Back to All Events

Sete Lágrimas @ Festival de Leiria: Leiria

Hoje o tempo não me enganou. Não se conhece uma aragem na tarde. O ar queima, como se fosse um bafo quente de lume, e não ar simples de respirar, como se a tarde não quisesse já morrer e começasse aqui a hora do calor. Não há nuvens, há riscos brancos, muito finos, desfiados de nuvens. E o céu, daqui, parece fresco, parece a água limpa de um açude. Penso: talvez o céu seja um mar grande de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como um céu (...)

José Luís Peixoto
in Nenhum Olhar, ed. Temas & Debates, Lisboa, 2000



Sete Lágrimas
Península Diáspora

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Pedro Castro, flautas e oboé barroco
Tiago Matias, vihuela, guitarra barroca e tiorba
Mário Franco, contrabaixo
Rui Silva, percussão histórica

CONVIDADAS Adufeiras de Monsanto

http://www.musicaemleiria.com/
https://www.facebook.com/pages/Festival-Música-em-Leiria/137782719625561

BILHETES
Os bilhetes podem ser adquiridos no próprio dia (no mosteiro), ou fazer reserva directamente no orfeão. Os bilhetes têm um custo de 5 €, podendo ter desconto de 50%, para ≥ 65 anos e ≤ 25 anos.


Noite escura, tradicional
Na fomte está Lianor, vilancico anónimo (séc. XVI)
Senhora del mundo, vilancico anónimo (séc. XVI)
Minina dos olhos verdes, vilancico anónimo (séc. XVI/XVII)
Soledad tenguo de ti, vilancico anónimo (séc. XVI)
Lá cima ó castelo, tradicional
A Rosinha dos limões, Artur Ribeiro (1924-1982)
Menina você que tem, lundun anónimo (séc. XVIII/XIX)
Biem podera my desvemtura, Filipe Faria (n. 1976) e Sérgio Peixoto (n. 1974) sobre texto anónimo (séc. XVI)
Dic nobis Maria/Dalha den cima del cielo, vilancico anónimo (séc. XVI)

intervalo

Eras tão bonita, tradicional
No soy yo quien veis vivir, vilancico anónimo (séc. XVI)
Con amores la mi madre, Juan de Anchieta (1462-1523)
Triste vida vivyre, Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre texto anónimo (séc. XVI) e Claude Goudimel (?1514-1572)
Dorme dorme meu menino, tradicional
Ay que biviendo no byvo, Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre texto anónimo (séc. XVI)
Parto triste saludoso, Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre texto anónimo (séc. XVI)
Díme robadora, vilancico anónimo (séc. XVI/XVII)
El pesebre, Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre texto Lope de Vega (1562-1635)
Mosé salió de Misraim, romance sefarad
Dos estrellas le siguen, Manuel Machado (c.1590-1646)
Senhora do Almurtão, tradicional


Notas ao programa
Rui Vieira Nery

As grandes navegações portuguesas dos séculos XV e XVI e o processo de expansão colonial subsequente abriram novos caminhos de comunicação e de intercâmbio cultural entre a Europa e o mundo, nos quais Portugal foi indiscutivelmente pioneiro. Não se tratou - importa sublinhá-lo sem equívocos - de um processo idílico e harmonioso de mero diálogo intercultural: foi marcado, como todos os colonialismos em todas as épocas da História da Humanidade, pela violência, pela agressão militar, pela ocupação territorial, pela exploração económica, pelo tráfico de escravos, pela intolerância religiosa. Mas desde cedo evidenciou, por outro lado, da parte dos colonizadores portugueses, uma curiosidade pela diferença cultural que contrasta com o hermetismo das matrizes civilizacionais de outros imperialismos europeus posteriores, como o francês, o holandês, ou em particular o britânico. A elevada taxa de miscigenação étnica que desde logo marcou as sociedades colonias portuguesas, consequência prática, é verdade, de uma reduzida presença de mulheres europeias nas primeiras expedições, mas ao mesmo tempo sinal de um desejo menos reprimido pelo preconceito racial, foi acompanhada de uma vontade evidente de provar as cozinhas locais e os seus ingredientes exóticos, do fascínio pelos motivos decorativos dos tapetes, cerâmicas e porcelanas de cada região, da tentação de experimentar canções e danças com ritmos e melodias diferentes e sedutores. A dominação colonial portuguesa procurou, certamente, impor em cada território ocupado uma matriz  
idêntica à das práticas artísticas e culturais do Reino, em particular as associadas ao Catolicismo, mas não só soube adaptar essa matriz aos materiais específicos disponíveis em cada zona como não hesitou em incorporar em si mesma muitas das facetas das expressões artísticas com que se foi deparando, terra a terra, continente a continente. De todas as potências coloniais europeias, Portugal foi sem qualquer dúvida aquela em cuja Cultura se integraram mais influências asiásticas, africanas e sul-americanas, e o império colonial português revelou-se assim um espaço de intensa circulação, interacção e fusão de modelos culturais.

Esta predisposição para o cruzamento intercultural estava já, afinal, na própria essência das Culturas ibéricas, resultantes de séculos de sucessivos processos de fusão, primeiro entre modelos celtas e greco-romanos, depois entre padrões cristãos, árabes e judaicos. A experiência da miscigenação cultural estava-nos, bem vistas as coisas, na carga genética civilizacional, e a expansão marítima ter-se-á limitado, a este respeito, a alargar a gama dos potenciais ingredientes. Mas o que é certo é que quer na Metrópole quer nas várias colónias portuguesas assistimos, logo a partir das primeiras fases da chegada dos Portugueses, à emergência de práticas artísticas híbridas que traduziam um intenso diálogo, no terreno, entre as múltiplas tradições em presença - um diálogo sempre formatado, como é óbvio, pela hierarquia do Poder colonial mas surpreendentemente aberto a trocas e a aprendizagens mútuas. E é assim que no campo da Música, por exemplo, logo nos séculos XVI e XVII encontramos nos vilancicos de Igreja peninsulares ritmos ameríndios e afro-brasileiros, e que, nos séculos XVIII e XIX, os salões e teatros lisboetas são literalmente invadidos pelos Lunduns e Modinhas brasileiros, a que em breve se juntará o Fado - tudo isto com grande espanto dos viajantes estrangeiros, que encaram este hibridismo cultural como um simples fenómeno de decadência. Estas manifestações de cruzamento que chegam ao Reino são, por sua vez, a consequência dos processos de interacção cultural que têm lugar nas próprias colónias e que produzem localmente novos géneros de fusão na Música e na Dança que alargam, também aí, o espectro das práticas artísticas tradicionais das populações indígenas. E o que é de sublinhar é que estas trocas se processam não só ao nível das Músicas eruditas como atravessam também todo o espectro social - não há sector das sociedades coloniais do Império português que não seja tocado nas suas práticas e expressões artísticas por esta interacção.

Não admira, pois, que, muito para lá do fim da experiência colonial portuguesa, o espaço da lusofonia se continue a revelar um território tão fértil em expressões interculturais que dão testemunho desse convívio e desafio mútuo multi-seculares entre modelos vindos dos vários continentes, cujos resultados permanecem como práticas vivas nas tradições populares de cada região. 


Biografia
Sete Lágrimas

Sob a direcção artística de Filipe Faria e Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas é um inovador consort europeu especializado em música antiga e contemporânea, que procura, a cada programa, o diálogo entre a ancestralidade e a contemporaneidade e explora a ténue fronteira entre a música erudita e as tradições seculares.

A crítica nacional e internacional tem afirmado a originalidade e qualidade dos seus projectos conceptuais como exemplos da nova música antiga europeia identificando três eixos estruturantes no seu trabalho: o diálogo entre a música erudita e a popular, entre a música antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos descobrimentos e o eixo latino mediterrânico.

Fundado em Lisboa, em 2000, o grupo desenvolve uma intensa actividade concertística de mais de duzentos concertos, de onde se destacam: Portugal (Centro Cultural de Belém 2009 e 2011-2012 em quarto concertos como Ensemble Associado, Fundação Calouste Gulbenkian – Museu 2008, I-VI Festival Terras sem Sombra 2003-2010 como Ensemble Residente, Encontros de Música Antiga de Loulé 2008, Festival de São Roque, Museu de Aveiro, III Festival das Artes de Coimbra 2011, Festival dos Capuchos, XXX Festival Internacional de Música da Madeira 2009, Festival Internacional de Música dos Açores 2009,...), Bulgária (Sliven 2011), Itália (Ravenna 2011, Festival internazionale W. A. Mozart a Rovereto 2012), Malta (BirguFest 2011), Espanha (XXII Festival de Música Antigua de Gijón 2010, XIV Festival de Música Antigua de Úbeda y Baeza 2010, Museo Nacional de Valladolid 2011 e 2012, Fundación Juan March de Madrid 2011, Festival Abulsensis 2012...), Suécia (Stockholm Early Music Festival, 2012), França (Sablé-sur-Sarthe, Festival de Sablé 2012) e Macau (XXV Macau Internacional Music Festival 2011).

Em 2007, Sete Lágrimas estreia a sua discografia com a edição, para a etiqueta MU Records/Arte das Musas, de um projecto dedicado à música antiga europeia e à música de Schütz (1585-1672), Martini (1706-1784) e Corelli (1653-1713), intitulado “Lachrimæ #1”. Este primeiro CD veio iniciar um projecto de edição com a parceria da Arte das Musas, Secretaria de Estado da Cultura do Governo de Portugal (antes Ministério da Cultura), Direcção-Geral das Artes e da empresa filantropa portuguesa Delta Cafés com grande repercussão e elogio na crítica da especialidade. Depois de “Lachrimae #1” (2007) Sete Lágrimas edita, com a participação da soprano portuguesa Ana Quintans, “Kleine Musik” (2008), um projecto de música antiga e contemporânea dedicado a Heinrich Schütz que contemplou a encomenda e estreia de nove peças ao compositor inglês Ivan Moody (n. 1964) sobre os mesmos textos musicados por Schütz no século XVII; “Diaspora.pt” (2008), com a participação de Rosa Caldeira e António Zambujo, um projecto que explora as relações estéticas, conceptuais e linguísticas da música dos países do cinco continentes visitados pelos Descobrimentos, pela secular diáspora cultural portuguesa e pela lusofonia; “Silêncio” (2009), com a participação da soprano húngara Zsuzsi Tóth, um projecto de nova música sacra para a estética e instrumentário da música antiga que contemplou a encomenda e estreia de obras a Ivan Moody, Andrew Smith (n. 1970) e João Madureira (n. 1971); “Pedra Irregular” (2010), com a soprano portuguesa Mónica Monteiro, dedicado ao nascimento do Barroco em Portugal e à obra de Almeida (c-1702-1755?), Melgaz (1638-1700), Teixeira (1707-1774) e Seixas (1704-1742); “Vento” (2010) um EP dedicado à integral da obra “Missa de Pentecostes” de João Madureira escrita e estreada pelo grupo no mesmo ano; “Terra” (2011), o segundo volume do projecto Diaspora iniciado em 2008; “En tus brazos una noche” (2012), dedicado à integral dos romances e canções do compositor português Manuel Machado (c.1590-1646) e “Península” (2012), o terceiro volume do projecto Diaspora.

A sua discografia – bem como as temporadas de concertos – recebe as melhores críticas nos principais meios de comunicação social portugueses (Expresso, Diário de Notícias, Público, Jornal de Letras, Time Out, Antena 2, Antena 1, TSF...) e europeus (International Record Review (UK), La Nueva España (ES), Doce Notas (ES), Aftonbladet (SE), Svennska Dagblade (SE), Radio Nacional España (ES) etc.) e integra as playlists de diversas estações de rádio portuguesas e europeias. Os projectos “Diaspora.pt”, “Terra”, “En tus brazos una noche” e “Península” foram destacadas com as categorias “escolha do editor” e “disco do ano” nas rádios Antena 2, Antena 1 e TSF.

Em 2008 e 2011 os três títulos do projecto Diáspora: “Diaspora.pt”, “Terra” e “Península” atingem o primeiro lugar do TOP de vendas das lojas FNAC. Em 2010, “Diaspora.pt” foi eleito no “Guia da Música Clássica FNAC” como “Discografia Essencial” e a carreira do Sete Lágrima destacada na publicação “Alma Lusitana”.

Em 2011 Sete Lágrimas apresenta, em estreia mundial, a encomenda ao escritor, vencedor, entre outros, do Prémio Literário José Saramago, José Luís Peixoto (n. 1974) e ao compositor João Madureira da obra “Lamento” no Festival das Artes de Coimbra.

Os próximos projectos do grupo incluem o lançamento, em 2013, do CD “Cantiga”, dedicado às cantigas medievais de Martim Codax (séc. XIII), a digressão europeia do projecto Diaspora a Espanha (Valladolid), França (Lille), Bélgica (Bruxelas e Gent) e Noruega (Stavanger) bem como uma série de concertos em parceria com a Fábrica das Artes do Centro Cultural de Belém (Lisboa).

Em 2011/2012 Sete Lágrimas adquire o estatuto de Ensemble Associado da Temporada do Centro Cultural de Belém (CCB) onde apresenta três concertos com o título genérico “Tríptico da Terra”: “Terra”, “Vento” e “Pedra”, com os convidados especiais Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo (Portugal), Zsuzsi Tóth (Hungria) e María Cristina Kiehr (Argentina), bem como "En tus brazos una noche" integrado no Festival Dias da Música.

Sete Lágrimas é representado pela agência Arte das Musas e é editado pela etiqueta MU Records. Os projectos discográficos e as suas temporadas de circulação são apoiadas, desde 2006, pela Secretaria de Estado da Cultura, Direcção-Geral das Artes e Delta Cafés.



Biografia
Adufeiras de Monsanto

As Adufeiras de Monsanto – “Aldeia Mais Portuguesa de Portugal” – são um grupo de raízes populares, que têm por objectivo preservar e divulgar o riquíssimo património tradicional de Monsanto, através dos seus trajes, cantares e tocares do típico Adufe, instrumento de origem Árabe.
Têm recolhido sucessos em inúmeras actuações de norte a sul do País e no estrangeiro. A sua internacionalização registou-se aquando da participação no XII Festival Internacional de Folclore da Jugoslávia (Zagreb), em 1977, integradas no Rancho Folclórico da Casa do Povo de Monsanto. Em 1995 colaboraram na edição de um CD, patrocinado pelo Institut International for Traditional Music (IITM-Berlin). Em 1998 participaram no primeiro CD da série “Vozes do Mundo”, produzido pela Cité de La Musique e Edições Actes Sud, de Paris. São membros da Organizacion Internacional del Art Popular (IOV-UNESCO).
Actuaram no Teatro Gil Vicente, em Coimbra e Famalicão da Serra, em 1997; Alte e Almeida, em 1998; Viana do Castelo e Soalheira, em 1999; Avanca, Constância; Torre de Belém, Parque das Nações e Palácio das Mónicas (em Lisboa), Matosinhos e Monsanto, em 2000; Benquerença, Covilhã, V.V.Rodão, Castelo Branco, Lisboa , Almada , Loures e Coriscada, em 2001; V.N. de Famalicão, Peña Parda (Espanha) e Almada em 2002; Castelo Branco, Espectáculo “Mátria”de José Salgueiro, em Coimbra, em 2003; FITUR (Madrid), Portalegre , Mangualde , Idanha-a-Nova e “Gala do 12.º aniversário da SIC” no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, em 2004.
Por indicação expressa da Madrinha do Grupo, a Etnomusicóloga, Dr.ª Salwa Castelo Branco, da Universidade Nova de Lisboa, integraram o elenco do espectáculo de Ricardo Pais, “Raízes Rurais, Paixões Urbanas”, no Teatro Nacional S. João, do Porto; na Grande Salle da Cité da la Musique, em Paris (França); no Teatro Nacional da Trindade, em Lisboa, em 1997; no Teatro Nacional S. João, do Porto e no Teatro Viriato, em Viseu, em 1999; 
Participaram no concerto, no Centro Cultural Raiano (Idanha-a-Nova), com Maria João e Mário Laginha, em 1998; Cine Teatro da Covilhã, em 2000. Concerto com Maria João Pires, no Centro para o Estudo das Artes em Belgais, em 2001.
Actuaram na EXPO 98, em seis espectáculos; Participaram na produção de José Salgueiro, “O Adufe” em: Lisboa (Expo 98, Grande Auditório do Centro Cultural de Belém e Aula Magna), Porto (Palácio Cristal e Coliseu), Castelo Branco, Faro, Viseu, Aveiro, Guimarães, Loures, Évora, Torres Novas, Monsaraz, Sines, Palmela, Setúbal, Leça do Balio e Cacém em 1998, 1999 e 2000; EXPO 2000 em Hannover (Alemanha); Tilburg (Holanda), Santa Maria da Feira, Marinha Grande, Vila Real de Santo António e Montemor-o-Novo, em 2001.
Participaram no VII Festival de Cultura Portuguesa na Alemanha, Hamburgo; no Festival Internacional das Mulheres, em Hamburgo, com Maria João e Mário Laginha, em 1999;
Participaram no espectáculo “Parque Maior”, acompanhadas pela Orquestra dirigida pelo Maestro José Marinho, em 1999;
Participaram no CD “Chorinho Feliz” , de Maria João e Mário Laginha, com Gilberto Gil e Lenine, em 2000; No CD da Orquestra de José Marinho “Nova Harmonia”, em 2001; Ediitaram, em Janeiro de 2001, em estúdio Alemão, um CD com 15 temas do Cancioneiro Monsantino. Participação especial no CD “Sulitânea” , com a Ronda dos Quatro Caminhos, em 2007.
Em Julho de 2010 editaram o CD duplo “Monsanto, Memória e Tradição”, com 37 temas da Etnografia Monsantina. Reedição do CD de 2001, em Setembro de 2010.
Concerto no Arquivo Distrital de Castelo Branco, Festival “Cores e Sabores”, em Portalegre, Encontro de Música e Tradição, em Évora, Festival de Música Tradicional de Odivelas, em 2005; Festival de Música “Raízes do Som” em Serpa, Festas da cidade de Évora, “Música aos Claustros” na Guarda, participação no “Projecto 3 Culturas”, a convite da Câmara Municipal de Évora, com espectáculo no Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova, concerto “À Beira do Sul”, com a Ronda dos Quatro Caminhos, em Évora, em 2006; Encontro de Música Tradicional da Vidigueira, com os Adiafa, “Noites de Verão”, em Vendas Novas, concertos na Casa da Música, no Porto, Santiago de Compostela, Espanha e na Aula Magna, em Lisboa, com a Ronda dos Quatro Caminhos, participação especial no CD “Sulitânia”, com a Ronda dos Quatro Caminhos, em 2007; Festas da cidade de Lisboa, com Lula Pena, no Castelo de São Jorge, concerto “Verão Cultural” em Tavira, Festival de Cultura Tradicional de Sesimbra, em 2008; concerto na vila do Redondo, com a Ronda dos Quatro Caminhos, Encontro de Tocadores, em Évora, participação especial no CD da artista Claud, Encontro de Cantadores de Encomendação das Almas, na Faia, Guarda e actuações no Forum Cultural de Idanha-a-Nova, em 2009. Concerto ADUF, de José Salgueiro e José Peixoto, em 14 de Agosto de 2010, para assinalar os 25 anos da Rádio Clube de Monsanto; III Festival BONS SONS, em Cem Soldos - Tomar, em 2010. “Cante ao Menino” , em Évora, Natal de 2010. Concerto no Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova, em 2011. Concerto na Casa da Música, no Porto, com a super produção ADUF, no dia 16 de Junho de 2011. Congresso Mundial das Cidades Património Mundial, com o grupo NAVEGANTE, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, nos dias 25 e 26 de Novembro de 2011, Concerto CANTARES DO POVO PORTUGUÊS.
Colaboraram em vários programas de Rádio e da RTP1, RTP2, RTP Internacional, SIC , TVI , TV GALIZA - Espanha e TV Alemã.
As Adufeiras de Monsanto têm merecido as melhores críticas da Imprensa e de Etnógrafos, pela afirmação genuína dos seus trajes, cantares e tocares do milenar Adufe, de origem Árabe.