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Noa Noa + Masterclass + João Hasselberg @ Festival Fora do Lugar: Idanha-a-Velha

27 Novembro 2015
21h30
IDANHA-A-VELHA

ANTIGA SÉ
MÚSICA
NOA NOA E CONVIDADOS
LÍNGUA

Concerto de encerramento da digressão de lançamento do CD “Língua, vol.2”

16/10 AVEIRO FORA DO LUGAR FDL FDT
17/10 ALMADA
1/11 ANTUÉRPIA
8-9/11 BRUXELAS
15/11 GHENT
21-22/11 LILLE
27/11 IDANHA-A-VELHA FORA DO LUGAR

ENTRADA LIVRE SUJEITA À LOTAÇÃO DA SALA

+ INFORMAÇÕES Entrada livre sujeita à lotação da sala. Por motivos de segurança a porta será encerrada assim que a lotação estiver preenchida. As portas abrem +-30’ antes do início dos concertos.

A liberdade criativa que se vivia na Europa da viragem do século XIX para o século XX1 encontra paralelo na História da Música Ocidental do século XVIII no qual o músico era formado para saber cantar, tocar um ou mais instrumentos, improvisar, compor e dirigir. A tradição de resposta sem fronteiras ao apelo criativo é tão antiga como o Homem e volta a ter eco nas tendências recentes da moderna prática da Música Antiga com a constatação de que o músico no passado tinha uma formação multifacetada que contrasta com a super-especialização a que se chegou no século XX e XXI. A própria redescoberta dos instrumentos históricos e das suas técnicas de execução tem vindo a iluminar o passado, mas ao mesmo tempo tem servido de inspiração a compositores e músicos contemporâneos para novas linguagens e estéticas.

Todas as línguas mudam com o tempo. Evoluem e adaptam-se aos usos inovadores das comunidades, às suas idiossincrasias e hábitos. A língua não pode ser entendida como uma entidade imutável, estanque, parada ou desenhada no tempo e pelo tempo. Ela é, pelo contrário, resultado de uma dinâmica imensa da mesma forma e com o mesmo fulgor da comunidade ou da humanidade que muda… vagarosa mas imparável.

Dedicado à memória colectiva definida pelas diversas culturas e línguas ibéricas, “Língua” é uma manta de sons “para além do Ebro” que resulta no português, castelhano, mirandês, galego, asturiano, basco ou catalão. Este novo projecto de Noa Noa viaja entre o que há de mais comum e mais diferente na História da cultura ibérica explorando as fronteiras geográficas, culturais e conceptuais da tradição e da ancestralidade com a contemporaneidade ou a interculturalidade… Este é o segundo dia de viagem.

1 O nome do projecto é inspirado no inovador livro de Paul Gauguin de 1901 no qual o artista descreve os tempos passados em retiro criativo na Polinésia francesa, em especial no Tahiti. Envolto em polémica, tanto Gauguin como o seu Noa Noa são ainda hoje sinónimos de liberdade criativa.
Filipe Faria

Filipe Faria
Voz
Assobio
Adufe
Udu
Melódica
Bansuri
Unhas de cabra
Guizos
Chocalhos
Vassouras
Ovos
Bombo
Colascione

Tiago Matias
Vihuela de 7 ordens
Guitarra romântica
Colascione
Viola beiroa
Voz
Bombo
Adufe
Unhas de cabra
Guizos
Vassouras

João Hasselberg
Contrabaixo

+ convidados 27/11

PROGRAMA
• La Mare de Déu/Els pobres traginers Trad. (Català) in Cançoner Popular de Catalunya, Joan Amades/Francesc Pujol, Barcelona,1936
• El cant dels occels Trad. (Català) in Cançoner Folklore de Catalunya, Joan Amades, 1950
• Ró-ró Trad. (Mirandés) in Anthology of Portuguese Music, Fernando Lopes Graça/Michel Giacometti, N.Y.C, 1962
• Ayer vite na fonte Trad. (Asturianu) in Canciones Populares de Asturias, Manuel del Fresno, Oviedo, 1931
• Ya cantan los gallos Vilancico anón. (Castellano) in Cancioneiro de Elvas, Biblioteca Municipal Públia Hortênsia, Ms. 11793, Elvas, s./c. XVI
• Por riba se ceifa o pão Trad. (Português) in Cancioneiro Popular Português, Michel Giacometti/Fernando Lopes Graça, Lisboa, 1981
• No piense Menguilla ya José Marín (?1618/19-1699) in Tonos Humanos para Voz y Guitarra, Ms. MU 4-1958, Mu. Ms. 727, Fitzwilliam Museum, Cambridge
• Baila nena Trad. (Galego) in Cancionero Galego Torner e Bal y Gay, 203, 1973
• El testament d’Amèllia Trad. (Català) in Cançoner Popular de Catalunya, Joan Amades/Francesc Pujol, Barcelona,1936
• Iruten ari nuzu Trad. (Euskara) in Gure Herria, Bayonne, 1921/Cancionero Arrati, Donostia, 1971
• Díme, paxarín parleru Trad. (Asturianu) in Canciones Populares de Asturias, Manuel del Fresno, Oviedo, 1931
• Tanchão Trad. (Português) in Portugal Raízes Musicais, José Alberto Sardinha, 1997
• Negra sombra Rosalía de Castro (1837-1885)/Xoán Montes Capón (1840-1899) in Follas Novas, Madrid, 1880
• Ganinha, minha ganinha Lundun anón. séc. XVIII (Português) in Modinhas do Brazi, Biblioteca da Ajuda, Lisboa, Mss. 1595/1596, s./c. XVIII
• La Margarideta Trad. (Català) in Cançoner Popular de Catalunya, Joan Amades/Francesc Pujol, Barcelona,1936

Resta-nos festejar a estreia do duo NOA NOA, [Língua, Vol. 1, *****, Arte das Musas], formado pelos multi-instrumentistas Filipe Faria e Tiago Matias. Com um pé na música tradicional, com o outro na música antiga (medieval e não só) e com o coração aberto às músicas do mundo (ao lado de adufes, chocalhos, guitarra barroca, viola beiroa ou vihuela também se podem ouvir um udu ou uma flauta bansuri), os Noa Noa servem-nos uma filigrana, inesperada e em tamanho gigante, de canções antigas e tradicionais de quase toda a Península Ibérica (pela voz de Filipe Faria podem aqui ouvir-se temas em português, catalão, basco, castelhano, galego, asturiano e mirandês), interpretadas com um amor e uma sabedoria assombrosas.

António Pires, Crítica “Língua, vol.1” ***** (5/5 estrelas) in BLITZ, Mondo 21, n.º105, Março 2015
Fundado por Filipe Faria e Tiago Matias em 2012 – antecipando o 110º aniversário da morte do pintor pós–impressionista Paul Gauguin (1848-1903) – Noa Noa procura explorar, em música, as fronteiras da liberdade criativa que os artistas da viragem do século XIX para o XX propunham alcançar.

A liberdade criativa que se vivia na Europa de então encontra paralelo na História da Música Ocidental do século XVIII no qual o músico era formado para saber cantar, tocar um ou mais instrumentos, improvisar, compor e dirigir. A tradição de resposta sem fronteiras ao apelo criativo é tão antiga como o Homem e volta a ter eco nas tendências recentes da moderna prática da Música Antiga com a constatação de que o músico no passado tinha uma formação multifacetada que contrasta com a super-especialização a que se chegou no século XX e XXI. A própria redescoberta dos instrumentos históricos e das suas técnicas de execução tem vindo a iluminar o passado, mas ao mesmo tempo tem servido de inspiração a compositores contemporâneos para novas obras, linguagens e estéticas.
Em Noa Noa, Filipe Faria e Tiago Matias assumem o papel antigo do músico multifacetado e multi-instrumentista bebendo tanto duma intensa experiência profissional de mais de uma década na área da Música Antiga como do gosto comum pelo risco e pela capacidade íntima da música. De uma visão descomplexada e informal dos repertórios europeus para voz e alaúde, dos séculos XVI a XVIII, às músicas populares da Ibéria e da Europa com os cheiros e travos inevitáveis do torna viagem – marca de água da Europa pós aventura marítima – a música de Noa Noa assume uma construção moderna tendo como ponto de partida o diálogo essencial da voz com a multiplicidade de instrumentos antigos de corda pulsada.
Desde a sua fundação o grupo apresentou-se em concerto em Idanha-a-Velha, Idanha-a-Nova e Monsanto (Festival Fora do Lugar de Músicas Antigas; Centro Cultural Raiano), Aveiro (Teatro Aveirense e Museu de Aveiro), Águeda (Fundação Dionísio Pinheiro), Braga (Auditório Vita), Cascais (Centro Cultural de Cascais), Coimbra (Grande Auditório Conservatório de Coimbra), Lisboa (ISA; FNAC Chiado), Oliveira do Bairro (Quartel das Artes) e Almada (Teatro Azul) entre outros com os convidados especiais Artur Fernandes (Danças Ocultas), Cardo-Roxo, Adufeiras de Idanha-a-Nova, Rancho Folclórico Vindimadeiras da Mamarrosa, Joana Espadinha (voz), João Hasselberg (contrabaixo) e João Pedro Leitão e Ana Bacalhau (Deolinda).
Desde 2013 desenvolve uma parceria com a artista Cristina Rodrigues que resultou na instalação “A Manta”, peça icónica do Museu Rural para o Século XXI/21st Century Rural Museum do projecto Design for Desertification DfD (Manchester Metropolitan University, MIRIAD e Oralities Project/UE) que esteve patente na Sé Catedral de Idanha-a-Velha, MUDE Museu do Design (Lisboa), Museu Nacional de Arqueologia/Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa), Manchester Cathedral (Inglaterra). Em 2015 está patente no Mosteiro de Alcobaça com produção Everything is New.
Em 2014, Noa Noa lança o seu primeiro trabalho discográfico – com o apoio, SEC/DGARTES e CMIN – dedicado à memória colectiva definida pelas diversas culturas e línguas ibéricas, uma manta de sons “para além do Ebro” que resultou no português, castelhano, mirandês, galego, asturiano, basco ou catalão. Este projecto, intitulado “Língua”, viaja entre o que há de mais comum e mais diferente na História da cultura ibérica explorando as fronteiras geográficas, culturais e conceptuais da tradição e da ancestralidade com a contemporaneidade ou a interculturalidade. Este disco atingiu o primeiro lugar do TOP de vendas FNAC na área da Música Clássica/Música do Mundo/Jazz durante quatro meses tendo sido um dos discos mais vendidos em Portugal entre Julho e Novembro de 2014. A primeira edição esgotou em quatro meses estando a ser preparada a segunda edição.
Em 2015 Noa Noa lança o seu segundo CD, o segundo volume do projecto “Língua”, tendo atingido novamente o primeiro lugar do TOP de vendas FNAC na semana do seu lançamento.
Na Temporada 2015/2016 tem agendada – entre outros concertos – uma digressão integrada no projecto europeu Big Bang da Zonzo Compagnie (Bélgica) em parceria com o CCB/Fábrica das Artes (Portugal) que se inicia no Centro Cultural de Belém (Lisboa) e que passa pelo BOZAR (Bruxelas, Bélgica), deSingel (Antuérpia, Bélgica), Flemish Opera (Ghent, Bélgica) e Opéra de Lille (Lille, França).
Até 2017 – com o apoio SEC/DGARTES – Noa Noa tem programada a edição de mais dois trabalhos discográficos sendo o primeiro dedicado ao Cancioneiro de Elvas.
Em parceria com a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e a Arte das Musas, Noa Noa assume, no início de 2013, o estatuto de Artists-in-Residence neste concelho – com base na Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha. Esta parceria concretiza-se na promoção de residências artísticas regulares que permitem olhar para o universo musical muito particular desta região raiana a partir de dentro, junto da população, dos músicos e artistas locais e dos seus espaços e hábitos. No mesmo ano Noa Noa assume ainda o estatuto de projecto parceiro do Festival Fora do Lugar, Festival Internacional de Músicas Antigas.
O nome do ensemble é inspirado no inovador livro de Paul Gauguin de 1901 no qual o artista descreve os tempos passados em retiro criativo na Polinésia francesa, em especial no Tahiti. Envolto em polémica, tanto Gauguin como o seu Noa Noa são ainda hoje sinónimos de liberdade criativa.
Noa Noa é apoiado pela Secretaria de Estado da Cultura/Direcção-Geral das Artes e é representado pela produtora Arte das Musas.

+ INFORMAÇÕES Entrada livre sujeita à lotação da sala. Por motivos de segurança a porta será encerrada assim que a lotação estiver preenchida. As portas abrem +-30’ antes do início dos concertos.

OUTROS MOMENTOS FORA DO LUGAR 2015
com NOA NOA

Concerto NOA NOA
Jam Masterclass NOA NOA
Serviço Educativo NOA NOA VAI À ESCOLA