Sete Lágrimas @ Conservatório de Música de Coimbra: Coimbra

Quintas do Conservatório
Cores de Outono

Concerto de Abertura

Sete Lágrimas
Filipe Faria e Sérgio Peixoto, direcção artística

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Inês Moz Caldas, flautas de bisel
Tiago Matias, tiorba, alaúde, vihuela e guitarra barroca
Mário Franco, contrabaixo


Programa:
Essência

Minina dos olhos verdes, Vilancico anónimo (séc. XVI)
Salió al prado de su aldea, Manuel Machado (c.1590-1646)
Soledad tenguo de ti, Vilancico anónimo (séc. XVI)
Que bien siente Galatea, Manuel Machado
De la hermosura de Filis, Manuel Machado
Dalha den cima del cielo, Vilancico anónimo (séc. XVI)
Dorme, dorme meu menino, Popular (Portugal)
Mi cansado sufrimiento, Manuel Machado
A ti digo ampo de fuego, Manuel Machado
Menina você que tem, Lundun anónimo (séc. XVIII/XIX)
Con amores la mi madre, Juan de Anchieta (1462-1523)
Porque lhoras moro, Filipe Faria (n. 1976) Sérgio Peixoto (n. 1974) sobre texto anónimo (séc. XVI)
Ay luna que reluzes, Vilancico anónimo (séc. XVI)
Avejuela que al jazmín, Manuel Machado
Ay que biviendo no bivo, Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre texto anónimo (séc. XVI)
Parto triste saludoso, Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre texto anónimo (séc. XVI)
Triste vida vivyre, Contrafactum textual vilancico anónimo (séc. XVI) sobre salmo Claude Goudimel (?1514-1572)
Dos estrellas le siguen, Manuel Machado


Biografia
Sete Lágrimas

… though the title doth promise tears, unfit guests in these joyful times, yet no doubt pleasant are the teares which musick weeps, neither are tears shed always in sorrow, but sometimes in joy and gladness. Vouchsafe then your gracious protection to these showers of harmony (…) they be metamorphosed into true tears.…
John Dowland (?1563-1626)

… embora o nome prometa lágrimas, convidadas pouco aprazíveis nestes tempos de alegria, são sem dúvida agradáveis as lágrimas que a música chora, nem sempre vertidas em tristeza mas também em alegria. Permita a vossa graciosa protecção a estes aguaceiros de harmonia que sejam metamorfoseados em verdadeiras lágrimas.
Trad. livre

Sob a direcção artística de Filipe Faria e Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas é um inovador consort europeu, sediado em Lisboa, especializado em música antiga e contemporânea, que procura, a cada programa, o diálogo entre a ancestralidade e a contemporaneidade e explora a ténue fronteira entre a música erudita e as tradições seculares.

A imprensa nacional e internacional tem afirmado a originalidade e qualidade dos seus projectos conceptuais como exemplos da nova música antiga europeia identificando três eixos estruturantes no seu trabalho: o diálogo entre a música erudita e a popular, entre a música antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos descobrimentos e o eixo latino mediterrânico,

Desde a sua fundação, no ano 2000, em Lisboa, o grupo desenvolve uma intensa actividade concertística de mais de duzentos concertos, de onde se destacam: em Portugal (Centro Cultural de Belém 2009, 2011-2012, Fundação Calouste Gulbenkian 2008, I-VI Festival Terras sem Sombra 2003-2010, Encontros de Música Antiga de Loulé 2008, Festival de São Roque, Museu de Aveiro, III Festival das Artes de Coimbra 2011, Festival dos Capuchos, XXX Festival Internacional de Música da Madeira 2009, Festival Internacional de Música dos Açores 2009,…), Bulgária (Sliven 2011), Itália (Ravenna 2011, Festival Internazionale W. A. Mozart a Rovereto 2012), Malta (BirguFest 2011), Espanha (XXII Festival de Música Antigua de Gijón 2010, XIV Festival de Música Antigua de Úbeda y Baeza 2010, Museo Nacional de Valladolid 2011 e 2012, Fundación Juan March de Madrid 2011, Abulensis Festival Internacional de Musica 2012), Macau (XXV Macau Internacional Music Festival 2011), Suécia (Stockholm Early Music Festival 2012), França (Festival Barique de Sablé 2012) e Bélgica (Gent Festival van Vaanderen 2012).

Em 2007, Sete Lágrimas estreia a sua discografia com a edição, para a etiqueta MU Records, de um projecto dedicado à música antiga europeia, de Schütz (1585-1672), Martini (1706-1784) e Corelli (1653-1713), intitulado “Lachrimæ #1”. Este primeiro CD veio iniciar um projecto de edição com a parceria da Secretaria de Estado da Cultura do Governo de Portugal (antes Ministério da Cultura), com a Direcção-Geral das Artes e com a empresa filantropa portuguesa Delta Cafés com grande repercussão e elogio na crítica da especialidade e que já resultou em mais seis títulos: “Kleine Musik” (2008), com a soprano Ana Quintans, um projecto de música antiga e contemporânea dedicado a Heinrich Schütz que contemplou a encomenda e estreia de nove peças ao compositor inglês Ivan Moody (n. 1964) sobre os mesmos textos musicados por Schütz no século XVII; “Diaspora.pt” (2008) que explora as relações estéticas, conceptuais e linguísticas da música dos países do cinco continentes visitados pelos Descobrimentos, pela secular diáspora cultural portuguesa e pela lusofonia; “Silêncio” (2009), com a soprano Zsuzsi Tóth, um projecto de nova música sacra para a estética e instrumentário da música antiga que contemplou a encomenda e estreia de obras a Ivan Moody, Andrew Smith (n. 1970) e João Madureira (n. 1971); “Pedra Irregular” (2010), com a soprano Mónica Monteiro, dedicado ao nascimento do Barroco em Portugal e à obra de Almeida (c-1702-1755?), Melgaz (1638-1700), Teixeira (1707-1774) e Seixas (1704-1742); e “Vento” (2010) um EP da integral da obra “Missa de Pentecostes” de João Madureira escrita e estreada pelo grupo no mesmo ano. Em 2011 edita com grande sucesso o segundo volume do projecto Diáspora intitulado “Terra” e em 2012 "En tus brazos una noche" dedicado integralmente aos romances e canções de Manuel Machado (c.1590-1646)

A sua discografia recebe frequentemente o número máximo de estrelas (5 em 5) nos principais jornais e revistas de Portugal (Expresso, Diário de Notícias, Público, Jornal de Letras,…) e os títulos, “Diaspora.pt”, “Silêncio, “Vento” e “Terra” foram destacados nas rádios generalistas e da especialidade (RDP Antena 1 e 2, TSF,…) como “Escolha do Editor”. Internacionalmente destaca-se a crítica de Robert Levett a “Kleine Musik” na International Record Review e as críticas aos concertos do Stockholm Early Music Festival, Festival à Rovereto, etc...

Em 2008 e 2011 os dois títulos do projecto Diáspora: “Diaspora.pt” e “Terra” atingem o primeiro lugar do TOP de vendas das lojas FNAC. Em 2010, “Diaspora.pt” foi eleito no “Guia da Música Clássica FNAC” como “Discografia Essencial” e a carreira do Sete Lágrimas destacada na publicação “Alma Lusitana”.

Em 2011 Sete Lágrimas apresenta, em estreia mundial, a encomenda ao escritor, vencedor, entre outros, do Prémio Literário José Saramago, José Luís Peixoto (n. 1974) e ao compositor João Madureira da obra “Lamento” no Festival das Artes de Coimbra e ainda “Terra” na Temporada do Centro Cultural de Belém (CCB).

Os próximos projectos do grupo incluem o lançamento, em 2012, do terceiro volume do projecto Diáspora intitulado “Península”. Este projecto será estreado no Festival Fora do Lugar com as convidadas: Adufeiras de Monsanto.

Em 2011/2012 Sete Lágrimas tem o estatuto de Ensemble Associado da Temporada do Centro Cultural de Belém (CCB) onde apresentou três concertos com o título genérico “Tríptico da Terra”: “Terra”, “Vento” e “Pedra”, com os convidados especiais Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo, Zsuzsi Tóth (Hungria) e María Cristina Kiehr (Argentina), bem como “En tus brazos una noche” integrado no Festival Dias da Música.

Sete Lágrimas é representado pela agência Arte das Musas e é editado pela etiqueta MU Records. Os projectos discográficos e as suas temporadas de circulação são apoiadas, desde 2006, pela Secretaria de Estado da Cultura, Direcção-Geral das Artes e Delta Cafés.