
For safety reasons, the door will be shut as soon as the room is full to capacity. Doors open +-30’ before the concerts start.


Pino de Vittorio Duo

ITÁLIA \ITALY

Le Tarantelle del Rimorso
As Tarantelas do Remorso
Tarantellas of Remorse


Pino De Vittorio, voz \voice, chitarra battente
Marcello Vitale, chitarra battente e guitarra clássica \classical guitar

 

PROGRAMA PROGRAMME

Lu picuraru
Tarantella di Sannicandro
Alla Carpinese
Pizzica taranta
Cori miu
Sona a battenti
Attaccati li tricci
Tarantella a Maria di Nardo'
Soje ciardine
Stornelli di Leporano
'Stu pettu e' fatto cimbalu d'amuri
'Na via di rose
La bonasera
Ballo di S.Michele
Putadori (canto dei carrettieri \Canto dos Carroceiros \the wagoners’ song)

 

NOTAS

Le Tarantelle del Rimorso [As Tarantelas do Remorso]

Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio – é o que nos ensina a filosofia da Grécia Antiga. O mesmo nos demonstra esta nova obra de Pino De Vittorio, que só aparentemente mergulha nas águas turbulentas do seu reportório inicial da música tradicional para, ao invés, nos trazer algo novo e refinado. Exatamente trinta anos passados das suas primeiras explorações musicais das memórias da sua Apúlia natal e das raízes da sua cultura mediterrânica, Pino De Vittorio regressa ao reportório das tarantelas de Gargano e das Canções do Sul de Itália que lhe trouxeram o reconhecimento e fama instantâneos pelos seus dotes de interpretação, pelo timbre e amplitude da sua voz, e pela precisão expressiva dos seus gestos. Alguns espetáculos memoráveis apresentados pela companhia Pupi e Fresedde (que fundámos juntos em 1976) e a gravação de um disco com a canção La Terra del Rimorso são testemunhos do seu trabalho dessa época, com a sensibilidade muito particular dos instrumentos e do público de então.
Mas, entretanto, muita água passou por baixo da ponte. O mundo transformou-se, a perceção da música tradicional alterou-se profundamente, e até mesmo Pino mudou: está polido, temperado, e revela a maturidade dos seus trinta anos de vivências musicais e teatrais, que vão desde a tradição popular napolitana explorada com Roberto De Simone à prática do Barroco internacional com os Cappella della Pieta' dei Turchini. Ao longo da sua deslumbrante carreira, Pino revisitou com frequência aquelas canções iniciais, chegando mesmo a gravá-las de novo. Porém, desta vez, reserva-nos uma extraordinária surpresa: um sentimento de absoluta novidade irá invadir aqueles que conhecem o seu reportório, e surpreender mesmo aqueles que escutam a sua obra pela primeira vez.
Este sentimento de novidade provém da pureza da execução, da extraordinária clareza com a qual aborda a sonoridade levantina e os ritmos hipnóticos da zona de Apúlia, mas também - e é importante referi-lo - da graça das belíssimas poesias, simples mas absolutamente pungentes: canções dos peregrinos no Mosteiro de San Michele, cantigas dos apanhadores de azeitona, dos carroceiros a espicaçar as suas bestas, serenatas apaixonadas, música que cura picadas de aranhas, mágicas rimas, cantigas de escárnio, amor e morte. Esta graça é, sem dúvida, fruto da maturidade artística e também humana alcançada por Pino.
Sendo eu um homem do teatro, não posso senão compará-lo com a forma hipnótica como Peter Brook purificou a encenação das suas últimas peças de Shakespeare, com nada mais que um tapete: um pequeno espaço e um ator (mas que ator!) sendo suficientes para reviver a essência poética de um Hamlet ou de um Próspero, transportando-a para a contemporaneidade. E assim uma chitarra battente, duas castanholas e uma voz (mas que voz!) são quanto basta para recuperar o encanto puro e universal da verdadeira música popular. Simplificação: o trabalho dos mestres Mas, se o que impressiona no imediato é a clareza do som, o brilho da voz, o rigor dos instrumentos, aquilo que realmente me tocou foi a grande «intuição do silêncio» que lhe está subjacente. A voz de Pino e a sua guitarra surgem-nos, suspensas, num tranquilo espaço Zen, desprovido da ansiedade interpretativa do exibicionismo espetacular. Mergulhamos num imenso e maravilhoso silêncio que nos traz à memória a música das velhas harmónicas de vidro. Um silêncio musical onde a terra de Apúlia parece flutuar qual planeta num céu estrelado, onde brilham ainda as estrelas de Matteo Salvatore e Carmelita Gadaleta, os primeiros grandes mas humildes cantores daquela terra. Este silêncio emerge num momento em que a terra digna e reticente da Apúlia de Pino de Vittorio é evocada num festival de sons: uma sarabanda de tamborins à solta, um fogo de artifício de vozes e guitarras, uma profusão de amplificadores, estroboscópios, câmaras de televisão e dança desenfreada. Evidentemente, devemos saudar com alegria esta nova efervescência criativa, este alegre renascer cultural que resultou na proliferação desordenada de grupos, festivais e gravações. E pode acontecer, neste quadro, que alguém não entenda ou se sinta incomodado por estas interpretações ascéticas de Pino de Vittorio. Mas ele está noutro lugar. De tal modo consubstanciado no próprio gesto musical que não pretende nada mais que a sua execução.
Angelo Savelli

 

NOTES

Le Tarantelle del Rimorso [Tarantellas of Remorse]

No one ever steps in the same river twice – or so we are taught by the ancient Greek philosophers. And indeed, the point is proved in this new work by Pino De Vittorio, who only appears to be plunging back into the turbulent waters of his early repertoire of traditional music, while actually he’s giving us something new and very subtle. Exactly thirty years since his first musical explorations into the memories of his native Puglia and into the roots of his Mediterranean culture, Pino De Vittorio has returned to the repertory of tarantella music from Gargano and songs of the South which brought him instant recognition and appreciation for his very special gifts as a performer, for the colour and reach of his voice and for the expressive precision of his delivery. Some memorable shows produced by the Pupi e Fresedde company (which he and I founded together in 1976) and a recording of music from ‘The Land of Remorse’ exemplify that earlier work, with the particular sensibility, instruments and audience of those days.
But meanwhile much water has flowed under the bridge. The world has changed, the perception of traditional music has changed profoundly, and even Pino has changed: he is polished, reinvigorated, with the maturity gained from his thirty years of musical and theatrical experience, ranging from the popular Neapolitan tradition he explored with Roberto De Simone to the international Baroque practised with the Cappella della Pieta' dei Turchini. Over the course of his dazzling career, Pino has often revisited and even re-recorded those original songs. But this time he has a surprise up his sleeve: something that will sound completely new to listeners who know the repertoire, and will perhaps even startle those who are hearing it for the first time.
This feeling of newness comes from the purity of the delivery, the extraordinary clarity in his approach to Puglia’s Levantine textures and hypnotic rhythms, but also – and this should not be taken lightly – from the grace of the beautiful lyrics, with all their simple but heart-rending poetry: songs of pilgrims at the San Michele monastery, songs of olive pickers, of wagoners urging on their beasts, lovers’ serenades, music to cure a spider’s bite, magical rhymes, songs of malice, love and death. Such grace stems surely from a maturity that is personal as well as artistic.
As a man of the theatre, I can’t help but think of the beguiling way in which Peter Brook pared down the staging of his last Shakespeare plays, which needed nothing more than a carpet, a little space and an actor (but a superlative actor) to bring alive the essence of Hamlet’s or Prospero’s poetry and to make it feel contemporary.
And now a chitarra battente, two castanets and a voice (but a superlative voice) are all that’s needed to reawaken the unadulterated, universal charm of true popular music. ‘Taking away’ is the work of genius. But while the clarity of sound, the crystalline singing, the tight arrangements in this recording are immediately striking, what literally overwhelmed me was the compelling sense of ‘silence’ that underpins it. Pino’s voice and his guitar seem to be suspended in a peaceful zen-like space, free from any fuss around interpretation or showy spectacle. A wonderful, immense silence, which recalls the music of old glass harmonicas. A very musical silence in which the earth of Puglia seems to rise like a planet in a shimmering sky, where the stars of Matteo Salvatore and Carmelita Gadaleta, the region’s first great but humble singers, still shine. This silence emerges at a time when the dignified and reticent Puglia evoked by Pino De Vittorio seems to resound with noise and glitter: the uninhibited clamour of tambourines, pyrotechnic displays of voices and guitars, a procession of amplifiers, stroboscopes, video cameras and riotous dancing. Of course, we must welcome this new creative flowering, this joyful cultural rebirth that has led to a proliferation of bands, festivals and recordings. And perhaps, in this context, there will be those who do not understand or who feel uncomfortable with Pino De Vittorio’s ascetic interpretations. But he stands apart from all that, so deeply involved in his own musical expression that he is concerned only with its delivery.
Angelo Savelli

 

BIOS PT

Giuseppe De Vittorio
Ator e cantor, nascido em Leporano (Taranto)

Depois de um início de carreira artística dedicado à recuperação das tradições da região da Apúlia, fundou a companhia de música e teatro Pupi e Fresedde, juntamente com Angelo Savelli. Alguns anos mais tarde, integra o grupo de teatro de Roberto De Simone, com o qual participou em alguns dos seus trabalhos mais importantes, desempenhando, com frequência, papéis principais: Mistero Napolitano, Li Zite 'Ngalera, Opera Buffa del Giovedì Santo, La Gatta Cenerentola, Stabat Mater (com Irene Papas), um Requiem em memória de Pasolini, 99 disgrazie di Pulcinella, e Il Drago. Estreou-se no Teatro San Carlo, em Nápoles, com a ópera Il Crispino e la Comare dos irmãos Ricci, a qual foi igualmente apresentada no Teatro La Fenice, em Veneza, e no Théâtre des Champs Elysées, em Paris. Cantou, por várias vezes, no festival Maggio Musicale, em Florença, incluindo numa versão moderna do Orfeu de Monteverdi, numa adaptação de Luciano Berio. Na Settimane Internazionali di Napoli, participou na ópera cómica L'Idolo Cinese de Paisiello, e também em Pulcinella e L'Histoire du Soldat de Stravinsky, conduzida por Salvatore Accardo. Participou em concertos na Accademia Chigiana em Siena, no festival Settembre Musica em Turim e na igreja de San Maurizio, em Milão. Em Londres, cantou perante membros da família real em La Dafne de Marco da Gagliano. Em Salamanca e, mais recentemente, no Teatro alla Scala, em Milão, desempenhou o papel de ama na ópera L’incoronazione di Poppea, de Monteverdi, sob a batuta do maestro Rinaldo Alessandrini. Foi membro fundador do ensemble Media Aetas, mais uma vez dirigido por De Simone, dando concertos por todo o mundo. Em parceria com Antonio Florio, criou o ensemble de música barroca Cappella della Pietà dei Turchini, com o qual se apresentou em numerosos concertos de festivais internacionais e encenou óperas barrocas: La Colomba Ferita, de Provenzale (San Carlo, Teatro Massimo di Palermo), La Finta Cameriera, de G. Latilla, desempenhando os papéis principais em Pulcinella Vendicato, de Paisiello (Teatro Bellini, Nápoles e Cidade do México), Li Zite 'Ngalera (Teatro Piccinni, Bari), La Festa Napoletana, Il Disperato Innocente de Boerio e La Partenope de Vinci (Sevilha, León, Santander, la Coruña e Teatro San Carlo em Nápoles).
Gravou vários discos de música sagrada e profana com o grupo Cappella dei Turchini para as editoras discográficas Symphonia, Opus111, Naïve, Eloquentia, e Glossa. Os seus trabalhos discográficos mais recentes incluem Le Tarantelle del Rimorso (Eloquentia), Canto de la Vida (Deutsche Grammophon); Fra' Diavolo com o ensemble Accordone, conduzido por Guido Morini e Marco Beasley (Arcana); e, com o ensemble I Turchini di Florio, L'Adorazione dei Maggi de Cristofaro Caresana, Il Canto della Sirena e Il Tesoro di San Gennaro (Glossa). O seu último disco é Siciliane com Franco Pavan e Laboratorio ‘600, também para a editora Glossa.

Marcello Vitale

Guitarrista, compositor, arranjador e músico de sessão.
Marcello Vitale obteve o diploma em guitarra clássica em 1994 pelo Conservatório de Benevento, onde estudou sob a orientação de Raimondo Di Sandro, e licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Nápoles em 1996. Estuda guitarra de flamenco com Bruno Pedros e Jose Jarrillo, e guitarra elétrica com Lello Panico.
Em 1997, foi solista em Lezioni di Tarantella, um espetáculo de Eugenio Bennato apresentado na Città della Scienza, em Nápoles. Foi nessa ocasião que se juntou ao grupo Musicanova e, na qualidade de membro desse ensemble, tocou em importantes salas de concerto pela Europa, incluindo na República Checa e na Polónia, bem como na Tunísia, na Turquia, em Marrocos e na Austrália.
Em 1999, em conjunto com Lilly Greco e Paolo Raffone, compôs e gravou a banda sonora para o filme Ferdinando e Carolina, realizado por Lina Wertmuller, pela qual recebeu o Prémio Europeu Massimo Troisi. Nesse mesmo ano foi eleito membro honorário da Accademia Medicea, de Florença, pelo seu contributo para a world music.
Entretanto, continuou a tocar como solista em numerosos festivais e eventos musicais, nos quais se incluem: EMMAS (Ethnic Meeting of Music and Arts in Sardinia - encontro de música e artes étnicas na Sardenha), em Olbia, onde o seu concerto recebeu uma boa crítica de Peter Gabriel; WOMAD Adelaide (Austrália); Grand Junction Intercultural Festival, Colorado (EUA); Festival Lufthansa de Música Barroca (Londres); Festival de Música Antiga de Utreque (Holanda); e Musiques Vagabondes de Loire-Atlantique, Ancenis (França).
Em 2005, foi chamado por Roberto De Simone para tocar chitarra battente – espécie de guitarra italiana barroca de cinco cordas – na ópera Socrate Immaginario de Giovanni Paisiello (direção musical e arranjos de R. De Simone), a qual foi apresentada em setembro no Teatro di San Carlo, em Nápoles.
Desde 2001, colabora com o ensemble L’Arpeggiata, conduzido por Christina Pluhar, com o qual gravou dois CD para a editora Alpha, um para a Naïve e três para a EMI Classics. Tem tocado nas salas de concerto mais importantes do mundo, incluindo o Carnegie Hall em Nova Iorque, o Walt Disney Hall em Los Angeles, o Barbican Centre e o Wigmore Hall em Londres, e a Salle Gaveau, em Paris.

 

BIOS EN

Giuseppe De Vittorio

Actor and singer, born in Leporano (Taranto).
De Vittorio’s early artistic career was dedicated to the revival of Puglia’s traditions. He went on to found the theatre and music company Pupi e Fresedde in partnership with Angelo Savelli, and a few years later he joined Roberto De Simone’s theatre company. Here, often playing lead roles, he took part in some of the group’s most important work: Mistero Napolitano, Li Zite 'Ngalera, Opera Buffa del Giovedì Santo, La Gatta Cenerentola, Stabat Mater (with Irene Papas), a Requiem in memory of Pasolini, 99 disgrazie di Pulcinella, and Il Drago. He made his debut at the Teatro San Carlo in Naples with Il Crispino e la Comare by the Ricci brothers, which was reprised at the Teatro La Fenice in Venice and at the Théâtre des Champs Elysées in Paris. He has performed in Florence’s Maggio Musicale on several occasions, including in a modern version of Monteverdi’s Orfeo, an adaptation by Luciano Berio. For the Settimane Internazionali di Napoli he took part in L'Idolo Cinese by Paisiello, as well as in Pulcinella and L'Histoire du Soldat by Stravinsky, conducted by Salvatore Accardo. He has given concerts for the Accademia Chigiana in Siena, for Turin’s Settembre Musica and in the concert church of San Maurizio in Milan. In London, he performed before members of the Royal Family in La Dafne by Marco da Gagliano. In Salamanca and recently in Milan’s Teatro alla Scala, he sang the role of the nursemaid in Monteverdi’s L’incoronazione di Poppea, with Rinaldo Alessandrini conducting. He was a founder member of the ensemble Media Aetas, once again under the direction of De Simone, and has performed with the group in concerts around the world. Alongside Antonio Florio, he went on to establish the baroque ensemble Cappella della Pietà dei Turchini. With them, he has performed in numerous concerts at international festivals and staged many baroque operas: La Colomba Ferita by Provenzale (San Carlo, Teatro Massimo di Palermo), La Finta Cameriera by G. Latilla, with lead roles in Pulcinella Vendicato by Paisiello (Teatro Bellini, Naples and in Mexico City), Li Zite 'Ngalera (Teatro Piccinni, Bari), La Festa Napoletana, Il Disperato Innocente by Boerio and La Partenope by Vinci (Seville, Leon, Santander, Coruna and Teatro San Carlo in Naples).
He has made many recordings of sacred and profane music with Cappella dei Turchini for the record labels Symphonia, Opus111, Naïve, Eloquentia, and Glossa. His most recent recordings include Le Tarantelle del Rimorso (Eloquentia), Canto de la Vida (Deutsche Grammophon); Fra' Diavolo with the ensemble Accordone, led by Guido Morini and Marco Beasley (Arcana); and with I Turchini di Florio L'Adorazione dei Maggi by Cristofaro Caresana, Il Canto della Sirena and Il Tesoro di San Gennaro (Glossa). His latest disc is Siciliane with Franco Pavan and Laboratorio ‘600, also for Glossa.

Marcello Vitale

Guitarist, composer, arranger and session player.
Vitale received his diploma in classical guitar in 1994 from the Conservatorio di Benevento, where he studied under Raimondo Di Sandro, and in 1996 he graduated in Philosophy at the University of Naples. He studies flamenco guitar with Bruno Pedros and Jose Jarrillo, and electric guitar with Lello Panico.
In 1997 he was a soloist in ‘Lezioni di Tarantella’, a performance event staged by Eugenio Bennato at the Città della Scienza, Naples. It was then that he joined the group Musicanova, and as a member of the ensemble he performed in major European concert venues, including the Czech Republic and Poland, as well as in Tunisia, Turkey, Morocco and Australia.
In 1999, together with Lilly Greco and Paolo Raffone, he composed and performed the sound track of the film Ferdinando e Carolina directed by Lina Wertmuller, for which he was awarded the Premio Europeo Massimo Troisi music prize. That same year he was elected as honorary member of Florence’s Accademia Medicea for his contributions to world music.
Meanwhile he continued to perform as a soloist at many festivals and musical gatherings, including EMMAS (Ethnic Meeting of Music and Arts in Sardinia) in Olbia, where his performance was well received by Peter Gabriel; WOMAD Adelaide (Australia); the Grand Junction Intercultural Festival, Colorado (USA); the Lufthansa Festival of Baroque music (London); Utrecht’s Festival Oude Muziek (Holland); and Musiques Vagabondes de Loire-Atlantique, Ancenis (France).
In 2005 Roberto De Simone asked him to play chitarra battente – a stringed instrument similar to the baroque guitar – in the opera Socrate Immaginario by Giovanni Paisiello (direction and musical arrangement by R. De Simone), which was performed in September in the Teatro di San Carlo, Naples.
Since 2001 he has been collaborating with the ensemble L’Arpeggiata, led by Christina Pluhar, with whom he has recorded two CDs for the Alpha label, one for Naïve and three for EMI Classics. He performs at major concert venues throughout the world, including the Carnegie Hall in New York, the Walt Disney Hall in Los Angeles, the Barbican Centre and Wigmore Hall in London, and the Salle Gaveau in Paris.

 


INFO

Arte das Musas
mail@artedasmusas.com

www.artedasmusas.com

Mais informações em www.foradolugar.pt
Further information at www.foradolugar.pt

Concertos: Entrada livre sujeita à lotação das salas
Por motivos de segurança a porta será encerrada assim que a lotação estiver preenchida. As portas abrem +-30‘ antes do início dos concertos.

Concerts: Free entry subject to room capacity
For safety reasons, the door will be shut as soon as the room is full to capacity. Doors open +-30’ before the concerts start.