Sete Lágrimas @ Fundação Calouste Gulbenkian: Lisboa

Sete Lágrimas
@ Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal)
Grande Auditório
"Diáspora"

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Pedro Castro, flautas e oboé barroco
Tiago Matias, vihuela, alaúde, guitarra barroca, tiorba
Mário Franco, contrabaixo
Rui Silva, percussão histórica

Concerto integrado no
FJM Festival Jovens Músicos 2015

Entrada gratuita:
Levantamento de bilhete nas bilheterias da Fundação Gulbenkian

Assumindo o nome da inovadora colecção de danças do compositor renascentista John Dowland (1563-1626), Filipe Faria e Sérgio Peixoto escolheram o mote que define as Sete Lágrimas, consort fundado, em Lisboa, em 1999.
Profundamente dedicados aos diálogos da música antiga com a contemporaneidade bem como da música erudita com as tradições seculares, Sete Lágrimas juntam músicos de diferentes horizontes musicais em torno de projectos conceptuais animados tanto por profundas investigações musicológicas como por processos de inovação, irreverência e criatividade em torno dos sons, instrumentário e memórias da música antiga.
Nestes projectos são identificáveis os diálogos entre a música erudita e a popular, entre a música antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos descobrimentos e o eixo latino mediterrânico convertidos em som através tanto da fiel interpretação dos cânones interpretativos da música antiga como de uma aproximação a elementos definidores da música tradicional ou do jazz.
Desde a sua fundação, o grupo desenvolve uma intensa actividade concertística de mais de duzentos e cinquenta concertos em doze países da Europa e Ásia, de onde se destacam: Portugal (Centro Cultural de Belém 2009/2011/2012/2013/2014/2015, Fundação Calouste Gulbenkian, Festival Terras sem Sombra 2003-2010 (como ensemble residente), Encontros de Música Antiga de Loulé 2006/2015, Festival de São Roque 2008/2009/2012), Museu de Aveiro 2010/2012, Festival das Artes de Coimbra 2011, Festival dos Capuchos 2012, Festival Internacional de Música da Madeira 2010, Festival Internacional de Música dos Açores, 2010 Festival Fora do Lugar 2012, Festival de Leiria 2011/2013, Festival de Almada 2013, etc…), Bulgária (Sliven 2011), Itália (Ravenna 2011, Festival Internazionale W. A. Mozart a Rovereto 2012), Malta (BirguFest 2011), Espanha (Festival de Música Antigua de Gijón 2010, Festival de Música Antigua de Úbeda y Baeza 2011, Museo Nacional de Valladolid 2011/2013, Fundación Juan March/Madrid 2012, Villaviciosa 2012, Abulensis Festival Internacional de Musica 2012…), China (Macau Internacional Music Festival 2011), Suécia (Stockholm Early Music Festival 2012), França (Festival Baroque de Sablé 2012, Opera de Lille 2013), Bélgica (Gent Festival van Vaanderen 2012, Flemish Opera/Gent 2013, Bozar/Bruxelles 2013), Noruega (Stavanger Konzerthus 2013), República Checa (Prague Early Music Festival 2014), Luxemburgo (Philharmonie Luxembourg/Salle de Musique de Chambre 2014), etc...
Colabora, regularmente, com músicos convidados das áreas da música antiga como María Cristina Kiehr (Argentina), Zsuzsi Tóth (Hungria) ou Ana Quintans (Portugal) e da música tradicional, jazz e do mundo como Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo (Portugal) ou Adufeiras de Monsanto (Portugal).
No contexto dos projectos de diálogo entre a música antiga e a contemporânea “Kleine Musik”, “Silêncio” e “Vento”, Sete Lágrimas estreia obras, especialmente dedicadas ao consort, dos compositores Ivan Moody (Inglaterra), João Madureira (Portugal), Andrew Smith (Noruega) e Christopher Bochmann (Inglaterra) sob encomenda da produtora Arte das Musas, dirigida por Filipe Faria). Em 2011 Sete Lágrimas apresentou, em estreia mundial, a encomenda ao escritor, vencedor do Prémio Literário José Saramago, José Luís Peixoto e ao compositor João Madureira da obra “Lamento”.
Em Portugal como no estrangeiro, as temporadas de concertos e a sua extensa discografia é consistentemente elogiada pela crítica e pelo público. Os seus dez títulos “Lachrimæ #1” (MU0101/2007), “Kleine Musik” (MU0102/2008), “Diaspora.pt; Diáspora, vol.1” (MU0103/2008), “Silêncio” (MU0106/2009), “Pedra Irregular” (MU0107/2010), “Vento” (MU0108/2010) “Terra: Diáspora, vol.2” (MU0110/2011), “En tus brazos una noche” (MU0109/2012) e “Península: Diáspora. vol.3” (MU011/2013) e “Cantiga” (MU0113/2014) recebem frequentemente o número máximo de estrelas (5 em 5), Escolha do Editor, Melhor do Ano, etc, nos principais jornais, rádios e revistas de Portugal. Internacionalmente destacam-se as críticas discográficas na International Record Review, Doce Notas, Goldberg, etc.. ou as críticas aos concertos na Europa e na Ásia. 
Em 2008, 2011 e 2012 os três títulos do projecto Diáspora atingem o primeiro lugar do TOP de vendas das lojas FNAC. Em 2010, “Diaspora.pt” foi eleito no “Guia da Música Clássica” da mesma cadeia de lojas como “Discografia Essencial” e a carreira do Sete Lágrimas destacada na publicação “Alma Lusitana”.
Em 2011/2012 Sete Lágrimas é convidado para assumir o estatuto de Ensemble Associado da Temporada do Centro Cultural de Belém (CCB/Lisboa) tendo apresentado o “Tríptico da Terra” em três concertos esgotados.
A convite da rádio clássica RDP Antena 2 Sete Lágrimas foi, em 2014, o representante português no projecto europeu da UER/EBU Union Européenne de Radio-Télévision - EURORADIO Christmas Folk Music Project - emitido em 30 rádios de 28 países como a BBC Radio 3 ou a France Musique. A sua discografia integra regularmente as playlists das rádios clássicas de vários países europeus como Espanha (RNE Rádio Clásica), Inglaterra (BBC Radio 3), República Checa (Český rozhlas/Czech National Radio), Portugal (Antena 2/TSF), etc...
Na presente temporada o consort tem agendada uma série de concertos em Portugal (Sintra, Idanha-a-Nova, Lisboa, etc...). Ainda em 2015 o grupo associa-se a um projecto de edição da Arte das Musas, um livro com texto e ilustração de Filipe Faria dedicado ao tema da viagem.
Sete Lágrimas tem o apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Governo de Portugal), da Direcção-Geral das Artes e da Delta Cafés desde 2003. É representado pela produtora Arte das Musas e editado pela etiqueta MU Records.

Programa:
Anónimo (séc. XVI), Na fomte está Lianor
Tradicional (Macau), Bastiana
Filipe Faria (n. 1976) e Sérgio Peixoto (n. 1974) s/ texto de vilancico anónimo (s. XVI), Parto triste saludoso
Joaquim António da Silva Calado (1848-1880), Flor amorosa
Anónimo (séc. XVI), Senhora del mundo
Filipe Faria (n. 1976) e Sérgio Peixoto (n. 1974) s/ texto de vilancico anónimo (s. XVI), Biem podera my desvemtura
Díme robadora ou Ay que biviendo no byvo
Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto anónimo (séc. XVI), Triste vida vivyre *contrafactum textual sobre salmo La Terre au Seigneur appartient (Claude Goudimel (?1514-1572))
Manuel Machado (c.1590-1646), Dos estrellas le siguen
Romance Sefarad (Marrocos), Mosé salió de Misraim