Jan
28
7:00pm 7:00pm

Sete Lágrimas @ Festival Antena 2, Teatro da Trindade: Lisboa

Sábado,
28 Janeiro
19h00
Teatro da Trindade

Transmissão direta (em antena e online)

Concerto
Sete Lágrimas

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Pedro Castro, flautas e oboé barroco
Tiago Matias, vihuela, tiorba e guitarra barroca
Mário Franco, contrabaixo
Rui Silva, percussão histórica

Programa
Diáspora

Anónimo (séc. XVI) - Na fomte está Lianor
Tradicional (Macau) - Bastiana
Anónimo (séc. XVI) - Senhora del mundo
Joaquim António da Silva Calado (1848-1880) - Flor amorosa
Anónimo (séc. XVI) - Dic nobis Maria/Dalha den cima del cielo
Tradicional (Timor) - Mai fali é
Gaspar Fernandes (*1565-1629) - Tururu farara con son
Gaspar Fernandes (?1565-1629) - Xicochi conentzitle
Anónimo XVI/XVII - No soy yo quien veis vivir
Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto anónimo (séc. XVI) - Triste vida vivyre (contrafactum textual sobre salmo La Terre au Seigneur appartient de Claude Goudimel (?1514-1572))
Filipe Faria (n. 1976) e Sérgio Peixoto (n. 1974) s/ texto de vilancico anónimo (s. XVI) - Parto triste saludoso
Artur Ribeiro (1924-1982) - Rosinha dos limões
Manuel Machado (c.1590-1646) - Dos estrellas le siguen
Tradicional (África do Sul/Moçambique) - Yamukela (s/ arr. Pe. Arnaldo Taveira Araújo OFM (n. 1929))
Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto Lope de Vega (1562-1635) - El pesebre
Romance Sefarad (Marrocos) - Mosé salió de Misraim

"Diáspora" 

Para lá de caravelas e de Boa-Esperança a relação de Portugal com o mundo nasce de uma vontade de mudança... Com a expansão portuguesa do século XV inicia-se um período de aculturação e miscigenação que influencia mutuamente as práticas musicais dos países dos Descobrimentos e de Portugal e muda a configuração do nosso "ADN" colectivo para sempre... O projecto Diáspora conta já com três títulos: "Diaspora.pt" (2008), "Terra" (2011) e "Península" (2012) e mergulha nos géneros e formas musicais dos cinco continentes de ontem e de hoje, arriscando novas fórmulas interpretativas de repertórios populares e eruditos do século XVI ao século XX, do vilancico ibérico ao fado, dos vilancicos "negros" do século XVI/XVII ao "chorinho" brasileiro, passando pelas "mornas" africanas e pelas canções tradicionais de Timor, Macau, Índia, Brasil, etc... Uma vertigem experimental pela viagem, caminho, peregrinação, terra, água, saudade e pelo que ficou hoje depois de todos os ontem...
Filipe Faria

Sobre Sete Lágrimas

...though the title doth promise tears, unfit guests in these joyful times, yet no doubt pleasant are the teares which musick weeps, neither are tears shed always in sorrow, but sometimes in joy and gladness. Vouchsafe then your gracious protection to these showers of harmony (...) they be metamorphosed into true tears. 
[...embora o nome prometa lágrimas, convidadas pouco aprazíveis nestes tempos de alegria, são sem dúvida agradáveis as lágrimas que a música chora, nem sempre vertidas em tristeza mas também em alegria. Permita a vossa graciosa protecção a estes aguaceiros de harmonia que sejam metamorfoseados em verdadeiras lágrimas.(Trad. livre)]  
John Dowland (?1563-1626)  

Fundado em 1999 por Filipe Faria e Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas assume o nome da inovadora colecção de danças do compositor renascentista John Dowland (1563-1626) publicadas por John Windet em 1604 quando o compositor era alaudista de Cristiano IV da Dinamarca.  
Profundamente dedicados aos diálogos da música antiga com a contemporaneidade bem como da música erudita com as tradições seculares, Sete Lágrimas juntam músicos de diferentes horizontes musicais em torno de projectos conceptuais animados tanto por profundas investigações musicológicas como por processos de inovação, irreverência e criatividade em torno dos sons, instrumentário e memórias da música antiga.  
Nestes projectos são identificáveis os diálogos entre a música erudita e a popular, entre a música antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos descobrimentos e o eixo latino mediterrânico convertidos em som através tanto da fiel interpretação dos cânones interpretativos da música antiga como de uma aproximação a elementos definidores da música tradicional ou do jazz.  
Desde a sua fundação, o grupo desenvolve uma intensa actividade concertística de mais de trezentos e cinquenta concertos em doze países da Europa e Ásia, de onde se destacam: Portugal (Centro Cultural de Belém 2009/2011/2012/2013/2014/2015, Fundação Calouste Gulbenkian 2008/2015, Festival Terras sem Sombra 2003-2010 (como ensemble residente), Encontros de Música Antiga de Loulé 2006/2015, Festival de São Roque 2008/2009/2012), Museu de Aveiro 2010/2012, Festival das Artes de Coimbra 2011, Festival dos Capuchos 2012, Festival Internacional de Música da Madeira 2010, Festival Internacional de Música dos Açores, 2010 Festival Fora do Lugar 2012, Festival de Leiria 2011/2013, Festival de Almada 2013, etc...), Bulgária (Sliven 2011), Itália (Ravenna 2011, Festival Internazionale W. A. Mozart a Rovereto 2012), Malta (BirguFest 2011), Espanha (Festival de Música Antigua de Gijón 2010, Festival de Música Antigua de Úbeda y Baeza 2011, Museo Nacional de Valladolid 2011/2013, Fundación Juan March/Madrid 2012, Villaviciosa 2012, Abulensis Festival Internacional de Musica 2012...), China (Macau Internacional Music Festival 2011), Suécia (Stockholm Early Music Festival 2012), França (Festival Baroque de Sablé 2012, Opera de Lille 2013), Bélgica (Gent Festival van Vaanderen 2012, Flemish Opera/Gent 2013, Bozar/Bruxelles 2013), Noruega (Stavanger Konzerthus 2013), República Checa (Prague Early Music Festival 2014), Luxemburgo (Philharmonie Luxembourg/Salle de Musique de Chambre 2014), etc... Sete Lágrimas chama, regularmente, aos seus projectos, músicos convidados das áreas da música antiga como María Cristina Kiehr (Argentina), Zsuzsi Tóth (Hungria) ou Ana Quintans (Portugal) e da música tradicional, jazz e do mundo como Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo (Portugal) ou Adufeiras de Monsanto (Portugal).  
No contexto dos projectos de diálogo entre a música antiga e a contemporânea "Kleine Musik" (MU0102/2008), "Silêncio" (MU0106/2009) e "Vento" (MU0108/2010), Sete Lágrimas estreia obras, especialmente dedicadas ao consort, dos compositores Ivan Moody (Inglaterra), João Madureira (Portugal), Andrew Smith (Noruega) e Christopher Bochmann (Inglaterra) sob encomenda da produtora Arte das Musas, dirigida por Filipe Faria. Em 2011 Sete Lágrimas apresentou, em estreia mundial, no Festival das Artes de Coimbra, a encomenda da obra "Lamento" ao escritor José Luís Peixoto, vencedor do Prémio Literário José Saramago, e ao compositor João Madureira.  
Em Portugal como no estrangeiro, as temporadas de concertos e a sua extensa discografia é consistentemente elogiada pela crítica e pelo público. Os seus onze títulos - "Lachrimæ #1" (MU0101/2007), "Kleine Musik" (MU0102/2008), "Diaspora.pt: Diáspora, vol.1" (MU0103/2008), "Silêncio" (MU0106/2009), "Pedra Irregular" (MU0107/2010), "Vento" (MU0108/2010) "Terra: Diáspora, vol.2" (MU0110/2011), "En tus brazos una noche" (MU0109/2012) e "Península: Diáspora. vol.3" (MU011/2013), "Cantiga" (MU0113/2014) e o poema gráfico com texto e ilustrações de Filipe Faria e música de Sete Lágrimas "Um dia normal" (Livro + CD MU0116/2015) - recebem frequentemente o número máximo de estrelas (5 em 5), Escolha do Editor, Melhor do Ano, etc, nos principais jornais, rádios e revistas de Portugal. Internacionalmente destacam-se as críticas discográficas na International Record Review, Doce Notas, Goldberg, etc.. ou as críticas aos concertos na Europa e na Ásia.  
Em 2008, 2011 e 2012 os três títulos do projecto Diáspora atingem o primeiro lugar do TOP de vendas das lojas FNAC. Em 2010, "Diaspora.pt" foi eleito no "Guia da Música Clássica" da mesma cadeia de lojas como "Discografia Essencial" e a carreira do Sete Lágrimas destacada na publicação "Alma Lusitana".  
Em 2011/2012 Sete Lágrimas é convidado para assumir o estatuto de Ensemble Associado da Temporada do Centro Cultural de Belém (CCB/Lisboa) tendo apresentado o "Tríptico da Terra" em três concertos esgotados.  
A convite da rádio clássica RDP Antena 2 Sete Lágrimas foi, em 2014, o representante português no projecto europeu da UER/EBU Union Européenne de Radio-Télévision - EURORADIO Christmas Folk Music Project - emitido em 30 rádios de 28 países como a BBC Radio 3 ou a France Musique.  
A sua discografia integra regularmente as playlists das rádios clássicas de vários países europeus como Espanha (RNE Rádio Clásica), Inglaterra (BBC Radio 3), República Checa (Český rozhlas/Czech National Radio), Bósnia (Radio Beograd), Portugal (Antena 2/TSF/Antena 1...), etc...  
Nas temporadas 2015/2017 o consort tem agendada uma série de concertos em Portugal: Centro Cultural de Belém (Pequeno Auditório, Lisboa), Seminário Menor de Braga, Festival Reencontros: Memórias Musicais de um Palácio (Sintra), Festival Fora do Lugar (Idanha-a-Nova), Fundação Calouste Gulbenkian (Grande Auditório, Lisboa), Festival Todos (Lisboa), Comemorações 500 anos da morte de João Roiz (Castelo Branco), Centro Cultural de Belém/Festival Dias da Música em Belém (Lisboa), Festival Internacional de Música de Espinho, etc...  
Sete Lágrimas tem o apoio do Ministério da Cultura (Governo de Portugal) e da Direcção-Geral das Artes desde 2003. É representado pela produtora Arte das Musas e editado pela etiqueta MU/Arte das Musas.

http://www.rtp.pt/antena2/destaques/sete-lagrimas-festival-antena-2-28-janeiro-19h00_3557

FESTIVAL ANTENA 2

24 a 29 Janeiro
Teatro da Trindade

Música | Dança | Teatro | Conferências

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Em 2017 passam 60 anos desde o início das emissões televisivas em Portugal. A rádio pública, por sua vez, leva 82 anos de vida, um pouco mais do que os 69 que a Antena 2 conta desde que se autonomizou, então designada como Programa B, em 1948. Além de música clássica, as 4 horas diárias de emissão incluíam, nessa altura, folclore, música de filmes e palestras. Esse perfil diversificado, na génese da Antena 2, não só se manteve até hoje como constitui um dos principais traços distintivos deste canal e uma evidente prova da sua missão de serviço público.

O Festival Antena 2, nesta 1ª edição, visa pois homenagear e ilustrar a diversidade deste canal. A ideia é mostrar ao vivo, em palco, não só os conteúdos definidores da Antena 2 (música, literatura, ciência, dança, teatro) como também intérpretes que, na sua maioria, surgiram na última década impulsionados decisivamente pela rádio.

No campo da música, o Festival Antena 2 apresenta, no Teatro da Trindade, três concertos de música clássica (música sinfónica com a Orquestra de Câmara Portuguesa, música de câmara com o Trio Tarantella, e música antiga com o agrupamento Sete Lágrimas), um concerto de jazz (Quarteto de João Barradas & Ricardo Toscano) e um concerto dedicado à música do mundo, por vezes também chamada world music (Cardo-Roxo, inspirado na música tradicional portuguesa). Todos os agrupamentos intervenientes nestes concertos nasceram com a ajuda decisiva da Antena 2, que os promoveu, entrevistou e apresentou em concerto quando a fama ainda não os distinguia como excelentes intérpretes que já eram.
Temos ainda, neste festival, um concerto da Banda da Armada Portuguesa, formação que não deve a sua génese, evidentemente, à Antena 2, mas que apresentámos pela 1ª vez na rádio, num concerto transmitido em direto do Centro Cultural de Belém, há pouco mais de uma década. Trata-se de um agrupamento que honra a riquíssima tradição das bandas filarmónicas no nosso país, com uma fama e qualidade que já fez prova além-fronteiras.

Para lá da música, apresentamos dois outros espetáculos de palco: uma peça de teatro inspirada numa comédia de Woody Allen e interpretada por um grupo de jovens atores/encenadores (Os Caetanos), e um espetáculo de dança por uma companhia (Quorum Ballet) que neste momento é já consagrada a nível internacional, tendo-se apresentado em mais de 20 países. Trata-se, em ambos os casos, de projetos que a Antena 2, uma vez mais, ajudou a nascer, num papel algo pioneiro, ao promover desde o início as suas criações.

Finalmente, no campo da literatura e da ciência, apresentamos duas conferências com dois tópicos em mente: os livros que, nas diversas áreas, podem hoje mobilizar os leitores, e, optando pela área da saúde como tema científico, o estado atual da luta contra o câncro.
Para estas duas conferências contamos com a reflexão e o conhecimento de personalidades consagradas. No mundo das letras, temos a contribuição dos escritores Ana Luísa Amaral, Francisco José Viegas, Inês Pedrosa e Miguel Real, em "Vale a pena Ler".
Para nos atualizarmos em tudo o que diz respeito ao cancro, temos a participação de 4 investigadores portugueses de calibre internacional: Manuel Sobrinho Simões, Joana Paredes, Bruno Silva Santos e Luís Costa. Na conferência intitulada "A cura do cancro" abordaremos as mais recentes terapias, os dados mais atuais sobre a evolução da doença, e o que podemos esperar no futuro: a cura, o controlo da doença, uma vacina?

O mundo das ideias, da ciência e das artes conjuga-se nestes seis dias de um festival que tem aqui a sua 1ª edição como espelho de um canal da rádio pública que mergulha com a mesma paixão nos valores artísticos do passado, nos que marcam o presente e nos que o futuro nos promete. Um festival que deve, por fim, uma palavra de profundo agradecimento ao Teatro da Trindade que não hesitou, desde a primeira hora, em nos acolher na sua belíssima sala.
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Nov
25
9:30pm 9:30pm

Sete Lágrimas @ 5º Festival Fora do Lugar: Idanha-a-Velha

SEXTA-FEIRA
FRIDAY
25 NOV.
21h30

SETE LÁGRIMAS
Portugal
"Diaspora"

39°59’46.6”N 7°08’40.4”W
IDANHA-A-VELHA
ANTIGA SÉ

Filipe Faria
Voz Voice

Sérgio Peixoto
Voz Voice

Pedro Castro
Flautas Recorders
Oboé barroco Baroque oboe

Tiago Matias
Vihuela
Alaúde Lute
Tiorba Theorbo
Guitarra barroca Baroque guitar
Guitarra romântica Romantic guitar

Mário Franco
Contrabaixo Double bass

Rui Silva
Percussão histórica
Historical percussion


Na fomte está Lianor
Anon. (séc./C. XVI)
Bastiana
Trad. (Macau/MACAO)
Senhora del mundo
Anon. (séc./C. XVI))
Flor amorosa
Joaquim António da Silva Calado (1848-1880)
Dic nobis Maria/Dalha den cima del cielo
Anon. (XVI)
Mai fali é
Trad. (Timor)
Tururu farara con son
Gaspar Fernandes (?1565-1629)
Xicochi conentzitle
Gaspar Fernandes
No soy yo quien veis vivir
Anon. (séc./C. XVI/XVII)
Triste vida vivyre
Filipe Faria (1976-) + Sérgio Peixoto (1974-)*
Parto triste saludoso
Filipe Faria + Sérgio Peixoto#
Rosinha dos limões
Artur Ribeiro (1924-1982)
Dos estrellas le siguen
Manuel Machado (c.1590-1646)
Yamukela
Trad. (África do Sul/SOUTH AFRICA + Moçambique/MOZAMBIQUE) +
El pesebre
Filipe Faria + Sérgo Peixoto§ 
Mosé salió de Misraim
Romance Sefarad (Marrocos/Morocco)

* sobre texto anónimo/after anon. text (séc./C. XVI) contrafactum salmo/psalm “La Terre au Seigneur appartient”, Claude Goudimel (?1514-1572)  
# sobre texto de vilancico anónimo/after anon. vilalcico (séc./c XVI) + sobre/after arr. Pe. Arnaldo Taveira Araújo (n. 1929) 
§ sobre texto de/after text by Lope de Vega (1562-1635)

Para lá de caravelas e de Boa-Esperança a relação de Portugal com o mundo nasce de uma vontade de mudança... Com a expansão portuguesa do século XV inicia-se um período de aculturação e miscigenação que influencia mutuamente as práticas musicais dos países dos Descobrimentos e de Portugal e muda a configuração do nosso “ADN” colectivo para sempre... O projecto Diáspora conta já com três títulos: “Diaspora.pt” (2008), “Terra” (2011) e “Península” (2012) e mergulha nos géneros e formas musicais dos cinco continentes de ontem e de hoje, arriscando novas fórmulas interpretativas de repertórios populares e eruditos do século XVI ao século XX, do vilancico ibérico ao fado, dos vilancicos “negros” do século XVI/XVII ao “chorinho” brasileiro, passando pelas “mornas” africanas e pelas canções tradicionais de Timor, Macau, Índia, Brasil, etc... Uma vertigem experimental pela viagem, caminho, peregrinação, terra, água, saudade e pelo que ficou hoje depois de todos os ontem... FILIPE FARIA

Besides caravels and the Cape of Good Hope, Portugal’s relationship with the world was born from a thirst for change. The Portuguese expansion of the fifteenth-century marked the start of a period of acculturation and miscegenation that mutually influenced the musical practices of the countries of the Discoveries and Portugal and changed the configuration of their collective DNA forever. Comprising three titles – ‘Diaspora.pt’ (2008), ‘Terra’ (2011) and ‘Península’ (2012) – the Diáspora project dips into the past and present of genres and musical forms associated with five continents, exploring new interpretive formulas employed in popular and classical music from the sixteenth to the twenty centuries, from the Iberian villancico to fado, the ‘black’ villancicos of the sixteenth and seventeenth centuries, the Brazilian chorinho, African mornas and the traditional songs of Timor, Macau, India and Brazil, among other countries. An experimental frenzy inspired by journeys, paths, pilgrimages, land, water, homesickness and what remains today of all the days gone by. FILIPE FARIA


BIOGRAFIA

...though the title doth promise tears, unfit guests in these joyful times, yet no doubt pleasant are the teares which musick weeps, neither are tears shed always in sorrow, but sometimes in joy and gladness. Vouchsafe then your gracious protection to these showers of harmony (…) they be metamorphosed into true tears. John Dowland (?1563-1626)

..embora o nome prometa lágrimas, convidadas pouco aprazíveis nestes tempos de alegria, são sem dúvida agradáveis as lágrimas que a música chora, nem sempre vertidas em tristeza mas também em alegria. Permita a vossa graciosa protecção a estes aguaceiros de harmonia que sejam metamorfoseados em verdadeiras lágrimas. 
Trad. livre

Fundado em 1999 por Filipe Faria e Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas assume o nome da inovadora colecção de danças do compositor renascentista John Dowland (1563-1626) publicadas por John Windet em 1604 quando o compositor era alaudista de Cristiano IV da Dinamarca. Profundamente dedicados aos diálogos da música antiga com a contemporaneidade bem como da música erudita com as tradições seculares, Sete Lágrimas juntam músicos de diferentes horizontes musicais em torno de projectos conceptuais animados tanto por profundas investigações musicológicas como por processos de inovação, irreverência e criatividade em torno dos sons, instrumentário e memórias da música antiga. Nestes projectos são identificáveis os diálogos entre a música erudita e a popular, entre a música antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos descobrimentos e o eixo latino mediterrânico convertidos em som através tanto da fiel interpretação dos cânones interpretativos da música antiga como de uma aproximação a elementos definidores da música tradicional ou do jazz. Desde a sua fundação, o grupo desenvolve uma intensa actividade concertística de mais de trezentos e cinquenta concertos em doze países da Europa e Ásia, de onde se destacam: Portugal (Centro Cultural de Belém 2009/2011/2012/2013/2014/2015, Fundação Calouste Gulbenkian 2008/2015, Festival Terras sem Sombra 2003-2010 (como ensemble residente), Encontros de Música Antiga de Loulé 2006/2015, Festival de São Roque 2008/2009/2012), Museu de Aveiro 2010/2012, Festival das Artes de Coimbra 2011, Festival dos Capuchos 2012, Festival Internacional de Música da Madeira 2010, Festival Internacional de Música dos Açores, 2010 Festival Fora do Lugar 2012, Festival de Leiria 2011/2013, Festival de Almada 2013, etc…), Bulgária (Sliven 2011), Itália (Ravenna 2011, Festival Internazionale W. A. Mozart a Rovereto 2012), Malta (BirguFest 2011), Espanha (Festival de Música Antigua de Gijón 2010, Festival de Música Antigua de Úbeda y Baeza 2011, Museo Nacional de Valladolid 2011/2013, Fundación Juan March/Madrid 2012, Villaviciosa 2012, Abulensis Festival Internacional de Musica 2012…), China (Macau Internacional Music Festival 2011), Suécia (Stockholm Early Music Festival 2012), França (Festival Baroque de Sablé 2012, Opera de Lille 2013), Bélgica (Gent Festival van Vaanderen 2012, Flemish Opera/Gent 2013, Bozar/Bruxelles 2013), Noruega (Stavanger Konzerthus 2013), República Checa (Prague Early Music Festival 2014), Luxemburgo (Philharmonie Luxembourg/Salle de Musique de Chambre 2014), etc... Sete Lágrimas chama, regularmente, aos seus projectos, músicos convidados das áreas da música antiga como María Cristina Kiehr (Argentina), Zsuzsi Tóth (Hungria) ou Ana Quintans (Portugal) e da música tradicional, jazz e do mundo como Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo (Portugal) ou Adufeiras de Monsanto (Portugal). No contexto dos projectos de diálogo entre a música antiga e a contemporânea “Kleine Musik” (MU0102/2008), “Silêncio” (MU0106/2009) e “Vento” (MU0108/2010), Sete Lágrimas estreia obras, especialmente dedicadas ao consort, dos compositores Ivan Moody (Inglaterra), João Madureira (Portugal), Andrew Smith (Noruega) e Christopher Bochmann (Inglaterra) sob encomenda da produtora Arte das Musas, dirigida por Filipe Faria. Em 2011 Sete Lágrimas apresentou, em estreia mundial, no Festival das Artes de Coimbra, a encomenda da obra “Lamento” ao escritor José Luís Peixoto, vencedor do Prémio Literário José Saramago, e ao compositor João Madureira. Em Portugal como no estrangeiro, as temporadas de concertos e a sua extensa discografia é consistentemente elogiada pela crítica e pelo público. Os seus onze títulos - “Lachrimæ #1” (MU0101/2007), “Kleine Musik” (MU0102/2008), “Diaspora.pt: Diáspora, vol.1” (MU0103/2008), “Silêncio” (MU0106/2009), “Pedra Irregular” (MU0107/2010), “Vento” (MU0108/2010) “Terra: Diáspora, vol.2” (MU0110/2011), “En tus brazos una noche” (MU0109/2012) e “Península: Diáspora. vol.3” (MU011/2013), “Cantiga” (MU0113/2014) e o poema gráfico com texto e ilustrações de Filipe Faria e música de Sete Lágrimas “Um dia normal” (Livro + CD MU0116/2015) - recebem frequentemente o número máximo de estrelas (5 em 5), Escolha do Editor, Melhor do Ano, etc, nos principais jornais, rádios e revistas de Portugal. Internacionalmente destacam-se as críticas discográficas na International Record Review, Doce Notas, Goldberg, etc.. ou as críticas aos concertos na Europa e na Ásia. Em 2008, 2011 e 2012 os três títulos do projecto Diáspora atingem o primeiro lugar do TOP de vendas das lojas FNAC. Em 2010, “Diaspora.pt” foi eleito no “Guia da Música Clássica” da mesma cadeia de lojas como “Discografia Essencial” e a carreira do Sete Lágrimas destacada na publicação “Alma Lusitana”. Em 2011/2012 Sete Lágrimas é convidado para assumir o estatuto de Ensemble Associado da Temporada do Centro Cultural de Belém (CCB/Lisboa) tendo apresentado o “Tríptico da Terra” em três concertos esgotados. A convite da rádio clássica RDP Antena 2 Sete Lágrimas foi, em 2014, o representante português no projecto europeu da UER/EBU Union Européenne de Radio-Télévision - EURORADIO Christmas Folk Music Project - emitido em 30 rádios de 28 países como a BBC Radio 3 ou a France Musique. A sua discografia integra regularmente as playlists das rádios clássicas de vários países europeus como Espanha (RNE Rádio Clásica), Inglaterra (BBC Radio 3), República Checa (Český rozhlas/Czech National Radio), Bósnia (Radio Beograd), Portugal (Antena 2/TSF/Antena 1...), etc... Nas temporadas 2015/2017 o consort tem agendada uma série de concertos em Portugal: Centro Cultural de Belém (Pequeno Auditório, Lisboa), Seminário Menor de Braga, Festival Reencontros: Memórias Musicais de um Palácio (Sintra), Festival Fora do Lugar (Idanha-a-Nova), Fundação Calouste Gulbenkian (Grande Auditório, Lisboa), Festival Todos (Lisboa), Comemorações 500 anos da morte de João Roiz (Castelo Branco), Centro Cultural de Belém/Festival Dias da Música em Belém (Lisboa), Festival Internacional de Música de Espinho, etc... Sete Lágrimas tem o apoio do Ministério da Cultura (Governo de Portugal) e da Direcção-Geral das Artes desde 2003. É representado pela produtora Arte das Musas e editado pela etiqueta MU/Arte das Musas.


BIOGRAPHY

...though the title doth promise tears, unfit guests in these joyful times, yet no doubt pleasant are the teares which musick weeps, neither are tears shed always in sorrow, but sometimes in joy and gladness. Vouchsafe then your gracious protection to these showers of harmony (…) they be metamorphosed into true tears. John Dowland (?1563-1626)

Founded in 1999 by Filipe Faria and Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas takes its name from the innovative collection of dances by the renaissance composer John Dowland (1563-1626) that were published by John Windet in 1604, when the composer was employed as lutenist to Christian IV of Denmark. Intensely focused on dialogues between early and contemporary music and classical music with centuries-old traditions, Sete Lágrimas brings together musicians from different musical backgrounds around conceptual projects fuelled both by in-depth musicological research and innovative, irreverent and creative processes centred on sounds, instrumentation and memories of early music. In these projects, it is possible to identify dialogues between classical and popular music, between early and contemporary music, and between the age-old Portuguese Diaspora of the Discoveries and the Mediterranean Latin axis. These dialogues are converted into sound through a faithful reading of the interpretative principles of early music and a distinctive approach to the defining elements of folk music and jazz. Since its inception, the group has maintained an intense performance schedule, playing over 350 concerts in twelve countries around Europe and Asia, including the following: Portugal (Centro Cultural de Belém 2009/2011/2012/2013/2014/2015, Calouste Gulbenkian Foundation 2008/2015, Festival Terras sem Sombra 2003-2010 (as the resident ensemble), Encontros de Música Antiga de Loulé 2006/2015, São Roque Festival 2008/2009/2012), Aveiro Museum 2010/2012, Coimbra Arts Festival 2011, Festival dos Capuchos 2012, Madeira International Music Festival 2010, Azores International Music Festival 2010, Festival Fora do Lugar 2012, Festival de Leiria 2011/2013, Festival de Almada 2013, etc…), Bulgaria (Sliven 2011), Italy (Ravenna 2011, Festival Internazionale W. A. Mozart a Rovereto 2012), Malta (BirguFest 2011), Spain (Gijón Early Music Festival 2010, Úbeda and Baeza Early Music Festival 2011, National Museum of Valladolid 2011/2013, Fundación Juan March/Madrid 2012, Villaviciosa 2012, Abulensis International Music Festival 2012…), China (Macau International Music Festival 2011), Sweden (Stockholm Early Music Festival 2012), France (Festival Baroque de Sablé 2012, Opera de Lille 2013), Belgium (Gent Festival van Vaanderen 2012, Flemish Opera/Gent 2013, Bozar/Brussels 2013), Norway (Stavanger Konzerthus 2013), Czech Republic (Prague Early Music Festival 2014), and Luxembourg (Philharmonie Luxembourg/Salle de Musique de Chambre 2014). Sete Lágrimas regularly invites guest musicians working in different areas of early music to participate in its projects. To date, these musicians have included María Cristina Kiehr (Argentina), Zsuzsi Tóth (Hungary) and Ana Quintans (Portugal). The group has also worked with folk, jazz and world-music musicians such as Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo (Portugal) and Adufeiras de Monsanto (Portugal). Projects involving dialogues between early and contemporary music include ‘Kleine Musik’ (MU0102/2008), ‘Silêncio’ (MU0106/2009) and ‘Vento’ (MU0108/2010). For these projects, Sete Lágrimas premiered works written specially for the consort by the composers Ivan Moody (England), João Madureira (Portugal), Andrew Smith (Norway) and Christopher Bochmann (England). All of these works were commissioned by the production company Arte das Musas which is directed by Filipe Faria. At the Coimbra Arts Festival in 2011, Sete Lágrimas performed the world première of the work ‘Lamento’, which was commissioned from the writer José Luís Peixoto, winner of the José Saramago Literary Prize, and the composer João Madureira. In Portugal and abroad, the ensemble’s concerts and extensive discography have consistently won the praise of both critics and the public. Their eleven releases – ‘Lachrimæ #1’ (MU0101/2007), ‘Kleine Musik’ (MU0102/2008), ‘Diaspora.pt: Diáspora, vol.1’ (MU0103/2008), ‘Silêncio’ (MU0106/2009), ‘Pedra Irregular’ (MU0107/2010), ‘Vento’ (MU0108/2010) ‘Terra: Diáspora, vol.2’ (MU0110/2011), ‘En tus brazos una noche’ (MU0109/2012), ‘Península: Diáspora. vol.3’ (MU011/2013), ‘Cantiga’ (MU0113/2014) and ‘Um dia normal’ (Book + CD MU0116/2015), a graphic poem with text and illustrations by Filipe Faria and music by Sete Lágrimas, often receive the maximum number of stars (5 out of 5) and are selected as the Editor’s Choice, the Best Recording of the Year etc. by Portugal’s leading newspapers, radio shows and magazines. Internationally, mention must be made of the reviews of their recordings published in the International Record Review, Doce Notas, Goldberg etc. and the reviews of their concerts in Europe and Asia. In 2008, 2011 and 2012, the three releases comprising the Diáspora project were the best-selling titles in FNAC shops. In 2010, Diaspora.pt was named an ‘Essential Recording’ in the Classical Music Guide published by the same chain of shops and Sete Lágrimas’ trajectory to date was profiled in the publication ‘Alma Lusitana’. In 2011/2012, Sete Lágrimas were invited to be the Associated Ensemble of the Season by the Centro Cultural de Belém (CCB/Lisbon), performing ‘Tríptico da Terra’ at three sold-out concerts. In 2014, at the invitation of the classical radio station RDP Antena 2, Sete Lágrimas represented Portugal in the EURORADIO Christmas Folk Music Project organised by the European Broadcasting Union. The project was broadcast on 30 radio stations in 28 countries, including BBC Radio 3 and France Musique. Their discography is regularly included on the playlists of classical radio stations in several European countries, including Spain (RNE Rádio Clásica), the UK (BBC Radio 3), the Czech Republic (Český rozhlas/Czech National Radio), Bosnia (Radio Beograd) and Portugal (Antena 2/TSF/Antena 1). For the 2015/2017 seasons, the consort has scheduled a series of concerts in Portugal at the Centro Cultural de Belém (Pequeno Auditório, Lisbon), Seminário Menor de Braga, Festival Reencontros: Memórias Musicais de um Palácio (Sintra), Festival Fora do Lugar (Idanha-a-Nova), the Calouste Gulbenkian Foundation (Grande Auditório, Lisbon), Festival Todos (Lisbon), Commemorations on the 500th anniversary of the death of João Roiz (Castelo Branco), Centro Cultural de Belém/Festival Dias da Música in Belém (Lisbon) and the Espinho International Music Centre. Since 2003, Sete Lágrimas have been sponsored by the Ministry of Culture (Portuguese Government) and the Directorate General for the Arts. The ensemble is represented by the Arte das Musas production company and published by the MU/Arte das Musas record label.


Mais informações em www.foradolugar.pt
Further information at www.foradolugar.pt

Concertos: Entrada livre sujeita à lotação das salas
Por motivos de segurança a porta será encerrada assim que a lotação estiver preenchida. As portas abrem +-30‘ antes do início dos concertos.

Concerts: Free entry subject to room capacity
For safety reasons, the door will be shut as soon as the room is full to capacity. Doors open +-30’ before the concerts start.

OUTRAS ACTIVIDADES: Gratuitas* de inscrição obrigatória até 96 horas da data da actividade através dos contactos indicados abaixo. (* excepto jantar de 2/12/2016)

OTHER ACTIVITIES: Free*. Booking required
Booking until 96 hours before the date of the activity using the contact details listed below. (*except dinner on 2/12/2016)

Website www.foradolugar.pt
Email festival@foradolugar.pt
Facebook www.facebook.com/foradolugar 
Tel. 277202900
Morada/Address Centro Cultural Raiano, 
Av. Joaquim Morão Lopes Dias
6060-713 Idanha-a-Nova

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Nov
25
5:00pm 5:00pm

Sete Lágrimas @ 5º Festival Fora do Lugar: Idanha-a-Nova

SERVIÇO EDUCATIVO
5º FDL 2016
Serviço Educativo
"Sete Lágrimas vai à Escola"

25 NOV. 2016
17h00

DESCRIÇÃO: Mini-concerto em ambiente escolar por Sete Lágrimas. Uma viagem pelas línguas e culturas dos cinco continentes visitados pelas viagens portuguesas desde o século XVI - antecipando o concerto de abertura do Festival no dia 25/11/2016, pelas 21h30, na Antiga Sé de Idanha-a-Velha.

DURAÇÃO APROXIMADA: 30'
LOCAL: Escola
DESTINATÁRIOS: 1 Turma do Pré Escolar ou 1º Ano do 1º Ciclo do Ensino Básico.
INSCRIÇÃO: Actividade gratuita de inscrição obrigatória

MAIS INFORMAÇÕES
NO CATÁLOGO DO FESTIVAL
E EM WWW.FORADOLUGAR.PT

CONCERTOS: DE ENTRADA LIVRE SUJEITA À LOTAÇÃO DAS SALAS Por motivos de segurança a porta será encerrada assim que a lotação estiver preenchida. As portas abrem +-30‘ antes do início dos concertos.

OUTRAS ACTIVIDADES: GRATUITAS*  
DE INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA Inscrições até 48/96 horas antes da data da actividade através dos contactos indicados abaixo. 
* excepto jantar de 2/12/2016

Website www.foradolugar.pt
Email festival@foradolugar.pt
Facebook www.facebook.com/foradolugar 
Telefone 277202900
Morada Centro Cultural Raiano, 
Av. Joaquim Morão Lopes Dias
6060-713 Idanha-a-Nova

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Nov
5
9:30pm 9:30pm

Noa Noa @ The World Music Festival in Hamamatsu (Japan)

Idanha-a-Nova UNESCO City of Music

"De la mar"
Filipe Faria
Tiago Matias

The World Music Festival in Hamamatsu
3-6 Novembro 2016
Hamamatsu, Japan

5 Novembro 2016

Noa Noa*:
Filipe Faria
Tiago Matias

* Artists in Residence in Idanha-a-Nova, Portugal (UNESCO Creative City of Music)

http://wmf2016.jp

http://www.hcf.or.jp/wmf2016/

http://www.hcf.or.jp/wmf2016/noa-noa.html

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Oct
8
7:00pm 7:00pm

Sete Lágrimas @ Festival Os Sons de Almada Velha: Almada

Sete Lágrimas @
Festival Os Sons de Almada Velha 2016

Diáspora: Entre o Céu e a Terra

Data: 8 de outubro 2016
Horário: 19h
Local: Igreja do Seminário de São Paulo, Almada
Entrada livre

No dia 8 de outubro às 19h, sábado, a Igreja do Seminário de São Paulo recebe a música dos Sete Lágrimas, no âmbito do Festival Os Sons de Almada Velha. Entrada livre.

«O projeto Diáspora conta já com três títulos: Diaspora.pt (2008), Terra (2011) e Península (2012) e mergulha nos géneros e formas musicais dos cinco continentes de ontem e de hoje, arriscando novas fórmulas interpretativas de repertórios populares e eruditos do século XVI ao século XX, do vilancico ibérico ao fado, dos vilancicos negros do século XVI/XVII ao chorinho brasileiro, passando pelas mornas africanas e pelas canções tradicionais de Timor, Macau, Índia, Brasil, etc ».

Sete Lágrimas (Portugal)
Filipe Faria - voz
Sérgio Peixoto - voz
Pedro Castro-flautas e oboé barroco
Tiago Matias - vihuela, tiorba e guitarra barroca
Mário Franco - contrabaixo
Rui Silva - percussão histórica
Filipe Faria, Sérgio Peixoto - direção artística

Organização:
Academia de Música de Almada
Câmara Municipal de Almada
Novalmadavelha - Agência de Desenvolvimento Local

Condições de participação:
Entrada livre

Informações
AMA - Academia de Música de Almada
Tel.: 96 017 57 67
21 295 14 95

Câmara Municipal de Almada
Tel: 21 272 40 08
21 273 81 06

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Jul
3
6:00pm 6:00pm

Sete Lágrimas @ Festival de Música de Espinho: Espinho

DOM 3 JUL 2016 18:00
Sete Lágrimas
Auditório de Espinho - Academia

PREÇO: 7 euros
CARTÃO AMIGO ADE+: 4 euros
CARTÃO AMIGO ADE: 5,5 euros
IDADE: m/6
DURAÇÃO: 80 minutos

As fronteiras entre música erudita, tradicional e popular são esbatidas neste concerto. Música do Renascimento aos nossos dias, de diversos países e tradições são colocadas lado a lado no mesmo palco. O Renascimento ibérico, a música tradicional do império português, música popular do Brasil e de Portugal são algumas das propostas dos Sete Lágrimas para um concerto prometedor.

SETE LÁGRIMAS

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Pedro Castro, flautas e oboé barroco
Tiago Matias, vihuela, tiorba, alaúde e guitarra barroca
Mário Franco, contrabaixo
Rui Silva, percussão histórica

PROGRAMA

Anónimo (séc. XVI)
Na fomte está Lianor

Tradicional (Macau)
Bastiana

Anónimo (séc. XVI)
Senhora del mundo

Filipe Faria (n. 1976) e Sérgio Peixoto (n. 1974) s/ texto de vilancico anónimo (s. XVI)
Parto triste saludoso

Joaquim António da Silva Calado (1848-1880)
Flor amorosa

Filipe Faria (n. 1976) e Sérgio Peixoto (n. 1974) s/ texto de vilancico anónimo (s. XVI)
Biem podera my desvemtura

Tradicional (Timor)
Mai fali é

Anónimo (s. XVI)
Minina dos olhos verdes

Gaspar Fernandes (*1565-1629)
Tururu farara con son

Gaspar Fernandes (?1565-1629)
Xicochi conentzitle

Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto anónimo (séc. XVI)
Triste vida vivyre *contrafactum textual sobre salmo La Terre au Seigneur appartient (Claude Goudimel (?1514-1572))

Artur Ribeiro (1924-1982)
Rosinha dos limões

Anónimo (séc. XVII)
Olá zente que aqui samo

Manuel Machado (c.1590-1646)
Dos estrellas le siguen

Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto Lope de Vega (1562-1635)
El pesebre

Tradicional (África do Sul/Moçambique)
Yamukela (s/ arr. Pe. Arnaldo Taveira Araújo OFM (n. 1929))

Romance Sefarad (Marrocos)
Mosé salió de Misraim

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Apr
23
10:00pm10:00pm

Sete Lágrimas @ Festival Dias da Música, Centro Cultural de Belém: Lisboa

Dias da Música em Belém
Centro Cultural de Belém
Sala Luís de Freitas Branco

B15 - Diáspora
Sete Lágrimas

Comprar
https://www.ccb.pt/Default/pt/DiasDaMusica/Sabado/Evento?a=566

Anónimo (séc. XVI) Na fonte está Lianor
Tradicional (Macau) Bastiana
Anónimo (séc. XVI) Senhora del mundo
Filipe Faria e Sérgio Peixoto, s/ texto de vilancico anónimo (s. XVI) Parto triste saludoso
Joaquim António da Silva Calado Flor amorosa
Anónimo (séc. XVII) Olá plimo Bacião
Tradicional (Timor) Mai fali é
Anónimo (s. XVI) Minina dos olhos verdes
Eugénio Tavares A força de cretcheu
Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto anónimo (séc. XVI) Triste vida vivyre *contrafactum textual sobre salmo La Terre au Seigneur appartient
Artur Ribeiro Rosinha dos limões
Anónimo (séc. XVII) Olá zente que aqui samo
Manuel Machado Dos estrellas le siguen
Vinicius de Moraes/António Carlos Jobim Canção do amor demais
Tradicional (África do Sul/Moçambique) Yamukela (s/ arr. Pe. Arnaldo Taveira Araújo OFM (n. 1929))
Romance Sefarad Mosé salió de Misraim

Sete Lágrimas
Filipe Faria voz
Sérgio Peixoto voz
Pedro Castro flauta de bisel e oboé barroco
Tiago Matias tiorba, vihuela e guitarra barroca
Mário Franco contrabaixo
Rui Silva percussão histórica
Denys Stetsenko violino barroco (1)
Flávia Almeida Castro cravo (1)

(1) Músicos convidados

Para lá de caravelas e de Boa-Esperança a relação de Portugal com o mundo nasce de uma vontade de mudança... Com a expansão portuguesa do século XV inicia-se um período de aculturação e miscigenação que influencia mutuamente as práticas musicais dos países dos Descobrimentos e de Portugal e muda a configuração do nosso "ADN" coletivo para sempre... O projeto Diáspora conta já com três títulos: Diaspora.pt (2008), Terra (2011) e Península (2012) e mergulha nos géneros e formas musicais dos cinco continentes de ontem e de hoje, arriscando novas fórmulas interpretativas de repertórios populares e eruditos do século XVI ao século XX, do vilancico ibérico ao fado, dos vilancicos "negros" do século XVI/XVII ao chorinho brasileiro, passando pelas mornas africanas e pelas canções tradicionais de Timor, Macau, Índia, Brasil, etc... Uma vertigem experimental pela viagem, caminho, peregrinação, terra, água, saudade e pelo que ficou hoje depois de todos os ontem...

Filipe Faria

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Nov
27
9:30pm 9:30pm

Noa Noa + Masterclass + João Hasselberg @ Festival Fora do Lugar: Idanha-a-Velha

27 Novembro 2015
21h30
IDANHA-A-VELHA

ANTIGA SÉ
MÚSICA
NOA NOA E CONVIDADOS
LÍNGUA

Concerto de encerramento da digressão de lançamento do CD “Língua, vol.2”

16/10 AVEIRO FORA DO LUGAR FDL FDT
17/10 ALMADA
1/11 ANTUÉRPIA
8-9/11 BRUXELAS
15/11 GHENT
21-22/11 LILLE
27/11 IDANHA-A-VELHA FORA DO LUGAR

ENTRADA LIVRE SUJEITA À LOTAÇÃO DA SALA

+ INFORMAÇÕES Entrada livre sujeita à lotação da sala. Por motivos de segurança a porta será encerrada assim que a lotação estiver preenchida. As portas abrem +-30’ antes do início dos concertos.

A liberdade criativa que se vivia na Europa da viragem do século XIX para o século XX1 encontra paralelo na História da Música Ocidental do século XVIII no qual o músico era formado para saber cantar, tocar um ou mais instrumentos, improvisar, compor e dirigir. A tradição de resposta sem fronteiras ao apelo criativo é tão antiga como o Homem e volta a ter eco nas tendências recentes da moderna prática da Música Antiga com a constatação de que o músico no passado tinha uma formação multifacetada que contrasta com a super-especialização a que se chegou no século XX e XXI. A própria redescoberta dos instrumentos históricos e das suas técnicas de execução tem vindo a iluminar o passado, mas ao mesmo tempo tem servido de inspiração a compositores e músicos contemporâneos para novas linguagens e estéticas.

Todas as línguas mudam com o tempo. Evoluem e adaptam-se aos usos inovadores das comunidades, às suas idiossincrasias e hábitos. A língua não pode ser entendida como uma entidade imutável, estanque, parada ou desenhada no tempo e pelo tempo. Ela é, pelo contrário, resultado de uma dinâmica imensa da mesma forma e com o mesmo fulgor da comunidade ou da humanidade que muda… vagarosa mas imparável.

Dedicado à memória colectiva definida pelas diversas culturas e línguas ibéricas, “Língua” é uma manta de sons “para além do Ebro” que resulta no português, castelhano, mirandês, galego, asturiano, basco ou catalão. Este novo projecto de Noa Noa viaja entre o que há de mais comum e mais diferente na História da cultura ibérica explorando as fronteiras geográficas, culturais e conceptuais da tradição e da ancestralidade com a contemporaneidade ou a interculturalidade… Este é o segundo dia de viagem.

1 O nome do projecto é inspirado no inovador livro de Paul Gauguin de 1901 no qual o artista descreve os tempos passados em retiro criativo na Polinésia francesa, em especial no Tahiti. Envolto em polémica, tanto Gauguin como o seu Noa Noa são ainda hoje sinónimos de liberdade criativa.
Filipe Faria

Filipe Faria
Voz
Assobio
Adufe
Udu
Melódica
Bansuri
Unhas de cabra
Guizos
Chocalhos
Vassouras
Ovos
Bombo
Colascione

Tiago Matias
Vihuela de 7 ordens
Guitarra romântica
Colascione
Viola beiroa
Voz
Bombo
Adufe
Unhas de cabra
Guizos
Vassouras

João Hasselberg
Contrabaixo

+ convidados 27/11

PROGRAMA
• La Mare de Déu/Els pobres traginers Trad. (Català) in Cançoner Popular de Catalunya, Joan Amades/Francesc Pujol, Barcelona,1936
• El cant dels occels Trad. (Català) in Cançoner Folklore de Catalunya, Joan Amades, 1950
• Ró-ró Trad. (Mirandés) in Anthology of Portuguese Music, Fernando Lopes Graça/Michel Giacometti, N.Y.C, 1962
• Ayer vite na fonte Trad. (Asturianu) in Canciones Populares de Asturias, Manuel del Fresno, Oviedo, 1931
• Ya cantan los gallos Vilancico anón. (Castellano) in Cancioneiro de Elvas, Biblioteca Municipal Públia Hortênsia, Ms. 11793, Elvas, s./c. XVI
• Por riba se ceifa o pão Trad. (Português) in Cancioneiro Popular Português, Michel Giacometti/Fernando Lopes Graça, Lisboa, 1981
• No piense Menguilla ya José Marín (?1618/19-1699) in Tonos Humanos para Voz y Guitarra, Ms. MU 4-1958, Mu. Ms. 727, Fitzwilliam Museum, Cambridge
• Baila nena Trad. (Galego) in Cancionero Galego Torner e Bal y Gay, 203, 1973
• El testament d’Amèllia Trad. (Català) in Cançoner Popular de Catalunya, Joan Amades/Francesc Pujol, Barcelona,1936
• Iruten ari nuzu Trad. (Euskara) in Gure Herria, Bayonne, 1921/Cancionero Arrati, Donostia, 1971
• Díme, paxarín parleru Trad. (Asturianu) in Canciones Populares de Asturias, Manuel del Fresno, Oviedo, 1931
• Tanchão Trad. (Português) in Portugal Raízes Musicais, José Alberto Sardinha, 1997
• Negra sombra Rosalía de Castro (1837-1885)/Xoán Montes Capón (1840-1899) in Follas Novas, Madrid, 1880
• Ganinha, minha ganinha Lundun anón. séc. XVIII (Português) in Modinhas do Brazi, Biblioteca da Ajuda, Lisboa, Mss. 1595/1596, s./c. XVIII
• La Margarideta Trad. (Català) in Cançoner Popular de Catalunya, Joan Amades/Francesc Pujol, Barcelona,1936

Resta-nos festejar a estreia do duo NOA NOA, [Língua, Vol. 1, *****, Arte das Musas], formado pelos multi-instrumentistas Filipe Faria e Tiago Matias. Com um pé na música tradicional, com o outro na música antiga (medieval e não só) e com o coração aberto às músicas do mundo (ao lado de adufes, chocalhos, guitarra barroca, viola beiroa ou vihuela também se podem ouvir um udu ou uma flauta bansuri), os Noa Noa servem-nos uma filigrana, inesperada e em tamanho gigante, de canções antigas e tradicionais de quase toda a Península Ibérica (pela voz de Filipe Faria podem aqui ouvir-se temas em português, catalão, basco, castelhano, galego, asturiano e mirandês), interpretadas com um amor e uma sabedoria assombrosas.

António Pires, Crítica “Língua, vol.1” ***** (5/5 estrelas) in BLITZ, Mondo 21, n.º105, Março 2015
Fundado por Filipe Faria e Tiago Matias em 2012 – antecipando o 110º aniversário da morte do pintor pós–impressionista Paul Gauguin (1848-1903) – Noa Noa procura explorar, em música, as fronteiras da liberdade criativa que os artistas da viragem do século XIX para o XX propunham alcançar.

A liberdade criativa que se vivia na Europa de então encontra paralelo na História da Música Ocidental do século XVIII no qual o músico era formado para saber cantar, tocar um ou mais instrumentos, improvisar, compor e dirigir. A tradição de resposta sem fronteiras ao apelo criativo é tão antiga como o Homem e volta a ter eco nas tendências recentes da moderna prática da Música Antiga com a constatação de que o músico no passado tinha uma formação multifacetada que contrasta com a super-especialização a que se chegou no século XX e XXI. A própria redescoberta dos instrumentos históricos e das suas técnicas de execução tem vindo a iluminar o passado, mas ao mesmo tempo tem servido de inspiração a compositores contemporâneos para novas obras, linguagens e estéticas.
Em Noa Noa, Filipe Faria e Tiago Matias assumem o papel antigo do músico multifacetado e multi-instrumentista bebendo tanto duma intensa experiência profissional de mais de uma década na área da Música Antiga como do gosto comum pelo risco e pela capacidade íntima da música. De uma visão descomplexada e informal dos repertórios europeus para voz e alaúde, dos séculos XVI a XVIII, às músicas populares da Ibéria e da Europa com os cheiros e travos inevitáveis do torna viagem – marca de água da Europa pós aventura marítima – a música de Noa Noa assume uma construção moderna tendo como ponto de partida o diálogo essencial da voz com a multiplicidade de instrumentos antigos de corda pulsada.
Desde a sua fundação o grupo apresentou-se em concerto em Idanha-a-Velha, Idanha-a-Nova e Monsanto (Festival Fora do Lugar de Músicas Antigas; Centro Cultural Raiano), Aveiro (Teatro Aveirense e Museu de Aveiro), Águeda (Fundação Dionísio Pinheiro), Braga (Auditório Vita), Cascais (Centro Cultural de Cascais), Coimbra (Grande Auditório Conservatório de Coimbra), Lisboa (ISA; FNAC Chiado), Oliveira do Bairro (Quartel das Artes) e Almada (Teatro Azul) entre outros com os convidados especiais Artur Fernandes (Danças Ocultas), Cardo-Roxo, Adufeiras de Idanha-a-Nova, Rancho Folclórico Vindimadeiras da Mamarrosa, Joana Espadinha (voz), João Hasselberg (contrabaixo) e João Pedro Leitão e Ana Bacalhau (Deolinda).
Desde 2013 desenvolve uma parceria com a artista Cristina Rodrigues que resultou na instalação “A Manta”, peça icónica do Museu Rural para o Século XXI/21st Century Rural Museum do projecto Design for Desertification DfD (Manchester Metropolitan University, MIRIAD e Oralities Project/UE) que esteve patente na Sé Catedral de Idanha-a-Velha, MUDE Museu do Design (Lisboa), Museu Nacional de Arqueologia/Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa), Manchester Cathedral (Inglaterra). Em 2015 está patente no Mosteiro de Alcobaça com produção Everything is New.
Em 2014, Noa Noa lança o seu primeiro trabalho discográfico – com o apoio, SEC/DGARTES e CMIN – dedicado à memória colectiva definida pelas diversas culturas e línguas ibéricas, uma manta de sons “para além do Ebro” que resultou no português, castelhano, mirandês, galego, asturiano, basco ou catalão. Este projecto, intitulado “Língua”, viaja entre o que há de mais comum e mais diferente na História da cultura ibérica explorando as fronteiras geográficas, culturais e conceptuais da tradição e da ancestralidade com a contemporaneidade ou a interculturalidade. Este disco atingiu o primeiro lugar do TOP de vendas FNAC na área da Música Clássica/Música do Mundo/Jazz durante quatro meses tendo sido um dos discos mais vendidos em Portugal entre Julho e Novembro de 2014. A primeira edição esgotou em quatro meses estando a ser preparada a segunda edição.
Em 2015 Noa Noa lança o seu segundo CD, o segundo volume do projecto “Língua”, tendo atingido novamente o primeiro lugar do TOP de vendas FNAC na semana do seu lançamento.
Na Temporada 2015/2016 tem agendada – entre outros concertos – uma digressão integrada no projecto europeu Big Bang da Zonzo Compagnie (Bélgica) em parceria com o CCB/Fábrica das Artes (Portugal) que se inicia no Centro Cultural de Belém (Lisboa) e que passa pelo BOZAR (Bruxelas, Bélgica), deSingel (Antuérpia, Bélgica), Flemish Opera (Ghent, Bélgica) e Opéra de Lille (Lille, França).
Até 2017 – com o apoio SEC/DGARTES – Noa Noa tem programada a edição de mais dois trabalhos discográficos sendo o primeiro dedicado ao Cancioneiro de Elvas.
Em parceria com a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e a Arte das Musas, Noa Noa assume, no início de 2013, o estatuto de Artists-in-Residence neste concelho – com base na Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha. Esta parceria concretiza-se na promoção de residências artísticas regulares que permitem olhar para o universo musical muito particular desta região raiana a partir de dentro, junto da população, dos músicos e artistas locais e dos seus espaços e hábitos. No mesmo ano Noa Noa assume ainda o estatuto de projecto parceiro do Festival Fora do Lugar, Festival Internacional de Músicas Antigas.
O nome do ensemble é inspirado no inovador livro de Paul Gauguin de 1901 no qual o artista descreve os tempos passados em retiro criativo na Polinésia francesa, em especial no Tahiti. Envolto em polémica, tanto Gauguin como o seu Noa Noa são ainda hoje sinónimos de liberdade criativa.
Noa Noa é apoiado pela Secretaria de Estado da Cultura/Direcção-Geral das Artes e é representado pela produtora Arte das Musas.

+ INFORMAÇÕES Entrada livre sujeita à lotação da sala. Por motivos de segurança a porta será encerrada assim que a lotação estiver preenchida. As portas abrem +-30’ antes do início dos concertos.

OUTROS MOMENTOS FORA DO LUGAR 2015
com NOA NOA

Concerto NOA NOA
Jam Masterclass NOA NOA
Serviço Educativo NOA NOA VAI À ESCOLA

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Nov
26
6:00pm 6:00pm

Noa Noa Masterclass @ Festival Fora do Lugar: Idanha-a-Nova

ESGOTADO
INSCRIÇÕES ENCERRADAS

26 Novembro 2015
18h00-20h30
IDANHA-A-NOVA

JAM MASTERCLASS
Jam Masterclass com Noa Noa

com Noa Noa
Filipe Faria e Tiago Matias

Destinatários: ESTUDANTES DE MÚSICA

Condições
Oficina gratuita de inscrição obrigatória
Inscrições até 96 horas antes da data.
Para frequentar a masterclass é necessária uma inscrição prévia através dos contactos indicados abaixo. Os inscritos serão informados da abertura ou cancelamento das actividades com uma antecedência de 24 horas.

Descrição
Para alunos de música de nível médio e avançado – instrumentos de corda dedilhada (guitarra/alaúde), percussão e outros. Para esta Jam Masterclass serão escolhidas duas canções do repertório do concerto Noa Noa de abertura do Festival a trabalhar antecipadamente entre o aluno e o professor. Nesta primeira Jam de Música Antiga os alunos terão oportunidade de conhecer e tocar este instrumentário. Será preparada uma canção a ser apresentada em palco, com o grupo, no concerto de dia 27/11, 21h30, em Idanha-a-Velha.

Duração aproximada
2h30′

Local
Centro Cultural Raiano

Mais informações em:
WEBSITE www.foradolugar.pt
EMAIL festival@foradolugar.pt
TELEFONE 277202900
MORADA Centro Cultural Raiano, Av. Joaquim Morão Lopes Dias – 6060-713 Idanha-a-Nova

OUTROS MOMENTOS FORA DO LUGAR 2015
com NOA NOA

Concerto NOA NOA
Jam Masterclass NOA NOA
Serviço Educativo NOA NOA VAI À ESCOLA

View Event →
Nov
26
2:30am 2:30am

Noa Noa @ Festival Fora do Lugar: Idanha-a-Nova

26 Novembro 2015
14h30
IDANHA-A-NOVA

SERVIÇO EDUCATIVO
Noa Noa vai à escola

com Noa Noa
Filipe Faria e Tiago Matias

Destinatários: ESCOLAS

Condições
Oficina gratuita de inscrição obrigatória
Inscrições até 72 horas antes da data das Oficinas.
Para frequentar as oficinas é necessária uma inscrição prévia através dos contactos indicados abaixo. Os inscritos serão informados da abertura ou cancelamento das actividades com uma antecedência de 48 horas.

Descrição
Mini-concerto em ambiente escolar por Noa Noa de Filipe Faria e Tiago Matias – projecto parceiro do Festival Fora do Lugar.
Uma viagem pelas línguas e sons da Península Ibérica – português, castelhano, mirandês, galego, asturiano, basco ou catalão – antecipando o concerto de abertura do Festival no dia 28/11, pelas 21h00, na Antiga Sé de Idanha-a-Velha.

Duração aproximada
30’

Local
Escola

Mais informações em:
WEBSITE www.foradolugar.pt
EMAIL festival@foradolugar.pt
TELEFONE 277202900
MORADA Centro Cultural Raiano, Av. Joaquim Morão Lopes Dias – 6060-713 Idanha-a-Nova

OUTROS MOMENTOS FORA DO LUGAR 2015
com NOA NOA

Concerto NOA NOA
Jam Masterclass NOA NOA
Serviço Educativo NOA NOA VAI À ESCOLA

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Nov
22
12:30am12:30am

Noa Noa @ Opéra de Lille: Lille (France) #2

Opéra de Lille
Lille, France

22/11/2015
12h30 + 15h00

http://opera-lille.fr/fr/saison-15-16/bdd/cat/famille-happy-day/sid/99559_big-bang-happy-days-des-enfants

Babel - dès 6 ans
Foyer de la Danse (accès en 4ème galerie)
Sa 12h30, 15h, 16h45 / Di 12h30, 15h
Noa Noa : Filipe Faria et Tiago Matias

Si les enfants se demandaient ce qui se cache derrière la façade d’un opéra, ils vont bientôt pouvoir le découvrir. Car, pendant deux jours, l’Opéra de Lille ouvre librement ses portes à tous, qu’ils soient tout jeunes mélomanes ou avides de sensations nouvelles, spectateurs encore en herbe ou déjà en fleurs. Un “Big Bang”, pour commencer ou recommencer à venir aux spectacles, et pour s’offrir ensemble quelques explosions de plaisir ou de surprise. Représentations express, mini-concerts, jeux de pistes, énigmes à éclaircir… Deux jours de fête à vivre en famille, avec nos complices belges de Zonzo Compagnie et leurs invités : la joyeuse fanfare de l’Orchestre international du Vetex, qui promène son swing de Gand à Lille et de Courtrai à Roubaix ; le délicat ensemble pour luth et voix de Filipe Faria et Tiago Matias, venus du Portugal pour une promenade à travers les folklores ibériques des 16e, 17e et 18e siècles ; les installations sonores de Champ d’Action qui vont faire littéralement vibrer les cœurs ou encore les étonnantes créatures venues de la mer de la norvégienne Maja Ratkje, entraînant les moins de 3 ans dans une rêveuse aventure arctique ! Joyeuse occasion de pénétrer au cœur d’une maison d’opéra, qui, comme toutes les maisons, est aussi un lieu de vie, avec son foyer et ses cuisines, sa cour et son jardin, et toutes ses chambres de musique.

Programme complet disponible 1 mois à l’avance sur www.opera-lille.fr

Âge conseillé 5-14 ans / Entrée libre, billets gratuits à retirer sur place le jour même / Pour certains spectacles réservation possible 1 mois à l’avance, tarif unique 3 € / Dernière entrée 30mn avant la fermeture.

Dans le cadre de Big Bang, The European Adventurous Music Festival for Children
bigbangfestival.eu

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Nov
21
1:00pm 1:00pm

Noa Noa @ Opéra de Lille: Lille (France) #1

Opéra de Lille
Lille, France

21/11/2015
12h30 + 15h00 + 16h45

Babel - dès 6 ans
Foyer de la Danse (accès en 4ème galerie)
Sa 12h30, 15h, 16h45 / Di 12h30, 15h
Noa Noa : Filipe Faria et Tiago Matias

Si les enfants se demandaient ce qui se cache derrière la façade d’un opéra, ils vont bientôt pouvoir le découvrir. Car, pendant deux jours, l’Opéra de Lille ouvre librement ses portes à tous, qu’ils soient tout jeunes mélomanes ou avides de sensations nouvelles, spectateurs encore en herbe ou déjà en fleurs. Un “Big Bang”, pour commencer ou recommencer à venir aux spectacles, et pour s’offrir ensemble quelques explosions de plaisir ou de surprise. Représentations express, mini-concerts, jeux de pistes, énigmes à éclaircir… Deux jours de fête à vivre en famille, avec nos complices belges de Zonzo Compagnie et leurs invités : la joyeuse fanfare de l’Orchestre international du Vetex, qui promène son swing de Gand à Lille et de Courtrai à Roubaix ; le délicat ensemble pour luth et voix de Filipe Faria et Tiago Matias, venus du Portugal pour une promenade à travers les folklores ibériques des 16e, 17e et 18e siècles ; les installations sonores de Champ d’Action qui vont faire littéralement vibrer les cœurs ou encore les étonnantes créatures venues de la mer de la norvégienne Maja Ratkje, entraînant les moins de 3 ans dans une rêveuse aventure arctique ! Joyeuse occasion de pénétrer au cœur d’une maison d’opéra, qui, comme toutes les maisons, est aussi un lieu de vie, avec son foyer et ses cuisines, sa cour et son jardin, et toutes ses chambres de musique.

Programme complet disponible 1 mois à l’avance sur www.opera-lille.fr

Âge conseillé 5-14 ans / Entrée libre, billets gratuits à retirer sur place le jour même / Pour certains spectacles réservation possible 1 mois à l’avance, tarif unique 3 € / Dernière entrée 30mn avant la fermeture.

Dans le cadre de Big Bang, The European Adventurous Music Festival for Children
bigbangfestival.eu

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Nov
15
1:30pm 1:30pm

Noa Noa @ Vlaamse Opera: Ghent (Belgium)

OPERA GENT
Ghent, Belgium

15/11/2015
13h30 + 15H30 + 17H30

http://www.bigbangfestival.eu/gent-en/festivals/big-bang-ghent-2015

BIG BANG GHENT 2015

The BIG BANG festival is a festive tribute to adventurous sound art and music-making for children. It began twenty years ago with the OORSMEER festival in Ghent. The labyrinthine Vooruit building in Ghent was filled to capacity with adventurous musicians and sound installations. A large young audience witnessed the resounding launch. OORSMEER was the beginning of a new chapter in the musical landscape for children. Twenty years later, and under its new name BIG BANG, OORSMEER has conquered the world from Hamburg to Lisbon, from Ghent to Sao Paulo, from Athens to Seville, from Antwerp to Stavanger and from Brussels to Lille.

Zonzo Compagnie is the driving force behind BIG BANG. It ensures that hundreds of artists find a new audience, all over the world. Each year 40,000 children and their parents attend the festival and discover the richness and diversity of the world of music and sounds. This year we are celebrating with three BIG BANG festivals in November. We will be treating you to a delightful surprise at deSingel in Antwerp, the Centre for Fine Arts in Brussels and Opera Vlaanderen and the Handelsbeurs Concert Hall in Ghent.

BIG BANG is produced by ZONZO COMPAGNIE in collaboration with deSingel, Bozar, Handelsbeurs Concertzaal and Opera Vlaanderen ZONZO COMPAGNIE is officially supported by the Flemish Government. BIG BANG is supported by the European Union’s Creative Europe programme.

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Nov
9
9:30am 9:30am

Noa Noa @ BOZAR: Brussels (Belgium) #2

BOZAR
Terarken
Brussels, Belgium

9/11/2015
9h30 + 13h00

http://www.bigbangfestival.eu/bxl-en/festivals/big-bang-brussels-2015

BIG BANG BRUSSELS 2015

The BIG BANG festival is a festive tribute to adventurous sound art and music-making for children. It began twenty years ago with the OORSMEER festival in Ghent. The labyrinthine Vooruit building in Ghent was filled to capacity with adventurous musicians and sound installations. A large young audience witnessed the resounding launch. OORSMEER was the beginning of a new chapter in the musical landscape for children. Twenty years later, and under its new name BIG BANG, OORSMEER has conquered the world from Hamburg to Lisbon, from Ghent to Sao Paulo, from Athens to Seville, from Antwerp to Stavanger and from Brussels to Lille. Zonzo Compagnie is the driving force behind BIG BANG. It ensures that hundreds of artists find a new audience, all over the world. Each year 40,000 children and their parents attend the festival and discover the richness and diversity of the world of music and sounds. This year we are celebrating with three BIG BANG festivals in November. We will be treating you to a delightful surprise at deSingel in Antwerp, the Centre for Fine Arts in Brussels and Opera Vlaanderen and the Handelsbeurs Concert Hall in Ghent.

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Nov
8
1:30pm 1:30pm

Noa Noa @ BOZAR: Brussels (Belgium) #1

BOZAR
Terarken
Brussels, Belgium

8/11/2015
13h30 + 15h00 + 16h30

http://www.bigbangfestival.eu/bxl-en/festivals/big-bang-brussels-2015

BIG BANG BRUSSELS 2015

The BIG BANG festival is a festive tribute to adventurous sound art and music-making for children. It began twenty years ago with the OORSMEER festival in Ghent. The labyrinthine Vooruit building in Ghent was filled to capacity with adventurous musicians and sound installations. A large young audience witnessed the resounding launch. OORSMEER was the beginning of a new chapter in the musical landscape for children. Twenty years later, and under its new name BIG BANG, OORSMEER has conquered the world from Hamburg to Lisbon, from Ghent to Sao Paulo, from Athens to Seville, from Antwerp to Stavanger and from Brussels to Lille. Zonzo Compagnie is the driving force behind BIG BANG. It ensures that hundreds of artists find a new audience, all over the world. Each year 40,000 children and their parents attend the festival and discover the richness and diversity of the world of music and sounds. This year we are celebrating with three BIG BANG festivals in November. We will be treating you to a delightful surprise at deSingel in Antwerp, the Centre for Fine Arts in Brussels and Opera Vlaanderen and the Handelsbeurs Concert Hall in Ghent.

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Nov
1
1:30pm 1:30pm

Noa Noa @ deSingel: Antwerp (Belgium)

deSingel Internationale Kunstcampus
Muziekstudio
Antwerp, Belgium

1/11/2015
13h30 + 15h00 + 16h30

http://www.bigbangfestival.eu/antw-en/festivals/big-bang-antwerp-2015

BIG BANG ANTWERP 2015

The BIG BANG festival is a festive tribute to adventurous sound art and music-making for children. It began twenty years ago with the OORSMEER festival in Ghent. The labyrinthine Vooruit building in Ghent was filled to capacity with adventurous musicians and sound installations. A large young audience witnessed the resounding launch. OORSMEER was the beginning of a new chapter in the musical landscape for children. Twenty years later, and under its new name BIG BANG, OORSMEER has conquered the world from Hamburg to Lisbon, from Ghent to Sao Paulo, from Athens to Seville, from Antwerp to Stavanger and from Brussels to Lille.

Zonzo Compagnie is the driving force behind BIG BANG. It ensures that hundreds of artists find a new audience, all over the world. Each year 40,000 children and their parents attend the festival and discover the richness and diversity of the world of music and sounds. This year we are celebrating with three BIG BANG festivals in November. We will be treating you to a delightful surprise at deSingel in Antwerp, the Centre for Fine Arts in Brussels and Opera Vlaanderen and the Handelsbeurs Concert Hall in Ghent.

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Hele gebouw

BIG BANG overrompelt voor de tweede keer deSingel. Dit avontuurlijke muziekfestival verrast je met mobiele bands, intieme concerten, interactieve installaties en feestelijke projecten.

Een hele dag beleef je muziek, met muzikanten uit België én ver daarbuiten. Het is geen festival om bij stil te zitten, het is ook - en vooral!- een dag om het zelf uit te proberen. deSingel wordt een labyrint van oude en nieuwe klanken, geïmproviseerd en gecomponeerd maar steeds gepresenteerd op maat van een jong publiek.

Van Hamburg tot Lissabon, van Athene tot São Paulo. Dit project krijgt internationale erkenning. In België kreeg het ook de Klaraprijs voor beste muziekevenement van het jaar.

Reserveer nu alvast de datum in uw agenda voor een verrassende muzikale reis doorheen het ganse gebouw van deSingel.

met steun van Stad Antwerpen

alle voorstellingen vanaf 5 jaar, behalve Glimp (van 2 tot 4 jaar) en KleuterLab (van 2,5 tot 6 jaar)
http://www.bigbangfestival.eu/ 

€4 (-26 jaar) | €6 (+26 jaar)
Muziekstudio
Op het Iberische schiereiland, voorbij de rivier Ebro, worden zeven talen gesproken. Er heerst een Babylonische spraakverwarring. Toch begrijpt iedereen elkaar en wordt er samen gedanst en gezongen. Daar is maar één reden voor: muziek. Waar taal verwarring schept, brengt muziek iedereen weer samen. In BABEL gaan twee schitterende Portugese muzikanten op zoek naar tradities en verschillen op het schiereiland waar ze wonen. Filipe Faria en Tiago Matias bouwen een nieuwe muzikale toren met instrumenten en stemmen naast de toren van Babel, waar niemand elkaar verstaat,. Daar hebben ze een prachtig uitzicht over hun land en voegen ze alle taalgebieden weer samen tot een warme, nieuwe klankenwereld, doorweven met de schatten uit het verleden. 

Leeftijd : 6+

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ENGLISH

The whole building
BIG BANG will be invading deSingel for the second time. This adventurous music festival will surprise you with its mobile bands, intimate concerts, interactive installations and festive projects.

You can have a whole day of musical experiences, with musicians from Belgium and far beyond. But it’s not a sit-down and listen festival, it’s above all a day to try things out yourself. deSingel will become a labyrinth of sounds old and new, improvised and composed, but always presented to suit a young audience.

From Hamburg to Lisbon, from Athens to São Paulo. This project is internationally recognised. In Belgium it also received the Klara Prize for the best musical event of the year.

So fix the date in your diary for this astonishing musical journey that takes in the whole deSingel building.

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FRANÇAIS

Tout le bâtiment
BIG BANG investit deSingel pour la seconde fois. Ce festival de musique aventureux te surprend avec des orchestres ambulants, des concerts intimes, des installations interactives et diverses initiatives festives.

Voici l'occasion de vivre la musique pendant toute une journée avec des musiciens venus de Belgique et de très loin d'ici. Ce n'est pas un festival à suivre en restant assis, c'est aussi – ou surtout ! – l'occasion de t'essayer à la musique. deSingel se transforme en un labyrinthe rempli de sons anciens et nouveaux, improvisés et composés, mais toujours à la mesure du jeune public.
De Hambourg à Lisbonne, d'Athènes à São Paulo, cette initiative bénéficie d'une reconnaissance internationale. En Belgique, elle a reçu le Prix Klara de la meilleure manifestation musicale de l'année.

Réserve la date et viens faire un voyage musical à travers tout le bâtiment de deSingel.

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Oct
23
10:30am10:30am

Noa Noa @ CCB Festival Big Bang: Lisboa

O Festival Big Bang 2015 está quase a chegar ao CCB... corram!

Noa Noa leva "Babel, ou Quando todos falamos a mesma língua", um projecto especialmente desenhado para este Festival depois do desafio de Madalena Wallenstein... São dias maravilhosos de experiência, aventura e ar bom... Corram, os bilhetes esgotam :)

https://www.youtube.com/watch?v=A5kRRnaSHFQ
https://www.ccb.pt/Default/pt/FabricaDasArtes/Programacao/Espetaculos?A=350

Babel - Noa Noa (PT) | Sala Luís de Freitas Branco
10h30, 13h00 e 15h30 (sexta/sábado)

"O Festival Big Bang regressa, na sua sexta edição portuguesa. Será uma viagem aliciante, de descoberta partilhada, para crianças entre os 4 e os 12 anos e para os adultos que as acompanham. O BIG BANG é um projeto internacional que iniciou a sua atividade em 2010. Através deste projeto, o CCB / Fábrica das Artes tem aberto um espaço para que artistas portugueses possam criar novas abordagens artísticas à música para crianças e ver o seu trabalho reconhecido dentro do país e pela Europa fora.
Este festival parte de uma iniciativa da Zonzo Compagnie e visa a criação de uma plataforma de encontro de compositores, músicos, performers e dos seus projetos de criação, tanto portugueses como europeus, de forma a estimular e a contribuir para o desenvolvimento da produção e da apresentação de música não comercial para crianças.
Projeto internacional
Zonzo Compagnie Bélgica ⁄ CCB Portugal ⁄ Bozar – Palais des Beaux-Arts Bélgica / Flemish Opera Bélgica / Handelsbeurs Concert Hall Bélgica / deSingel Bélgica / Stavanger Konserthus Noruega / Opéra de Lille França ⁄ Alcala Innova Espanha ⁄ Onassis Cultural Centre Grécia / KinderKinder Alemanha / EPR Classic – Parceiro Média Bélgica"

https://www.youtube.com/watch?v=A5kRRnaSHFQ
https://www.ccb.pt/Default/pt/FabricaDasArtes/Programacao/Espetaculos?A=350
http://www.bigbangfestival.eu/

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Oct
20
9:30pm 9:30pm

Sete Lágrimas @ Igreja de Santa Maria do Castelo: Castelo Branco

O próximo concerto Sete Lágrimas será já no dia 20 de Outubro, em Castelo Branco com a nossa "Diáspora" associada às comemorações dos 500 anos da morte de João Roiz.

Sete Lágrimas
@ Castelo Branco
Igreja de Santa Maria do Castelo
Terça-feira, 20 de Outubro, 21h30
Entrada gratuita

Sete Lágrimas:
Filipe Faria
Sérgio Peixoto
Tiago Matias
Mário Franco
Rui Silva

Aqui está o link para a Agenda Cultural de Castelo Branco
http://www.culturavibra.com/download/Agenda_Cultura_Vibra_25.pdf

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Oct
17
7:00pm 7:00pm

Noa Noa + João Hasselberg @ Festival Sons de Almada Velha: Almada

Igreja da Misericórdia
Festival Sons de Almada Velha
Almada

17/10/215
Sábado, 19h00
Entrada livre sujeita ao levantamento do bilhete (a partir das 18h)

informações:
AMA - Academia de Música de Almada
21 294 58 07
21 294 58 06
96 017 57 67
Câmara Municipal de Almada
21 272 40 08

Noa Noa
Língua*

Filipe Faria
Tiago Matias
João Hasselberg (convidado)

La Mare de Déu/Els pobres traginers, trad. (Català)
El cant dels occels, trad. (Català)
Ró-ró, trad. (Mirandés)
Ayer vite na fonte, trad. (Asturianu)
Ya cantan los gallos, vilancico anón., séc. XVI, Cancioneiro de Elvas (Castellano)
Por riba se ceifa o pão trad. (Português)
No piense Menguilla ya, José Marín (?1618/19-1699)
Baila nena, trad. (Galego)
El testament d'Amèllia, trad. (Català)
Iruten ari nuzu, trad. (Euskara)
Díme, paxarín parleru, trad. (Asturianu)
Tanchão, trad. (Português)
Negra sombra, trad. (Galego)
Ganinha, minha ganinha, lundun anón. séc. XVIII (Português)
La Margarideta, trad. (Català)

* Concerto integrado na digressão de lançamento do disco "LÍngua, vol.2" de Noa Noa (MU0114/2015 por Arte das Musas)

Organização
Academia de Música de Almada
Câmara Municipal de Almada
condições de participação

Biografia

Fundado por Filipe Faria e Tiago Matias em 2012 – antecipando o 110º aniversário da morte do pintor pós--impressionista Paul Gauguin (1848-1903) – Noa Noa procura explorar, em música, as fronteiras da liberdade criativa que os artistas da viragem do século XIX para o XX propunham alcançar.
A liberdade criativa que se vivia na Europa de então encontra paralelo na História da Música Ocidental do século XVIII no qual o músico era formado para saber cantar, tocar um ou mais instrumentos, improvisar, compor e dirigir. A tradição de resposta sem fronteiras ao apelo criativo é tão antiga como o Homem e volta a ter eco nas tendências recentes da moderna prática da Música Antiga com a constatação de que o músico no passado tinha uma formação multifacetada que contrasta com a super-especialização a que se chegou no século XX e XXI. A própria redescoberta dos instrumentos históricos e das suas técnicas de execução tem vindo a iluminar o passado, mas ao mesmo tempo tem servido de inspiração a compositores contemporâneos para novas obras, linguagens e estéticas.
Em Noa Noa, Filipe Faria e Tiago Matias assumem o papel antigo do músico multifacetado e multi-instrumentista bebendo tanto duma intensa experiência profissional de mais de uma década na área da Música Antiga como do gosto comum pelo risco e pela capacidade íntima da música. De uma visão descomplexada e informal dos repertórios europeus para voz e alaúde, dos séculos XVI a XVIII, às músicas populares da Ibéria e da Europa com os cheiros e travos inevitáveis do torna viagem – marca de água da Europa pós aventura marítima – a música de Noa Noa assume uma construção moderna tendo como ponto de partida o diálogo essencial da voz com a multiplicidade de instrumentos antigos de corda pulsada.
Desde a sua fundação o grupo apresentou-se em concerto em Idanha-a-Velha, Idanha-a-Nova e Monsanto (Festival Fora do Lugar de Músicas Antigas; Centro Cultural Raiano), Aveiro (Teatro Aveirense e Museu de Aveiro), Águeda (Fundação Dionísio Pinheiro), Braga (Auditório Vita), Cascais (Centro Cultural de Cascais), Coimbra (Grande Auditório Conservatório de Coimbra), Lisboa (ISA; FNAC Chiado), Oliveira do Bairro (Quartel das Artes) e Almada (Teatro Azul) entre outros com os convidados especiais Artur Fernandes (Danças Ocultas), Cardo-Roxo, Adufeiras de Idanha-a-Nova, Rancho Folclórico Vindimadeiras da Mamarrosa, Joana Espadinha (voz), João Hasselberg (contrabaixo) e João Pedro Leitão e Ana Bacalhau (Deolinda).
Desde 2013 denvolve uma parceria com a artista Cristina Rodrigues que resultou na instalação “A Manta”, peça icónica do Museu Rural para o Século XXI/21st Century Rural Museum do projecto Design for Desertification DfD (Manchester Metropolitan University, MIRIAD e Oralities Project/UE) que esteve patente na Sé Catedral de Idanha-a-Velha, MUDE Museu do Design (Lisboa), Museu Nacional de Arqueologia/Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa), Manchester Cathedral (Inglaterra). Em 2015 está patente no Mosteiro de Alcobaça com produção Everything is New.
Em 2014, Noa Noa lança o seu primeiro trabalho discográfico - com o apoio, SEC/DGARTES e CMIN - dedicado à memória colectiva definida pelas diversas culturas e línguas ibéricas, uma manta de sons “para além do Ebro” que resultou no português, castelhano, mirandês, galego, asturiano, basco ou catalão. Este projecto, intitulado “Língua (vol.1)”, viaja entre o que há de mais comum e mais diferente na História da cultura ibérica explorando as fronteiras geográficas, culturais e conceptuais da tradição e da ancestralidade com a contemporaneidade ou a interculturalidade. Este disco atingiu o primeiro lugar do TOP de vendas FNAC na área da Música Clássica/Música do Mundo/Jazz durante quatro meses tendo sido um dos discos mais vendidos em Portugal entre Julho e Novembro de 2014. A primeira edição esgotou em quatro meses estando a ser preparada a segunda edição. 
Em 2015 Noa Noa lança o seu segundo CD, o segundo volume do projecto “Língua”, e tem agendada - entre outros concertos - uma digressão integrada no projecto europeu Big Bang da Zonzo Compagnie (Bélgica)/CCB/Fábrica das Artes (Portugal) que se inicia no Centro Cultural de Belém (Lisboa) e que passa pelo BOZAR (Bruxelas, Bélgica), deSingel (Antuérpia, Bélgica), Opera de Ghent (Ghent, Bélgica) e Opera de Lille (Lille, França).
Até 2017 - com o apoio SEC/DGARTES - Noa Noa tem programada a edição de mais dois trabalhos discográficos sendo o primeiro dedicado ao Cancioneiro de Elvas.
Em parceria com a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e a Arte das Musas, Noa Noa assume, no início de 2013, o estatuto de Artists-in-Residence neste concelho – com base na Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha. Esta parceria concretiza-se na promoção de residências artísticas regulares que permitem olhar para o universo musical muito particular desta região raiana a partir de dentro, junto da população, dos músicos e artistas locais e dos seus espaços e hábitos. No mesmo ano Noa Noa assume ainda o estatuto de projecto parceiro do Festival Fora do Lugar, Festival Internacional de Músicas Antigas.
O nome do ensembleé inspirado no inovador livro de Paul Gauguin de 1901 no qual o artista descreve os tempos passados em retiro criativo na Polinésia francesa, em especial no Tahiti. Envolto em polémica, tanto Gauguin como o seu Noa Noa são ainda hoje sinónimos de liberdade criativa.
Noa Noa é apoiado pela Secretaria de Estado da Cultura/Direcção-Geral das Artes e é representado pela produtora Arte das Musas.

Noa Noa

Filipe Faria, voz, assobio, adufe, udu, melódica, bansuri, unhas de cabra, guizos, chocalhos, vassouras, ovos, bombo, colascione
Tiago Matias, vihuela de 7 ordens, guitarra romântica, colascione, viola beiroa, voz, bombo, adufe, unhas de cabra, guizos, vassouras
Convidado:
João Hasselberg, contrabaixo

(mini)-Notas ao programa

A liberdade criativa que se vivia na Europa da viragem do século XIX para o século XX1 encontra paralelo na História da Música Ocidental do século XVIII no qual o músico era formado para saber cantar, tocar um ou mais instrumentos, improvisar, compor e dirigir. A tradição de resposta sem fronteiras ao apelo criativo é tão antiga como o Homem e volta a ter eco nas tendências recentes da moderna prática da Música Antiga com a constatação de que o músico no passado tinha uma formação multifacetada que contrasta com a super-especialização a que se chegou no século XX e XXI. A própria redescoberta dos instrumentos históricos e das suas técnicas de execução tem vindo a iluminar o passado, mas ao mesmo tempo tem servido de inspiração a compositores e músicos contemporâneos para novas linguagens e estéticas.
Todas as línguas mudam com o tempo. Evoluem e adaptam-se aos usos inovadores das comunidades, às suas idiossincrasias e hábitos. A língua não pode ser entendida como uma entidade imutável, estanque, parada ou desenhada no tempo e pelo tempo. Ela é, pelo contrário, resultado de uma dinâmica imensa da mesma forma e com o mesmo fulgor da comunidade ou da humanidade que muda… vagarosa mas imparável. 
Dedicado à memória colectiva definida pelas diversas culturas e línguas ibéricas, "Língua" é uma manta de sons “para além do Ebro” que resulta no português, castelhano, mirandês, galego, asturiano, basco ou catalão. Este novo projecto de Noa Noa viaja entre o que há de mais comum e mais diferente na História da cultura ibérica explorando as fronteiras geográficas, culturais e conceptuais da tradição e da ancestralidade com a contemporaneidade ou a interculturalidade... Este é o segundo dia de viagem.
Filipe Faria, Lisboa/Idanha-a-Nova, 2013/2014

1 O nome do projecto é inspirado no inovador livro de Paul Gauguin de 1901 no qual o artista descreve os tempos passados em retiro criativo na Polinésia francesa, em especial no Tahiti. Envolto em polémica, tanto Gauguin como o seu Noa Noa são ainda hoje sinónimos de liberdade criativa.

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Oct
16
9:30pm 9:30pm

Noa Noa + João Hasselberg @ Festival Fora do Lugar: Aveiro

Museu de Aveiro
Concerto Fora do Lugar, Fora de Tempo 2015
do IV Festival Fora do Lugar 2015
Idanha-a-Nova em Aveiro

16/10/215
Sexta-feira, 21h30
Entrada livre sujeita à lotação da sala

Noa Noa
Língua*

Filipe Faria
Tiago Matias
João Hasselberg (convidado)

La Mare de Déu/Els pobres traginers, trad. (Català)
El cant dels occels, trad. (Català)
Ró-ró, trad. (Mirandés)
Ayer vite na fonte, trad. (Asturianu)
Ya cantan los gallos, vilancico anón., séc. XVI, Cancioneiro de Elvas (Castellano)
Por riba se ceifa o pão trad. (Português)
No piense Menguilla ya, José Marín (?1618/19-1699)
Baila nena, trad. (Galego)
El testament d'Amèllia, trad. (Català)
Iruten ari nuzu, trad. (Euskara)
Díme, paxarín parleru, trad. (Asturianu)
Tanchão, trad. (Português)
Negra sombra, trad. (Galego)
Ganinha, minha ganinha, lundun anón. séc. XVIII (Português)
La Margarideta, trad. (Català)

* Concerto integrado na digressão de lançamento do disco "LÍngua, vol.2" de Noa Noa (MU0114/2015 por Arte das Musas)

Biografia

Fundado por Filipe Faria e Tiago Matias em 2012 – antecipando o 110º aniversário da morte do pintor pós--impressionista Paul Gauguin (1848-1903) – Noa Noa procura explorar, em música, as fronteiras da liberdade criativa que os artistas da viragem do século XIX para o XX propunham alcançar.
A liberdade criativa que se vivia na Europa de então encontra paralelo na História da Música Ocidental do século XVIII no qual o músico era formado para saber cantar, tocar um ou mais instrumentos, improvisar, compor e dirigir. A tradição de resposta sem fronteiras ao apelo criativo é tão antiga como o Homem e volta a ter eco nas tendências recentes da moderna prática da Música Antiga com a constatação de que o músico no passado tinha uma formação multifacetada que contrasta com a super-especialização a que se chegou no século XX e XXI. A própria redescoberta dos instrumentos históricos e das suas técnicas de execução tem vindo a iluminar o passado, mas ao mesmo tempo tem servido de inspiração a compositores contemporâneos para novas obras, linguagens e estéticas.
Em Noa Noa, Filipe Faria e Tiago Matias assumem o papel antigo do músico multifacetado e multi-instrumentista bebendo tanto duma intensa experiência profissional de mais de uma década na área da Música Antiga como do gosto comum pelo risco e pela capacidade íntima da música. De uma visão descomplexada e informal dos repertórios europeus para voz e alaúde, dos séculos XVI a XVIII, às músicas populares da Ibéria e da Europa com os cheiros e travos inevitáveis do torna viagem – marca de água da Europa pós aventura marítima – a música de Noa Noa assume uma construção moderna tendo como ponto de partida o diálogo essencial da voz com a multiplicidade de instrumentos antigos de corda pulsada.
Desde a sua fundação o grupo apresentou-se em concerto em Idanha-a-Velha, Idanha-a-Nova e Monsanto (Festival Fora do Lugar de Músicas Antigas; Centro Cultural Raiano), Aveiro (Teatro Aveirense e Museu de Aveiro), Águeda (Fundação Dionísio Pinheiro), Braga (Auditório Vita), Cascais (Centro Cultural de Cascais), Coimbra (Grande Auditório Conservatório de Coimbra), Lisboa (ISA; FNAC Chiado), Oliveira do Bairro (Quartel das Artes) e Almada (Teatro Azul) entre outros com os convidados especiais Artur Fernandes (Danças Ocultas), Cardo-Roxo, Adufeiras de Idanha-a-Nova, Rancho Folclórico Vindimadeiras da Mamarrosa, Joana Espadinha (voz), João Hasselberg (contrabaixo) e João Pedro Leitão e Ana Bacalhau (Deolinda).
Desde 2013 denvolve uma parceria com a artista Cristina Rodrigues que resultou na instalação “A Manta”, peça icónica do Museu Rural para o Século XXI/21st Century Rural Museum do projecto Design for Desertification DfD (Manchester Metropolitan University, MIRIAD e Oralities Project/UE) que esteve patente na Sé Catedral de Idanha-a-Velha, MUDE Museu do Design (Lisboa), Museu Nacional de Arqueologia/Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa), Manchester Cathedral (Inglaterra). Em 2015 está patente no Mosteiro de Alcobaça com produção Everything is New.
Em 2014, Noa Noa lança o seu primeiro trabalho discográfico - com o apoio, SEC/DGARTES e CMIN - dedicado à memória colectiva definida pelas diversas culturas e línguas ibéricas, uma manta de sons “para além do Ebro” que resultou no português, castelhano, mirandês, galego, asturiano, basco ou catalão. Este projecto, intitulado “Língua (vol.1)”, viaja entre o que há de mais comum e mais diferente na História da cultura ibérica explorando as fronteiras geográficas, culturais e conceptuais da tradição e da ancestralidade com a contemporaneidade ou a interculturalidade. Este disco atingiu o primeiro lugar do TOP de vendas FNAC na área da Música Clássica/Música do Mundo/Jazz durante quatro meses tendo sido um dos discos mais vendidos em Portugal entre Julho e Novembro de 2014. A primeira edição esgotou em quatro meses estando a ser preparada a segunda edição. 
Em 2015 Noa Noa lança o seu segundo CD, o segundo volume do projecto “Língua”, e tem agendada - entre outros concertos - uma digressão integrada no projecto europeu Big Bang da Zonzo Compagnie (Bélgica)/CCB/Fábrica das Artes (Portugal) que se inicia no Centro Cultural de Belém (Lisboa) e que passa pelo BOZAR (Bruxelas, Bélgica), deSingel (Antuérpia, Bélgica), Opera de Ghent (Ghent, Bélgica) e Opera de Lille (Lille, França).
Até 2017 - com o apoio SEC/DGARTES - Noa Noa tem programada a edição de mais dois trabalhos discográficos sendo o primeiro dedicado ao Cancioneiro de Elvas.
Em parceria com a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e a Arte das Musas, Noa Noa assume, no início de 2013, o estatuto de Artists-in-Residence neste concelho – com base na Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha. Esta parceria concretiza-se na promoção de residências artísticas regulares que permitem olhar para o universo musical muito particular desta região raiana a partir de dentro, junto da população, dos músicos e artistas locais e dos seus espaços e hábitos. No mesmo ano Noa Noa assume ainda o estatuto de projecto parceiro do Festival Fora do Lugar, Festival Internacional de Músicas Antigas.
O nome do ensembleé inspirado no inovador livro de Paul Gauguin de 1901 no qual o artista descreve os tempos passados em retiro criativo na Polinésia francesa, em especial no Tahiti. Envolto em polémica, tanto Gauguin como o seu Noa Noa são ainda hoje sinónimos de liberdade criativa.
Noa Noa é apoiado pela Secretaria de Estado da Cultura/Direcção-Geral das Artes e é representado pela produtora Arte das Musas.

Noa Noa

Filipe Faria, voz, assobio, adufe, udu, melódica, bansuri, unhas de cabra, guizos, chocalhos, vassouras, ovos, bombo, colascione
Tiago Matias, vihuela de 7 ordens, guitarra romântica, colascione, viola beiroa, voz, bombo, adufe, unhas de cabra, guizos, vassouras
Convidado:
João Hasselberg, contrabaixo

(mini)-Notas ao programa

A liberdade criativa que se vivia na Europa da viragem do século XIX para o século XX1 encontra paralelo na História da Música Ocidental do século XVIII no qual o músico era formado para saber cantar, tocar um ou mais instrumentos, improvisar, compor e dirigir. A tradição de resposta sem fronteiras ao apelo criativo é tão antiga como o Homem e volta a ter eco nas tendências recentes da moderna prática da Música Antiga com a constatação de que o músico no passado tinha uma formação multifacetada que contrasta com a super-especialização a que se chegou no século XX e XXI. A própria redescoberta dos instrumentos históricos e das suas técnicas de execução tem vindo a iluminar o passado, mas ao mesmo tempo tem servido de inspiração a compositores e músicos contemporâneos para novas linguagens e estéticas.
Todas as línguas mudam com o tempo. Evoluem e adaptam-se aos usos inovadores das comunidades, às suas idiossincrasias e hábitos. A língua não pode ser entendida como uma entidade imutável, estanque, parada ou desenhada no tempo e pelo tempo. Ela é, pelo contrário, resultado de uma dinâmica imensa da mesma forma e com o mesmo fulgor da comunidade ou da humanidade que muda… vagarosa mas imparável. 
Dedicado à memória colectiva definida pelas diversas culturas e línguas ibéricas, "Língua" é uma manta de sons “para além do Ebro” que resulta no português, castelhano, mirandês, galego, asturiano, basco ou catalão. Este novo projecto de Noa Noa viaja entre o que há de mais comum e mais diferente na História da cultura ibérica explorando as fronteiras geográficas, culturais e conceptuais da tradição e da ancestralidade com a contemporaneidade ou a interculturalidade... Este é o segundo dia de viagem.
Filipe Faria, Lisboa/Idanha-a-Nova, 2013/2014

1 O nome do projecto é inspirado no inovador livro de Paul Gauguin de 1901 no qual o artista descreve os tempos passados em retiro criativo na Polinésia francesa, em especial no Tahiti. Envolto em polémica, tanto Gauguin como o seu Noa Noa são ainda hoje sinónimos de liberdade criativa.



ACERCA DO CONCERTO FORA DO LUGAR, FORA DE TEMPO
IDANHA-A-NOVA EM AVEIRO
IV FESTIVAL FORA DO LUGAR 2015

No dia 16 de Outubro de 2015 lá estaremos... fora de casa, pela primeira vez... no concerto FDL FDT Fora do Lugar, Fora de Tempo de apresentação da quarta edição do Festival Fora do Lugar 2015!

O Festival visita, este ano, a cidade de Aveiro numa parceria com a autarquia e o Museu de Aveiro com esta ideia de mostrar ao país as potencialidades do mundo rural como campo fértil para a inovação, criação e experiência artística e cultural.

Depois do concerto Fora do Lugar, Fora de Tempo de apresentação da programação desta edição, o Festival ocupa o território de Idanha-a-Nova, os seus espaços e hábitos, com as suas gentes, durante três semanas intensas, entre 27 de Novembro e 12 de Dezembro num conjunto de 6 concertos, 6 actividades do serviço educativo para escolas, 1 jam masterclass para alunos de música, 4 oficinas, 4 actividades de natureza e 1 experiência gastronómica para todos.

Produzido pela Arte das Musas com a parceria da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e o apoio da Secretaria de Estado da Cultura e da Direcção-Geral das Artes, entre outras entidades, esta edição volta a receber músicos maiores do panorama nacional e internacional da Música Antiga e da Música do Mundo no que é uma proposta do mundo rural para olhar as "músicas antigas" como músicas de hoje, como sempre foram, com um inevitável olhar contemporâneo... e estimular novas leituras, diálogos e contaminações com a música de hoje - tudo em fabulosos espaços mais ou menos inesperados. Um Festival de pedra e terra... com gente lá dentro!

O concerto de 16 de Outubro, sexta-feira, no Museu de Aveiro, tem entrada gratuita e será construído em torno do último disco de um dos parceiros do Festival, artists-in-residence em Idanha-a-Velha, lugar aliás onde foi fundado... O projecto Noa Noa de Filipe Faria e Tiago Matias estreia em concerto o novo volume do projecto "Língua" - recentemente editado - com a companhia de João Hasselberg no contrabaixo. Este é o concerto de abertura da digressão de lançamento deste disco que se inicia no Fora do Lugar em Aveiro e passa ainda por Almada, Antuérpia, Bruxelas, Ghent, Lille encerrando no concerto oficial de abertura desta edição do Festival Fora do Lugar, em Idanha-a-Velha, no dia 27 de Novembro.

A quarta edição do Fora do Lugar volta a "ocupar" a paisagem humana e natural de Idanha-a-Nova com música, histórias, passeios, viagens, conversa, troca e aprendizagem, bagagem de cá e de lá e descoberta em lugares inesperados... associando-se ao quadro de referência da candidatura de Idanha à Rede das Cidades Criativas da UNESCO.

Com a direção artística de Filipe Faria, o Fora do Lugar - Festival Internacional de Músicas Antigas - é hoje um dos projectos culturais mais relevantes na área da música na região. Pondo em diálogo diferentes formas e tempos da música desafia a uma atitude perante as músicas antigas, abordando, de uma forma inovadora, os diálogos decorrentes dos binómios erudito/popular e antigo/contemporâneo.

Como escreve Armindo Jacinto, presidente do Município de Idanha-a-Nova, "A fronteira entre estas noções, longe de ser linear, surge aqui como uma experiência que, mais do que tudo, nos faz reflectir sobre os processos históricos que conduzem de uma linha musical a outra, feitos de permanências, mudanças e rupturas, muitas delas surpreendentes. Ao longo da história da música, passado e presente cruzam caminhos incessantemente. Não é por isso de estranhar um programa com presenças tão diversas...
Um conceito provocador? Sim, e tão assumido como os próprios espaços de realização do festival que rompem, também eles, com as convenções e estereótipos vigentes. Eficaz? Os resultados das edições anteriores falam por si, reforçando a validade de uma opção política que ilustra, ao nível local, a capacidade de produzir cultura num cenário onde muitos não concebem pensá-la neste moldes: o país perdido das pequenas aldeias quase desertas.
Daqui releva uma das virtudes maiores do projecto, a possibilidade de chegar até onde mais ninguém se deu ao trabalho de ir.".

2015 é igualmente o ano de um importante reconhecimento europeu ao Fora do Lugar com a atribuição do selo de qualidade europeu EFFE - Europe for Festivals, Festival for Europe - um projecto da EFA - European Festivals Association - e da Comissão Europeia. Idanha é a sua casa.

A entrada no concerto de Aveiro e em todos os concertos do Festival é livre apenas sujeita à lotação das salas.

Contamos com a vossa presença em Aveiro no dia 16 de Outubro para a primeira festa do ano... e depois... :)

Até já!
Filipe Faria

O programa detalhado pode ser consultado muito em breve no site www.foradolugar.pt e na página da rede social Facebook www.facebook.com/foradolugar. Mais informações através do e-mail festival@foradolugar.pt.

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Sep
30
7:00pm 7:00pm

Sete Lágrimas @ Fundação Calouste Gulbenkian: Lisboa

Sete Lágrimas
@ Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal)
Grande Auditório
"Diáspora"

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Pedro Castro, flautas e oboé barroco
Tiago Matias, vihuela, alaúde, guitarra barroca, tiorba
Mário Franco, contrabaixo
Rui Silva, percussão histórica

Concerto integrado no
FJM Festival Jovens Músicos 2015

Entrada gratuita:
Levantamento de bilhete nas bilheterias da Fundação Gulbenkian

Assumindo o nome da inovadora colecção de danças do compositor renascentista John Dowland (1563-1626), Filipe Faria e Sérgio Peixoto escolheram o mote que define as Sete Lágrimas, consort fundado, em Lisboa, em 1999.
Profundamente dedicados aos diálogos da música antiga com a contemporaneidade bem como da música erudita com as tradições seculares, Sete Lágrimas juntam músicos de diferentes horizontes musicais em torno de projectos conceptuais animados tanto por profundas investigações musicológicas como por processos de inovação, irreverência e criatividade em torno dos sons, instrumentário e memórias da música antiga.
Nestes projectos são identificáveis os diálogos entre a música erudita e a popular, entre a música antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos descobrimentos e o eixo latino mediterrânico convertidos em som através tanto da fiel interpretação dos cânones interpretativos da música antiga como de uma aproximação a elementos definidores da música tradicional ou do jazz.
Desde a sua fundação, o grupo desenvolve uma intensa actividade concertística de mais de duzentos e cinquenta concertos em doze países da Europa e Ásia, de onde se destacam: Portugal (Centro Cultural de Belém 2009/2011/2012/2013/2014/2015, Fundação Calouste Gulbenkian, Festival Terras sem Sombra 2003-2010 (como ensemble residente), Encontros de Música Antiga de Loulé 2006/2015, Festival de São Roque 2008/2009/2012), Museu de Aveiro 2010/2012, Festival das Artes de Coimbra 2011, Festival dos Capuchos 2012, Festival Internacional de Música da Madeira 2010, Festival Internacional de Música dos Açores, 2010 Festival Fora do Lugar 2012, Festival de Leiria 2011/2013, Festival de Almada 2013, etc…), Bulgária (Sliven 2011), Itália (Ravenna 2011, Festival Internazionale W. A. Mozart a Rovereto 2012), Malta (BirguFest 2011), Espanha (Festival de Música Antigua de Gijón 2010, Festival de Música Antigua de Úbeda y Baeza 2011, Museo Nacional de Valladolid 2011/2013, Fundación Juan March/Madrid 2012, Villaviciosa 2012, Abulensis Festival Internacional de Musica 2012…), China (Macau Internacional Music Festival 2011), Suécia (Stockholm Early Music Festival 2012), França (Festival Baroque de Sablé 2012, Opera de Lille 2013), Bélgica (Gent Festival van Vaanderen 2012, Flemish Opera/Gent 2013, Bozar/Bruxelles 2013), Noruega (Stavanger Konzerthus 2013), República Checa (Prague Early Music Festival 2014), Luxemburgo (Philharmonie Luxembourg/Salle de Musique de Chambre 2014), etc...
Colabora, regularmente, com músicos convidados das áreas da música antiga como María Cristina Kiehr (Argentina), Zsuzsi Tóth (Hungria) ou Ana Quintans (Portugal) e da música tradicional, jazz e do mundo como Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo (Portugal) ou Adufeiras de Monsanto (Portugal).
No contexto dos projectos de diálogo entre a música antiga e a contemporânea “Kleine Musik”, “Silêncio” e “Vento”, Sete Lágrimas estreia obras, especialmente dedicadas ao consort, dos compositores Ivan Moody (Inglaterra), João Madureira (Portugal), Andrew Smith (Noruega) e Christopher Bochmann (Inglaterra) sob encomenda da produtora Arte das Musas, dirigida por Filipe Faria). Em 2011 Sete Lágrimas apresentou, em estreia mundial, a encomenda ao escritor, vencedor do Prémio Literário José Saramago, José Luís Peixoto e ao compositor João Madureira da obra “Lamento”.
Em Portugal como no estrangeiro, as temporadas de concertos e a sua extensa discografia é consistentemente elogiada pela crítica e pelo público. Os seus dez títulos “Lachrimæ #1” (MU0101/2007), “Kleine Musik” (MU0102/2008), “Diaspora.pt; Diáspora, vol.1” (MU0103/2008), “Silêncio” (MU0106/2009), “Pedra Irregular” (MU0107/2010), “Vento” (MU0108/2010) “Terra: Diáspora, vol.2” (MU0110/2011), “En tus brazos una noche” (MU0109/2012) e “Península: Diáspora. vol.3” (MU011/2013) e “Cantiga” (MU0113/2014) recebem frequentemente o número máximo de estrelas (5 em 5), Escolha do Editor, Melhor do Ano, etc, nos principais jornais, rádios e revistas de Portugal. Internacionalmente destacam-se as críticas discográficas na International Record Review, Doce Notas, Goldberg, etc.. ou as críticas aos concertos na Europa e na Ásia. 
Em 2008, 2011 e 2012 os três títulos do projecto Diáspora atingem o primeiro lugar do TOP de vendas das lojas FNAC. Em 2010, “Diaspora.pt” foi eleito no “Guia da Música Clássica” da mesma cadeia de lojas como “Discografia Essencial” e a carreira do Sete Lágrimas destacada na publicação “Alma Lusitana”.
Em 2011/2012 Sete Lágrimas é convidado para assumir o estatuto de Ensemble Associado da Temporada do Centro Cultural de Belém (CCB/Lisboa) tendo apresentado o “Tríptico da Terra” em três concertos esgotados.
A convite da rádio clássica RDP Antena 2 Sete Lágrimas foi, em 2014, o representante português no projecto europeu da UER/EBU Union Européenne de Radio-Télévision - EURORADIO Christmas Folk Music Project - emitido em 30 rádios de 28 países como a BBC Radio 3 ou a France Musique. A sua discografia integra regularmente as playlists das rádios clássicas de vários países europeus como Espanha (RNE Rádio Clásica), Inglaterra (BBC Radio 3), República Checa (Český rozhlas/Czech National Radio), Portugal (Antena 2/TSF), etc...
Na presente temporada o consort tem agendada uma série de concertos em Portugal (Sintra, Idanha-a-Nova, Lisboa, etc...). Ainda em 2015 o grupo associa-se a um projecto de edição da Arte das Musas, um livro com texto e ilustração de Filipe Faria dedicado ao tema da viagem.
Sete Lágrimas tem o apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Governo de Portugal), da Direcção-Geral das Artes e da Delta Cafés desde 2003. É representado pela produtora Arte das Musas e editado pela etiqueta MU Records.

Programa:
Anónimo (séc. XVI), Na fomte está Lianor
Tradicional (Macau), Bastiana
Filipe Faria (n. 1976) e Sérgio Peixoto (n. 1974) s/ texto de vilancico anónimo (s. XVI), Parto triste saludoso
Joaquim António da Silva Calado (1848-1880), Flor amorosa
Anónimo (séc. XVI), Senhora del mundo
Filipe Faria (n. 1976) e Sérgio Peixoto (n. 1974) s/ texto de vilancico anónimo (s. XVI), Biem podera my desvemtura
Díme robadora ou Ay que biviendo no byvo
Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto anónimo (séc. XVI), Triste vida vivyre *contrafactum textual sobre salmo La Terre au Seigneur appartient (Claude Goudimel (?1514-1572))
Manuel Machado (c.1590-1646), Dos estrellas le siguen
Romance Sefarad (Marrocos), Mosé salió de Misraim

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Sep
13
6:00pm 6:00pm

Sete Lágrimas @ Festival Todos: Lisboa

Festival Todos
Capela dos Capuchos
13 Set 2015, 18h00
Entrada Livre

Sete Lágrimas:
Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Tiago Matias, vihuela, guitarra barroca, tiorba...
Mário Franco, contrabaixo
Rui Silva, percussão histórica

"Diáspora"

Gaspar Fernandes (*1565-1629), Tururu farara con son
Anónimo (séc. XVI), Bastiana
Anónimo (séc. XVI), Senhora del mundo
Anónimo (séc. XVI/XVII), Minina dos olhos verdes
Anónimo (séc. XVI/XVII), Díme robadora
Tradicional (Timor), Mai fali é
Juan de Anchieta (1462-1523), Con amores la mi madre
Anónimo (séc. XVII), Olá zente que aqui samo
Gaspar Fernandes (?1565-1629), Xicochi conentzitle
Anónimo (séc. XVIII/XIX), Menina você que tem
Anónimo (séc. XVI), Dic nobis Maria/Dalha den cima del cielo
Filipe Faria/Sérgio Peixoto* s/ texto anónimo (séc. XVI), Triste vida vivyre *contrafactum textual sobre salmo La Terre au Seigneur appartient (Claude Goudimel (?1514-1572))
Tradicional (África do Sul/Moçambique), Yamukela (s/ arr. Pe. Arnaldo Taveira Araújo OFM (n. 1929))
Filipe Faria/Sérgio Peixoto s/ texto Lope de Vega (1562-1635), El pesebre
Manuel Machado (c.1590-1646), Dos estrellas le siguen
Romance Sefarad (Marrocos), Mosé salió de Misraim

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Jul
4
9:30pm 9:30pm

Sete Lágrimas @ Auditório Vita: Braga

Sete Lágrimas
4/7/2015
21h30
Seminário de Braga

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Tiago Matias, vihuela, tiorba e guitarra barroca
Sofia Diniz, viola da gamba



O VENTO (OU A VIAGEM)
A poesia na "Missa de Pentecostes" de João Madureira e na tradição secular renascentista

I
O vento*...

Antiphona ad Introitum: O vento do espírito (João Madureira (n. 1971/Teixeira de Pascoaes (1877-1952))
Actus Pænitentialis: Kyrie (João Madureira)
Gloria (João Madureira)
Sequentia: veni Sancte Spiritus (João Madureira/José Augusto Mourão (n. 1947))
Alleluia (João Madureira)
Antiphona ad Offertorium: ____________ pega nos fios… (João Madureira/Maria Gabriela Llansol (1931-2008))
Sanctus (João Madureira)
Agnus Dei (João Madureira)
Postcommunio: As fontes (João Madureira/Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004))
Dimissio: Ama como a estrada começa (João Madureira/Mário Cesariny (1923-2006))
* "Missa de Pentecostes" de João Madureira (n. 1971)

II
...ou a viagem

Salió a la fuente Jacinta, Manuel Machado
Dalha den cima del cielo
Díme, robadora
Mis arreios son las armas
Porque lloras moro
Ay que biviendo no byvo
Con amores la mi madre
Triste vida vivyre
Dos estrellas le siguen, Manuel Machado


NOTAS AO PROGRAMA:

O vento (ou a viagem)
A poesia na "Missa de Pentecostes" de João Madureira e na tradição secular renascentista

"... mas não sabes de onde vem nem para onde vai" (Jo 3,8)
"Amores e desamores. Alegria e Tristeza. Encontros e despedidas… Um imenso itinerário interior. Porque, "Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir" (Álvaro de Campos, Fernando Pessoa).*
*João Madureira (compositor)

(...) Há uma (...) imagem, que irrompe numa passagem do Evangelho de São João: «O espírito sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai» (Jo 3,8). Contrariamente à experiência fusional, tão impressiva na imagem da efusão, somos agora como que impelidos, pelo imprevisível que caracteriza o Espírito, a uma experiência de diferenciação. O Espírito está aqui, e ali, mas está sempre além. Ele não se instala. Não se derrama. Não é uma posse. Se o recebemos, é ainda para que a indagação e a busca continuem. A experiência de diferenciação é uma iniciação à liberdade, que Deus não atropela, mas potencia. O Espírito é discreto, pois não se sobrepõe à dramática da nossa invenção permanente, nem suspende a indagação, os dilemas e os encontros da nossa consciência, mas dialoga com eles, iluminando-os e ampliando-os incessantemente. (...)
José Tolentino Mendonça, "Sobre as imagens do Pentecostes" in "Vento", Arte das Musas (MU0108/2010)

(...) Os cinco textos poéticos congregados nesta missa, que ganham em sentido e em gesto de oração quando cantados a par do Kyrie, do Gloria, do Alleluia, do Sanctus e do Agnus Dei, não perdem por isso a diversidade do mundo que trazem consigo, pelas paisagens que descrevem, pelos afectos que exprimem, pelo infinito que projectam, e sobretudo pela medida do humano que experimentam, conferindo, reciprocamente, à festa do Pentecostes uma riqueza acrescida, sediada no mais caro dom humano que é a fala.
Antes de mais, a paisagem e os seus lugares: o céu, o mar, a noite, a luz e o amanhecer, o jardim, o vento, a estrada; a face visível do mundo. Depois, a medida do infinito, feito de "torvelinho cósmico e profundo" (Pascoaes), de "luz cinzenta que borda o mar" (Mourão), de "fulgor" (Llansol), de "límpido esplendor" (Sophia), de "começo" (Cesariny, cit. adaptada). Um infinito feito da imanência que atravessa todos estes textos. Finalmente, na sua diversidade temática e gestual, estes cinco textos trazem consigo a voz que tanto são quanto buscam, a voz que caminha, incansável, na sua vocação de encontro e comunhão.
Cristiana Vasconcelos Rodrigues "Sobre os textos cantados" in "Vento", Arte das Musas (MU0108/2010)

Inspirados no "infinito feito de imanência" da poesia escolhida por João Madureira para a sua Missa de Pentecostes - encomenda da comunidade da Capela do Rato (Lisboa) apresentada em estreia mundial no dia 23 de Maio de 2010 e editada em disco pela editora Arte das Musas (MU108/2010) - Sete Lágrimas traz-nos um diálogo feito de música com a poesia do renascimento ibérico. Depois de "Diaspora.pt" (2008) e "Terra" (2011) - ambos dedicados à viagem pelos géneros musicais dos cinco continentes tocados pela cultura portuguesa nos últimos 500 anos - Filipe Faria e Sérgio Peixoto dedicam-se - em "Península" (2012) - a outras viagens e geografias. Aquelas em que o mapa-múndi se converte no mapa da vida, da emoção ou da experiência humana construída sobre o amor, a devoção, a afectividade, a alegria ou a tristeza. 

O programa deste concerto coloca em diálogo a poesia ibérica dos séculos XVI e XVII com música composta especialmente para o projecto por Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre textos anónimos dessa época e a Missa de Pentecostes escrita por João Madureira especialmente para o grupo, numa vertigem experimental alimentada pela estética que Sete Lágrimas foi construindo na última década, reconhecida nacional e internacionalmente. "Testemunhos de vários homens e épocas, visitando este tempo que é o nosso, num novo encontro com os maravilhosos Sete Lágrimas." (João Madureira).


BIOGRAFIA SETE LÁGRIMAS

Assumindo o nome da inovadora colecção de danças do compositor renascentista John Dowland (1563-1626), Filipe Faria e Sérgio Peixoto escolheram o mote que define as SeteLágrimas, consort fundado, em Lisboa, em 1999.
Profundamente dedicados aos diálogos da música antiga com a contemporaneidade bem como da música erudita com as tradições seculares, Sete Lágrimas juntam músicos de diferentes horizontes musicais em torno de projectos conceptuais animados tanto por profundas investigações musicológicas como por processos de inovação, irreverência e criatividade em torno dos sons, instrumentário e memórias da música antiga.
Nestes projectos são identificáveis os diálogos entre a música erudita e a popular, entre a música antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos descobrimentos e o eixo latino mediterrânico convertidos em som através tanto da fiel interpretação dos cânones interpretativos da música antiga como de uma aproximação a elementos definidores da música tradicional ou do jazz.
Desde a sua fundação, o grupo desenvolve uma intensa actividade concertística de mais de duzentos e cinquenta concertos em doze países da Europa e Ásia, de onde se destacam: Portugal (Centro Cultural de Belém 2009/2011/2012/2013/2014/2015, Fundação Calouste Gulbenkian, Festival Terras sem Sombra 2003-2010 (como ensemble residente), Encontros de Música Antiga de Loulé 2006/2015, Festival de São Roque 2008/2009/2012), Museu de Aveiro 2010/2012, Festival das Artes de Coimbra 2011, Festival dos Capuchos 2012, Festival Internacional de Música da Madeira 2010, Festival Internacional de Música dos Açores, 2010 Festival Fora do Lugar 2012, Festival de Leiria 2011/2013, Festival de Almada 2013, etc…), Bulgária (Sliven 2011), Itália (Ravenna 2011, Festival Internazionale W. A. Mozart a Rovereto 2012), Malta (BirguFest 2011), Espanha (Festival de Música Antigua de Gijón 2010, Festival de Música Antigua de Úbeda y Baeza 2011, Museo Nacional de Valladolid 2011/2013, Fundación Juan March/Madrid 2012, Villaviciosa 2012, Abulensis Festival Internacional de Musica 2012…), China (Macau Internacional Music Festival 2011), Suécia (Stockholm Early Music Festival 2012), França (Festival Baroque de Sablé 2012, Opera de Lille 2013), Bélgica (Gent Festival van Vaanderen 2012, Flemish Opera/Gent 2013, Bozar/Bruxelles 2013), Noruega (Stavanger Konzerthus 2013), República Checa (Prague Early Music Festival 2014), Luxemburgo (Philharmonie Luxembourg/Salle de Musique de Chambre 2014), etc...
Colabora, regularmente, com músicos convidados das áreas da música antiga como María Cristina Kiehr (Argentina), Zsuzsi Tóth (Hungria) ou Ana Quintans (Portugal) e da música tradicional, jazz e do mundo como Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo (Portugal) ou Adufeiras de Monsanto (Portugal).
No contexto dos projectos de diálogo entre a música antiga e a contemporânea “Kleine Musik”, “Silêncio” e “Vento”, Sete Lágrimasestreia obras, especialmente dedicadas ao consort, dos compositores Ivan Moody (Inglaterra), João Madureira (Portugal), Andrew Smith (Noruega) e Christopher Bochmann (Inglaterra) sob encomenda da produtora Arte das Musas, dirigida por Filipe Faria). Em 2011 Sete Lágrimas apresentou, em estreia mundial, a encomenda ao escritor, vencedor do Prémio Literário José Saramago, José Luís Peixoto e ao compositor João Madureira da obra “Lamento”.
Em Portugal como no estrangeiro, as temporadas de concertos e a sua extensa discografia é consistentemente elogiada pela crítica e pelo público. Os seus dez títulos “Lachrimæ #1” (MU0101/2007), “Kleine Musik” (MU0102/2008), “Diaspora.pt; Diáspora, vol.1” (MU0103/2008), “Silêncio” (MU0106/2009), “Pedra Irregular” (MU0107/2010), “Vento” (MU0108/2010) “Terra: Diáspora, vol.2” (MU0110/2011), “En tus brazos una noche” (MU0109/2012) e “Península: Diáspora. vol.3” (MU011/2013) e “Cantiga” (MU0113/2014) recebem frequentemente o número máximo de estrelas (5 em 5), Escolha do Editor, Melhor do Ano, etc, nos principais jornais, rádios e revistas de Portugal. Internacionalmente destacam-se as críticas discográficas na International Record Review, Doce Notas, Goldberg, etc.. ou as críticas aos concertos na Europa e na Ásia.
Em 2008, 2011 e 2012 os três títulos do projecto Diáspora atingem o primeiro lugar do TOP de vendas das lojas FNAC. Em 2010, “Diaspora.pt” foi eleito no “Guia da Música Clássica” da mesma cadeia de lojas como “Discografia Essencial” e a carreira do SeteLágrimas destacada na publicação “Alma Lusitana”.
Em 2011/2012 Sete Lágrimas é convidado para assumir o estatuto de Ensemble Associado da Temporada do Centro Cultural de Belém (CCB/Lisboa) tendo apresentado o “Tríptico da Terra” em três concertos esgotados.
A convite da rádio clássica RDP Antena 2 Sete Lágrimas foi, em 2014, o representante português no projecto europeu da UER/EBU Union Européenne de Radio-Télévision - EURORADIO Christmas Folk Music Project - emitido em 30 rádios de 28 países como a BBC Radio 3 ou a France Musique. A sua discografia integra regularmente as playlists das rádios clássicas de vários países europeus como Espanha (RNE Rádio Clásica), Inglaterra (BBC Radio 3), República Checa (Český rozhlas/Czech National Radio), Portugal (Antena 2/TSF), etc...
Na presente temporada o consort tem agendada uma série de concertos em Portugal (Sintra, Idanha-a-Nova, Lisboa, etc...). Ainda em 2015 o grupo associa-se a um projecto de edição da Arte das Musas, um livro com texto e ilustração de Filipe Faria dedicado ao tema da viagem.
Sete Lágrimas tem o apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Governo de Portugal), da Direcção-Geral das Artes e da Delta Cafés desde 2003. É representado pela produtora Arte das Musas e editado pela etiqueta MU Records.

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Jun
16
9:30pm 9:30pm

Sete Lágrimas @ Palácio Nacional de Sintra: Sintra

Ciclo
REENCONTROS
MEMÓRIAS MUSICAIS DE UM PALÁCIO

Sexta-feira, 05/06/2015

14h30: Concerto Comentado Escola de Música do Conservatório Nacional
20h00: Conferência Prof. Manuel Pedro Ferreira
21h30: Concerto Sete Lágrimas

Bilhetes e mais informações em:
http://www.parquesdesintra.pt/experiencias-e-lazer/reencontros-memorias-musicais-de-um-palacio/

Sete Lágrimas

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Pedro Castro, flautas, charamela e gaita de foles
Tiago Matias, vihuela, saz e alaúde
Mário Franco, contrabaixo
Rui Silva, percussão histórica

Programa:
"Cantiga"
Cantigas de Amigo, Martim Codax (s. XIII) e música da Diáspora e "torna viagem"

Ai Deus, se sab'ora meu amigo, Martim Codax (s. XIII)
Mia hirmana fremosa, Martim Codax
Eno sagrado en Vigo (Filipe Faria (n.1976) e Sérgio Peixoto (n.1974) s/ Martim Codax)
Ai ondas que eu vin verre (Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ Martim Codax)
Ondas do Mar de Vigo, Martim Codax
Mandad'ei comigo, Martim Codax
Quantas sabedes amare amigo, Martim Codax
Parto triste saludoso, Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto de vilancico anónimo (s. XVI)
Triste vida vivyre, Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ “La terre au seigneur appartient” de Claude Goudimel (1514?-1572) e texto de vilancico anónimo (s. XVI)
Flor amorosa, Joaquim António da Silva Calado (1848-1880)
Biem podera my desvemtura, Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto vilancico anónimo (s. XVI)
Xicochi conetzintle, Gaspar Fernandes (?1565-1629)
Bastiana, Tradicional (Macau)
Mai fali é, Traditional (Timor)
Tururu farara con son, Gaspar Fernandes (*1565-1629)
Yamukela, Anon. (África do Sula/Moçambique. s/ arr. Pe. Arnaldo Taveira Araújo OFM (n. 1929))

Sinopse:

Para lá de caravelas e de Boa-Esperança - e muito antes delas - a relação da Península Ibérica com o mundo nasce no mar, do lado de cá e do lado de lá da água imensa... afere-se na partida e na chegada. Somos diferentes na própria viagem e em cada um dos seus portos e diferentes regressamos, com maior ou menor vontade de partir novamente. As cantigas medievais de Martim Codax são cantigas de saudade, cantadas por alguém que vê partir e com vontade de ir... e de ficar. São cantigas de um amor real ou imaginário, daquele amor que parece ficar melhor com a distância, que esquece... São cantigas de quem olha o mar e as ondas do mar. 300 anos depois parece que ouvimos ecos dessa saudade, do torna-viagem que faz com que os povos ibéricos sejam tão especiais... partir com a vontade de levar mas sempre disponível para trazer. E os ecos que podemos ouvir são ecos de terras distantes, pontualmente compreensíveis... Esta é a proposta, uma viagem que começa no século 13 e que fica suspensa 300 anos, à espera do que pode trazer o regresso...
Filipe Faria, Lisboa

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Feb
6
9:30pm 9:30pm

Noa Noa + João Hasselberg + Rancho Folclórico "As Vindimadeiras da Mamarrosa" @ QA: Oliveira do Bairro

"Língua, Vol.1"
por Noa Noa

com os convidados:
João Hasselberg (contrabaixo)
Rancho Folclórico "As Vindimadeiras da Mamarrosa"

NOA NOA
www.noanoaproject.com

QA Quartel das Artes (Oliveira do Bairro)
Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015
21h30

Bilhetes e mais info em
Quartel das Artes Dr. Alípio Sol
Praça do Município, 3770-851
GPS: 40°30'48.02"N | 8°29'43.37"W
T.234 732 193/ 939030166
https://www.google.pt/maps/place/Município+De+Oliveira+Do+Bairro/@40.513239,-8.495672,850m/data=!3m2!1e3!4b1!4m2!3m1!1s0xd23a7855ce273d1:0xa533725ba9f30c92?hl=en
quarteldasartes@cm-olb.pt
www.quarteldasartes.com

Como chegar
O QA fica 15 km de Aveiro, a 60 km do Porto e a 39 km de Coimbra. Do Quartel das Artes ao nó da A1 - Aveiro Sul (Oiã) - são 8 km. Seguindo a direcção de Oliveira do Bairro centro. A Estação de Caminho-de-ferro de Oliveira do Bairro (Linha de Aveiro) fica a 300 m do Quartel das Artes (8 minutos a pé) +info: www.cp.pt

Noa Noa
Filipe Faria e Tiago Matias

com os convidados:
João Hasselberg (contrabaixo)
Rancho Folclórico "As Vindimadeiras da Mamarrosa"

Todas as línguas mudam com o tempo. Evoluem e adaptam-se aos usos inovadores das comunidades, às suas idiossincrasias e hábitos. A língua não pode ser entendida como uma entidade imutável, estanque, parada ou desenhada no tempo e pelo tempo. Ela é, pelo contrário, resultado de uma dinâmica imensa da mesma forma e com o mesmo fulgor da comunidade ou da humanidade que muda… vagarosa mas imparável. Língua é o título do novo projecto Noa Noa dedicado à memória colectiva definida pelas diversas culturas e línguas ibéricas, uma manta de sons “para além do Ebro” que resulta no português, castelhano, mirandês, galego, asturiano, basco ou catalão. Este projecto viaja entre o que há de mais comum e mais diferente na História da cultura ibérica explorando as fronteiras geográficas, culturais e conceptuais da tradição e da ancestralidade com a contemporaneidade ou a interculturalidade.
Filipe Faria in CD "Língua, Vol.1" 

"Na justa fronteira entre o tradicional e o erudito, os Noa Noa, duo de Filipe Faria e Tiago Matias, estreiam-se com um disco surpreendente, que vagueia por territórios pouco explorados da música da península - a meio caminho entre Jordi Savall e o também excelente trabalho da sua filha Arianna." 
Manuela Paraíso in JL 9/7/2014

Estrutura financiada por: 
Secretaria de Estado da Cultura - Direcção-Geral das Artes
Noa Noa: Partner project Festival Fora do Lugar
Artists-in-residence @ historical village, Idanha-a-Velha, Portugal

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Jan
31
3:30pm 3:30pm

Sete Lágrimas @ Centro Cultural de Belém: Lisboa

Sete Lágrimas @ CCB (Portugal) #2
Pequeno Auditório
CCB Centro Cultural de Belém
"Best of" Fábrica das Artes

Programação "best of" do excelente projecto Fábrica das Artes, serviço educativo do CCB - Centro Cultural de Belém - coordenado por Madalena Wallenstein, para crianças e famílias.

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Pedro Castro, flautas e oboé barroco
Tiago Matias, vihuela, alaúde, tiorba...
Mário Franco, contrabaixo
Rui Silva, percussão histórica

http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Fabrica%20das%20Artes/Pages/diasporaagoravoudefugidajaneiro2015.aspx

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Jan
31
11:00am11:00am

Sete Lágrimas @ Centro Cultural de Belém: Lisboa

Sete Lágrimas @ CCB (Portugal) #1
Pequeno Auditório
CCB Centro Cultural de Belém
"Best of" Fábrica das Artes

Programação "best of" do excelente projecto Fábrica das Artes, serviço educativo do CCB - Centro Cultural de Belém - coordenado por Madalena Wallenstein, para crianças e famílias.

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Pedro Castro, flautas e oboé barroco
Tiago Matias, vihuela, alaúde, tiorba...
Mário Franco, contrabaixo
Rui Silva, percussão histórica

http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Fabrica%20das%20Artes/Pages/diasporaagoravoudefugidajaneiro2015.aspx

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