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Noa Noa + Joana Espadinha + João Hasselberg @ Centro Cultural de Cascais: Cascais

Concerto NOA NOA
de lançamento do CD "Língua, Vol.1"*

mais novidades em breve!
www.noanoaproject.com

* integrado na digressão de lançamento Idanha-a-Nova, Cascais, Aveiro e Coimbra.

Concerto Noa Noa em Cascais ("Língua, Vol.1" Tour)

No próximo sábado, dia 11 de Outubro, pelas 21h30, no Centro Cultural de Cascais, o projecto Noa Noa (de Filipe Faria e Tiago Matias) apresentam "Língua" num concerto integrado na digressão de lançamento do seu disco de estreia. Neste concerto contam com os convidados especiais Joana Espadinha (voz) e João Hasselberg (contrabaixo). mais informações abaixo

Todas as línguas mudam com o tempo. Evoluem e adaptam-se aos usos inovadores das comunidades, às suas idiossincrasias e hábitos. A língua não pode ser entendida como uma entidade imutável, estanque, parada ou desenhada no tempo e pelo tempo. Ela é, pelo contrário, resultado de uma dinâmica imensa da mesma forma e com o mesmo fulgor da comunidade ou da humanidade que muda… vagarosa mas impagável. Língua é o título do novo projecto Noa Noa dedicado à memória colectiva definida pelas diversas culturas e línguas ibéricas, uma manta de sons “para além do Ebro” que resulta no português, castelhano, mirandês, galego, asturiano, basco ou catalão. Este projecto viaja entre o que há de mais comum e mais diferente na História da cultura ibérica explorando as fronteiras geográficas, culturais e conceptuais da tradição e da ancestralidade com os dias e as culturas de hoje.

WEBSITE OFICIAL www.noanoaproject.com
FILMES NOANOA NO VIMEO www.vimeo.com/channels/noanoaproject
FACEBOOK www.facebook.com/noanoaproject

Bilhete: 3€
Bilhete + CD: 8€

Centro Cultural de Cascais
Tel. 21 481 56 60/5
Avenida Rei Humberto II de Itália, S/N, 2750-800 Cascais
(Junto à Cidadela, Marina,... Estacionamento subterrâneo a 100m)
Direcções, Coordenadas, Mapa
Não há lugares marcados, bilhetes à venda 1 hora antes do início do espetáculo no local


Recortes de imprensa

“Eu amo esse disco! (…) Esse é um grande, grande disco! (…) É absolutamente admirável. É um daqueles trabalhos que nos faz pensar em tudo o que andamos a desperdiçar na nossa história musical.”
João Gobern in “Hotel Babilónia”/Antena 1 (12/7/2014)

É extraordinário: cheio de delicadeza mas sempre com energia, com uma espontaneidade que quase parece gravado num concerto ao vivo. Além do lado musical é também um maravilhoso arco iris do falar ibérico. Conseguiram a difícil tarefa de dar unidade a culturas muito diversas provando que afinal são irmãs e sobretudo trazendo as tradições mais enraizadas para uma leitura tão fresca, tão intemporal e universal. O duo por vezes parece um trio ou um quarteto, de tão variado o desdobramento de timbres. Adoro não apenas a minúcia dos meneios (dos sentimentos, estados de alma) na voz (incluindo os registos graves, por exemplo, no Pingacho mirandês), mas também o permanente dedilhado tão bem medido, expressivo, das cordas. E depois o tempero da percussão, incluindo o berimbau de boca na fabulosa versão de Mira-me Miguel com um inesperado e irresistível bamboleio.
Em suma, neste Noa Noa o bom gosto impera sem descanso, e por isso só me ocorre o topo da escala, umas 5 estrelas bem viçosas.
João Almeida, Director adjunto de Programas de Rádio (RDP/Antena 2)

Na justa fronteira entre o tradicional e o erudito, os Noa Noa, duo de Filipe Faria e Tiago Matias, estreiam-se com um disco surpreendente, que vagueia por territórios pouco explorados da música da península – a meio caminho entre Jordi Saval e o também excelente trabalho da sua filha Ariana. O som dos Noa Noa parte de uma afinidade simples e eficaz entre os cordofones de Tiago Matias e a voz delicada de Filipe Faria. Perante esta base elementar constroem tudo o resto, com os mais variados tipos de instrumentos e efeitos. Apesar de a base ser essencialmente um cancioneiro tradicional anónimo, prevalece uma sonoridade erudita, devido à voz e à forma como os arranjos são trabalhados. Este vol.1, dos Noa Noa, construído numa residência artística em Idanha-a-Nova, é também uma reflexão sobre a língua, buscando cumplicidades ibéricas, com temas em português ,castelhano, catalão, galego, basco, mirandês e asturiano. Ouvindo o disco pode-se aferir até que ponto a sonoridade dos idiomas influencia as próprias músicas. Noa Noa afasta-se assim, com um dinamismo erudito, de outros projetos que trabalham a música tradicional, usando ferramentas opostas para evitar a sua cristalização.
Manuela Paraíso in Jornal de Letras, 9-22 Julho 2014