Sete Lágrimas @ Festival Dias da Música, Centro Cultural de Belém: Lisboa

Dias da Música em Belém
Centro Cultural de Belém
Sala Luís de Freitas Branco

B15 - Diáspora
Sete Lágrimas

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Anónimo (séc. XVI) Na fonte está Lianor
Tradicional (Macau) Bastiana
Anónimo (séc. XVI) Senhora del mundo
Filipe Faria e Sérgio Peixoto, s/ texto de vilancico anónimo (s. XVI) Parto triste saludoso
Joaquim António da Silva Calado Flor amorosa
Anónimo (séc. XVII) Olá plimo Bacião
Tradicional (Timor) Mai fali é
Anónimo (s. XVI) Minina dos olhos verdes
Eugénio Tavares A força de cretcheu
Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto anónimo (séc. XVI) Triste vida vivyre *contrafactum textual sobre salmo La Terre au Seigneur appartient
Artur Ribeiro Rosinha dos limões
Anónimo (séc. XVII) Olá zente que aqui samo
Manuel Machado Dos estrellas le siguen
Vinicius de Moraes/António Carlos Jobim Canção do amor demais
Tradicional (África do Sul/Moçambique) Yamukela (s/ arr. Pe. Arnaldo Taveira Araújo OFM (n. 1929))
Romance Sefarad Mosé salió de Misraim

Sete Lágrimas
Filipe Faria voz
Sérgio Peixoto voz
Pedro Castro flauta de bisel e oboé barroco
Tiago Matias tiorba, vihuela e guitarra barroca
Mário Franco contrabaixo
Rui Silva percussão histórica
Denys Stetsenko violino barroco (1)
Flávia Almeida Castro cravo (1)

(1) Músicos convidados

Para lá de caravelas e de Boa-Esperança a relação de Portugal com o mundo nasce de uma vontade de mudança... Com a expansão portuguesa do século XV inicia-se um período de aculturação e miscigenação que influencia mutuamente as práticas musicais dos países dos Descobrimentos e de Portugal e muda a configuração do nosso "ADN" coletivo para sempre... O projeto Diáspora conta já com três títulos: Diaspora.pt (2008), Terra (2011) e Península (2012) e mergulha nos géneros e formas musicais dos cinco continentes de ontem e de hoje, arriscando novas fórmulas interpretativas de repertórios populares e eruditos do século XVI ao século XX, do vilancico ibérico ao fado, dos vilancicos "negros" do século XVI/XVII ao chorinho brasileiro, passando pelas mornas africanas e pelas canções tradicionais de Timor, Macau, Índia, Brasil, etc... Uma vertigem experimental pela viagem, caminho, peregrinação, terra, água, saudade e pelo que ficou hoje depois de todos os ontem...

Filipe Faria