Sete Lágrimas @ Palácio Nacional de Sintra: Sintra

Ciclo
REENCONTROS
MEMÓRIAS MUSICAIS DE UM PALÁCIO

Sexta-feira, 05/06/2015

14h30: Concerto Comentado Escola de Música do Conservatório Nacional
20h00: Conferência Prof. Manuel Pedro Ferreira
21h30: Concerto Sete Lágrimas

Bilhetes e mais informações em:
http://www.parquesdesintra.pt/experiencias-e-lazer/reencontros-memorias-musicais-de-um-palacio/

Sete Lágrimas

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Pedro Castro, flautas, charamela e gaita de foles
Tiago Matias, vihuela, saz e alaúde
Mário Franco, contrabaixo
Rui Silva, percussão histórica

Programa:
"Cantiga"
Cantigas de Amigo, Martim Codax (s. XIII) e música da Diáspora e "torna viagem"

Ai Deus, se sab'ora meu amigo, Martim Codax (s. XIII)
Mia hirmana fremosa, Martim Codax
Eno sagrado en Vigo (Filipe Faria (n.1976) e Sérgio Peixoto (n.1974) s/ Martim Codax)
Ai ondas que eu vin verre (Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ Martim Codax)
Ondas do Mar de Vigo, Martim Codax
Mandad'ei comigo, Martim Codax
Quantas sabedes amare amigo, Martim Codax
Parto triste saludoso, Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto de vilancico anónimo (s. XVI)
Triste vida vivyre, Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ “La terre au seigneur appartient” de Claude Goudimel (1514?-1572) e texto de vilancico anónimo (s. XVI)
Flor amorosa, Joaquim António da Silva Calado (1848-1880)
Biem podera my desvemtura, Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto vilancico anónimo (s. XVI)
Xicochi conetzintle, Gaspar Fernandes (?1565-1629)
Bastiana, Tradicional (Macau)
Mai fali é, Traditional (Timor)
Tururu farara con son, Gaspar Fernandes (*1565-1629)
Yamukela, Anon. (África do Sula/Moçambique. s/ arr. Pe. Arnaldo Taveira Araújo OFM (n. 1929))

Sinopse:

Para lá de caravelas e de Boa-Esperança - e muito antes delas - a relação da Península Ibérica com o mundo nasce no mar, do lado de cá e do lado de lá da água imensa... afere-se na partida e na chegada. Somos diferentes na própria viagem e em cada um dos seus portos e diferentes regressamos, com maior ou menor vontade de partir novamente. As cantigas medievais de Martim Codax são cantigas de saudade, cantadas por alguém que vê partir e com vontade de ir... e de ficar. São cantigas de um amor real ou imaginário, daquele amor que parece ficar melhor com a distância, que esquece... São cantigas de quem olha o mar e as ondas do mar. 300 anos depois parece que ouvimos ecos dessa saudade, do torna-viagem que faz com que os povos ibéricos sejam tão especiais... partir com a vontade de levar mas sempre disponível para trazer. E os ecos que podemos ouvir são ecos de terras distantes, pontualmente compreensíveis... Esta é a proposta, uma viagem que começa no século 13 e que fica suspensa 300 anos, à espera do que pode trazer o regresso...
Filipe Faria, Lisboa