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Sete Lágrimas \Portugal

Concerto Concert

SEXTA-FEIRA FRIDAY 25 NOV. 2016 21h30
IDANHA-A-VELHA ANTIGA SÉ
39°59’46.6”N 7°08’40.4”W

 

SETE LÁGRIMAS ECMC PORTUGAL
Filipe Faria Voz Voice 
Sérgio Peixoto Voz Voice
Pedro Castro Flautas Recorders Oboé barroco Baroque oboe
Tiago Matias Vihuela Alaúde Lute Tiorba Theorbo Guitarra barroca Baroque guitar Guitarra romântica Romantic guitar
Mário Franco Contrabaixo Double bass
Rui Silva Percussão histórica Historical percussion

 

Diaspora

 

Na fomte está Lianor Anon. (séc./C. XVI)
Bastiana Trad. (Macau/Macao) 
Senhora del mundo Anon. (séc./C. XVI)) 
Flor amorosa Joaquim António da Silva Calado (1848-1880)
Dic nobis Maria/Dalha den cima del cielo Anon. (XVI)
Mai fali é Trad. (Timor)
Tururu farara con son Gaspar Fernandes (?1565-1629)
Xicochi conentzitle Gaspar Fernandes
No soy yo quien veis vivir Anon. (séc./C. XVI/XVII)
Triste vida vivyre Filipe Faria (1976-) + Sérgio Peixoto (1974-)*
Parto triste saludoso Filipe Faria + Sérgio Peixoto
Rosinha dos limões Artur Ribeiro (1924-1982)
Dos estrellas le siguen Manuel Machado (c.1590-1646)
Yamukela Trad. (África do Sul/SOUTH AFRICA + Moçambique/Mozambique)
El pesebre Filipe Faria + Sérgio Peixoto
Mosé salió de Misraim Romance Sefarad (Marrocos/Morocco)

 

Para lá de caravelas e de Boa-Esperança a relação de Portugal com o mundo nasce de uma vontade de mudança... Com a expansão portuguesa do século XV inicia-se um período de aculturação e miscigenação que influencia mutuamente as práticas musicais dos países dos Descobrimentos e de Portugal e muda a configuração do nosso “ADN” colectivo para sempre... O projecto Diáspora conta já com três títulos: “Diaspora.pt” (2008), “Terra” (2011) e “Península” (2012) e mergulha nos géneros e formas musicais dos cinco continentes de ontem e de hoje, arriscando novas fórmulas interpretativas de repertórios populares e eruditos do século XVI ao século XX, do vilancico ibérico ao fado, dos vilancicos “negros” do século XVI/XVII ao “chorinho” brasileiro, passando pelas “mornas” africanas e pelas canções tradicionais de Timor, Macau, Índia, Brasil, etc... Uma vertigem experimental pela viagem, caminho, peregrinação, terra, água, saudade e pelo que ficou hoje depois de todos os ontem... FILIPE FARIA

Besides caravels and the Cape of Good Hope, Portugal’s relationship with the world was born from a thirst for change. The Portuguese expansion of the fifteenth-century marked the start of a period of acculturation and miscegenation that mutually influenced the musical practices of the countries of the Discoveries and Portugal and changed the configuration of their collective DNA forever. Comprising three titles – ‘Diaspora.pt’ (2008), ‘Terra’ (2011) and ‘Península’ (2012) – the Diáspora project dips into the past and present of genres and musical forms associated with five continents, exploring new interpretive formulas employed in popular and classical music from the sixteenth to the twenty centuries, from the Iberian villancico to fado, the ‘black’ villancicos of the sixteenth and seventeenth centuries, the Brazilian chorinho, African mornas and the traditional songs of Timor, Macau, India and Brazil, among other countries. An experimental frenzy inspired by journeys, paths, pilgrimages, land, water, homesickness and what remains today of all the days gone by. FILIPE FARIA

 

NOTAS AO PROGRAMA POR RUI VIEIRA NERY

As grandes navegações portuguesas dos séculos XV e XVI e o processo de expansão colonial subsequente abriram novos caminhos de comunicação e de intercâmbio cultural entre a Europa e o mundo, nos quais Portugal foi indiscutivelmente pioneiro. Não se tratou - importa sublinhá-lo sem equívocos - de um processo idílico e harmonioso de mero diálogo intercultural: foi marcado, como todos os colonialismos em todas as épocas da História da Humanidade, pela violência, pela agressão militar, pela ocupação territorial, pela exploração económica, pelo tráfico de escravos, pela intolerância religiosa. Mas desde cedo evidenciou, por outro lado, da parte dos colonizadores portugueses, uma curiosidade pela diferença cultural que contrasta com o hermetismo das matrizes civilizacionais de outros imperialismos europeus posteriores, como o francês, o holandês, ou em particular o britânico. A elevada taxa de miscigenação étnica que desde logo marcou as sociedades colonias portuguesas, consequência prática, é verdade, de uma reduzida presença de mulheres europeias nas primeiras expedições, mas ao mesmo tempo sinal de um desejo menos reprimido pelo preconceito racial, foi acompanhada de uma vontade evidente de provar as cozinhas locais e os seus ingredientes exóticos, do fascínio pelos motivos decorativos dos tapetes, cerâmicas e porcelanas de cada região, da tentação de experimentar canções e danças com ritmos e melodias diferentes e sedutores. A dominação colonial portuguesa procurou, certamente, impor em cada território ocupado uma matriz idêntica à das práticas artísticas e culturais do Reino, em particular as associadas ao Catolicismo, mas não só soube adaptar essa matriz aos materiais específicos disponíveis em cada zona como não hesitou em incorporar em si mesma muitas das facetas das expressões artísticas com que se foi deparando, terra a terra, continente a continente. De todas as potências coloniais europeias, Portugal foi sem qualquer dúvida aquela em cuja Cultura se integraram mais influências asiásticas, africanas e sul-americanas, e o império colonial português revelou-se assim um espaço de intensa circulação, interacção e fusão de modelos culturais. Esta predisposição para o cruzamento intercultural estava já, afinal, na própria essência das Culturas ibéricas, resultantes de séculos de sucessivos processos de fusão, primeiro entre modelos celtas e greco-romanos, depois entre padrões cristãos, árabes e judaicos. A experiência da miscigenação cultural estava-nos, bem vistas as coisas, na carga genética civilizacional, e a expansão marítima ter-se-á limitado, a este respeito, a alargar a gama dos potenciais ingredientes. Mas o que é certo é que quer na Metrópole quer nas várias colónias portuguesas assistimos, logo a partir das primeiras fases da chegada dos Portugueses, à emergência de práticas artísticas híbridas que traduziam um intenso diálogo, no terreno, entre as múltiplas tradições em presença - um diálogo sempre forma-tado, como é óbvio, pela hierarquia do Poder colonial mas surpreendentemente aberto a trocas e a aprendizagens mútuas. E é assim que no campo da Música, por exemplo, logo nos séculos XVI e XVII encontramos nos vilancicos de Igreja peninsulares ritmos ameríndios e afro-brasileiros, e que, nos séculos XVIII e XIX, os salões e teatros lisboetas são literalmente invadidos pelos Lunduns e Modinhas brasileiros, a que em breve se juntará o Fado - tudo isto com grande espanto dos viajantes estrangeiros, que encaram este hibridismo cultural como um simples fenómeno de decadência. Estas manifestações de cruzamento que chegam ao Reino são, por sua vez, a consequência dos processos de interacção cultural que têm lugar nas próprias colónias e que produzem localmente novos géneros de fusão na Música e na Dança que alargam, também aí, o espectro das práticas artísticas tradicionais das populações indígenas. E o que é de sublinhar é que estas trocas se processam não só ao nível das Músicas eruditas como atravessam também todo o espectro social - não há sector das sociedades coloniais do Império português que não seja tocado nas suas práticas e expressões artísticas por esta interacção. Não admira, pois, que, muito para lá do fim da experiência colonial portuguesa, o espaço da lusofonia se continue a revelar um território tão fértil em expressões interculturais que dão testemunho desse convívio e desafio mútuo multi-seculares entre modelos vindos dos vários continentes, cujos resultados permanecem como práticas vivas nas tradições populares de cada região. O que o Sete Lágrimas nos propõe mais uma vez é uma viagem por repertórios escritos e orais, mais próximos ou mais remotos, de teor ora mais erudito ora mais popular, que reflectem esta vivência de seis séculos de partilhas artísticas intensas num mundo interligado pela primeira vez pelas caravelas portuguesas e marcado no decurso desse tempo longo por luzes e sombras, dores e alegrias, violência e paixão de que a Música dá testemunho.

PROGRAMME NOTES BY RUI VIEIRA NERY

The great Portuguese navigations of the sixteenth and seventeenth centuries and the process of colonial expansion that followed them opened new paths for comunication and cultural exchange between Europe and the world, in which Portugal was undisputedly a pioneer. This was not - it should be stressed unequivocally - an idyllic and harmonious process of intercultural dialogue: it was characterized, as were all colonialisms in all eras of the History of Mankind, by violence, military agression, territorial occupation, economic exploitation, slave trade and religious intolerance. But on the other hand, it soon demonstrated on the part of the Portuguese colonizers a strong curiosity about cultural differences, which differs from the hermetic nature of the civilizational matrix of other, later, European imperialisms, such as the French, the Dutch and particularly the British. The high rate of ethnic integration which defined from a very early stage the Portuguese colonial societies - a consequence, of course, of the limited presence of European women in the first expeditions, but also a sign of a desire less restrained by racial prejudice - was accompanied by a clear desire to taste local cuisines with their exotic ingredients, by a fascination with the decorative motives of tapestries, ceramics and porcelain from each region, by the temptation to try out songs and dances with different, seductive rhythms and melodies. Portuguese colonial domination tried to impose on each dominated territory the matrix of the artistic and cultural practices of the Kingdom, particularly those associated with Christianity, not only knew how to adapt that matrix to locally available materials but did not hesitate to incorporate in it many of the elements of the artistic expressions found in each land and continent. Of all the European colonial powers, Portugal was undoubtedly the one in whose Culture there was a higher degree of integration of Asian, African and South-American influences, and the Portuguese colonial empire thus became a space of intense circulation, interaction and fusion of cultural models. This predisposition towards intercultural crossover was already part of the very essence of Iberian Cultures, as the result of several centuries of successive processes of fusion, first between Celtic and Greco-Roman models, and later between Christian, Arabic and Hebrew ones. The experience of cultural miscegenation was, ultimately, part of our genetic civilizational heritage and maritime expansion merely widened the gamut of potential ingredients for it. In any case, both in mainland Portugal and in the various Portuguese colonies, we witness, soon after the arrival of the Portuguese, the development of hybrid artistic practices reflecting an intense dialogue, at the grassroots level, between the various cultures presentee - a dialogue always, inevitably, shaped by the hierarchy of colonial Power but surprisingly open to exchanges and to mutual learning. Thus, in the field of Music, for instance, we find already in the sixteenth and seventeenth centuries Amerindian and Afro-Brazilian rhythms, just as in the eighteenth and nineteenth centuries the Lisbon theatres and salons were literally invaded by the Brazilian Lunduns and Modinhas, soon to be joined by Fado, to the great amazement of foreign travellers who looked upon this cultural interaction as a mere sign of decadence. These examples of crossover that reached the Kingdom were, on the other hand, the consequence of the processes of cultural interaction taking place in the colonies themselves, where they produced new fusion genres in Music and Dance and enlarged the spectrum of the traditional artistic practices of the local populations. And it must be stressed that these exchanges took place not only on the level of “erudite” Music but affect all social strata - there is not a single sector of the colonial societies of the Portuguese Empire that was not touched in its artistic practices and expressions by this interaction. Is not surprising, therefore, that long after the end of the Portuguese colonial experience the Portuguese-speaking world remains such a fertile territory for intercultural expressions which bear testimony to the centuries-long contact and mutual challenge between models originating in different continents, and which remain as living practices in the popular traditions of each region. What Sete Lágrimas presents offers us again, in this second album within the their Diaspora project, is a voyage through written and oral repertories, both recent and remote and both high and lowbrow which reflect this historical experience of six centuries of intense artistic sharing in a world connected for the first time by the Portuguese ships and characterized throughout this long period by light and shade, pain and joy, violence and passion, all of which can be found in this Music.

 

BIOGRAFIA

...though the title doth promise tears, unfit guests in these joyful times, yet no doubt pleasant are the teares which musick weeps, neither are tears shed always in sorrow, but sometimes in joy and gladness. Vouchsafe then your gracious protection to these showers of harmony (…) they be metamorphosed into true tears. John Dowland (?1563-1626)

..embora o nome prometa lágrimas, convidadas pouco aprazíveis nestes tempos de alegria, são sem dúvida agradáveis as lágrimas que a música chora, nem sempre vertidas em tristeza mas também em alegria. Permita a vossa graciosa protecção a estes aguaceiros de harmonia que sejam metamorfoseados em verdadeiras lágrimas. Trad. livre

Fundado em 1999 por Filipe Faria e Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas assume o nome da inovadora colecção de danças do compositor renascentista John Dowland (1563-1626) publicadas por John Windet em 1604 quando o compositor era alaudista de Cristiano IV da Dinamarca. Profundamente dedicados aos diálogos da música antiga com a contemporaneidade bem como da música erudita com as tradições seculares, Sete Lágrimas juntam músicos de diferentes horizontes musicais em torno de projectos conceptuais animados tanto por profundas investigações musicológicas como por processos de inovação, irreverência e criatividade em torno dos sons, instrumentário e memórias da música antiga. Nestes projectos são identificáveis os diálogos entre a música erudita e a popular, entre a música antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos descobrimentos e o eixo latino mediterrânico convertidos em som através tanto da fiel interpretação dos cânones interpretativos da música antiga como de uma aproximação a elementos definidores da música tradicional ou do jazz.
Desde a sua fundação, o grupo desenvolve uma intensa actividade concertística de mais de trezentos e cinquenta concertos em doze países da Europa e Ásia, de onde se destacam: Portugal (Centro Cultural de Belém 2009/2011/2012/2013/2014/2015, Fundação Calouste Gulbenkian 2008/2015, Festival Terras sem Sombra 2003-2010 (como ensemble residente), Encontros de Música Antiga de Loulé 2006/2015, Festival de São Roque 2008/2009/2012), Museu de Aveiro 2010/2012, Festival das Artes de Coimbra 2011, Festival dos Capuchos 2012, Festival Internacional de Música da Madeira 2010, Festival Internacional de Música dos Açores, 2010 Festival Fora do Lugar 2012, Festival de Leiria 2011/2013, Festival de Almada 2013, etc…), Bulgária (Sliven 2011), Itália (Ravenna 2011, Festival Internazionale W. A. Mozart a Rovereto 2012), Malta (BirguFest 2011), Espanha (Festival de Música Antigua de Gijón 2010, Festival de Música Antigua de Úbeda y Baeza 2011, Museo Nacional de Valladolid 2011/2013, Fundación Juan March/Madrid 2012, Villaviciosa 2012, Abulensis Festival Internacional de Musica 2012…), China (Macau Internacional Music Festival 2011), Suécia (Stockholm Early Music Festival 2012), França (Festival Baroque de Sablé 2012, Opera de Lille 2013), Bélgica (Gent Festival van Vaanderen 2012, Flemish Opera/Gent 2013, Bozar/Bruxelles 2013), Noruega (Stavanger Konzerthus 2013), República Checa (Prague Early Music Festival 2014), Luxemburgo (Philharmonie Luxembourg/Salle de Musique de Chambre 2014), etc... Sete Lágrimas chama, regularmente, aos seus projectos, músicos convidados das áreas da música antiga como María Cristina Kiehr (Argentina), Zsuzsi Tóth (Hungria) ou Ana Quintans (Portugal) e da música tradicional, jazz e do mundo como Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo (Portugal) ou Adufeiras de Monsanto (Portugal). No contexto dos projectos de diálogo entre a música antiga e a contemporânea “Kleine Musik” (MU0102/2008), “Silêncio” (MU0106/2009) e “Vento” (MU0108/2010), Sete Lágrimas estreia obras, especialmente dedicadas ao consort, dos compositores Ivan Moody (Inglaterra), João Madureira (Portugal), Andrew Smith (Noruega) e Christopher Bochmann (Inglaterra) sob encomenda da produtora Arte das Musas, dirigida por Filipe Faria. Em 2011 Sete Lágrimas apresentou, em estreia mundial, no Festival das Artes de Coimbra, a encomenda da obra “Lamento” ao escritor José Luís Peixoto, vencedor do Prémio Literário José Saramago, e ao compositor João Madureira. Em Portugal como no estrangeiro, as temporadas de concertos e a sua extensa discografia é consistentemente elogiada pela crítica e pelo público. Os seus onze títulos - “Lachrimæ #1” (MU0101/2007), “Kleine Musik” (MU0102/2008), “Diaspora.pt: Diáspora, vol.1” (MU0103/2008), “Silêncio” (MU0106/2009), “Pedra Irregular” (MU0107/2010), “Vento” (MU0108/2010) “Terra: Diáspora, vol.2” (MU0110/2011), “En tus brazos una noche” (MU0109/2012) e “Península: Diáspora. vol.3” (MU011/2013),  “Cantiga” (MU0113/2014) e o poema gráfico com texto e ilustrações de Filipe Faria e música de Sete Lágrimas “Um dia normal” (Livro + CD MU0116/2015) - recebem frequentemente o número máximo de estrelas (5 em 5), Escolha do Editor, Melhor do Ano, etc, nos principais jornais, rádios e revistas de Portugal. Internacionalmente destacam-se as críticas discográficas na International Record Review, Doce Notas, Goldberg, etc.. ou as críticas aos concertos na Europa e na Ásia. Em 2008, 2011 e 2012 os três títulos do projecto Diáspora atingem o primeiro lugar do TOP de vendas das lojas FNAC. Em 2010, “Diaspora.pt” foi eleito no “Guia da Música Clássica” da mesma cadeia de lojas como “Discografia Essencial” e a carreira do Sete Lágrimas destacada na publicação “Alma Lusitana”. Em 2011/2012 Sete Lágrimas é convidado para assumir o estatuto de Ensemble Associado da Temporada do Centro Cultural de Belém (CCB/Lisboa) tendo apresentado o “Tríptico da Terra” em três concertos esgotados. A convite da rádio clássica RDP Antena 2 Sete Lágrimas foi, em 2014, o representante português no projecto europeu da UER/EBU Union Européenne de Radio-Télévision - EURORADIO Christmas Folk Music Project - emitido em 30 rádios de 28 países como a BBC Radio 3 ou a France Musique.   A sua discografia integra regularmente as playlists das rádios clássicas de vários países europeus como Espanha (RNE Rádio Clásica), Inglaterra (BBC Radio 3), República Checa (Český rozhlas/Czech National Radio), Bósnia (Radio Beograd), Portugal (Antena 2/TSF/Antena 1...), etc... Nas temporadas 2015/2017 o consort tem agendada uma série de concertos em Portugal: Centro Cultural de Belém (Pequeno Auditório, Lisboa), Seminário Menor de Braga, Festival Reencontros: Memórias Musicais de um Palácio (Sintra), Festival Fora do Lugar (Idanha-a-Nova), Fundação Calouste Gulbenkian (Grande Auditório, Lisboa), Festival Todos (Lisboa), Comemorações 500 anos da morte de João Roiz (Castelo Branco), Centro Cultural de Belém/Festival Dias da Música em Belém (Lisboa), Festival Internacional de Música de Espinho, etc... Sete Lágrimas tem o apoio do Ministério da Cultura (Governo de Portugal) e da Direcção-Geral das Artes desde 2003. É representado pela produtora Arte das Musas e editado pela etiqueta MU/Arte das Musas.

BIOGRAPHY

...though the title doth promise tears, unfit guests in these joyful times, yet no doubt pleasant are the teares which musick weeps, neither are tears shed always in sorrow, but sometimes in joy and gladness. Vouchsafe then your gracious protection to these showers of harmony (…) they be metamorphosed into true tears. John Dowland (?1563-1626)

Founded in 1999 by Filipe Faria and Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas takes its name from the innovative collection of dances by the renaissance composer John Dowland (1563-1626) that were published by John Windet in 1604, when the composer was employed as lutenist to Christian IV of Denmark. Intensely focused on dialogues between early and contemporary music and classical music with centuries-old traditions, Sete Lágrimas brings together musicians from different musical backgrounds around conceptual projects fuelled both by in-depth musicological research and innovative, irreverent and creative processes centred on sounds, instrumentation and memories of early music. In these projects, it is possible to identify dialogues between classical and popular music, between early and contemporary music, and between the age-old Portuguese Diaspora of the Discoveries and the Mediterranean Latin axis. These dialogues are converted into sound through a faithful reading of the interpretative principles of early music and a distinctive approach to the defining elements of folk music and jazz. Since its inception, the group has maintained an intense performance schedule, playing over 350 concerts in twelve countries around Europe and Asia, including the following: Portugal (Centro Cultural de Belém 2009/2011/2012/2013/2014/2015, Calouste Gulbenkian Foundation 2008/2015, Festival Terras sem Sombra 2003-2010 (as the resident ensemble), Encontros de Música Antiga de Loulé 2006/2015, São Roque Festival 2008/2009/2012), Aveiro Museum 2010/2012, Coimbra Arts Festival 2011, Festival dos Capuchos 2012, Madeira International Music Festival 2010, Azores International Music Festival 2010, Festival Fora do Lugar 2012, Festival de Leiria 2011/2013, Festival de Almada 2013, etc…), Bulgaria (Sliven 2011), Italy (Ravenna 2011, Festival Internazionale W. A. Mozart a Rovereto 2012), Malta (BirguFest 2011), Spain (Gijón Early Music Festival 2010, Úbeda and Baeza Early Music Festival 2011, National Museum of Valladolid 2011/2013, Fundación Juan March/Madrid 2012, Villaviciosa 2012, Abulensis International Music Festival 2012…), China (Macau International Music Festival 2011), Sweden (Stockholm Early Music Festival 2012), France (Festival Baroque de Sablé 2012, Opera de Lille 2013), Belgium (Gent Festival van Vaanderen 2012, Flemish Opera/Gent 2013, Bozar/Brussels 2013), Norway (Stavanger Konzerthus 2013), Czech Republic (Prague Early Music Festival 2014), and Luxembourg (Philharmonie Luxembourg/Salle de Musique de Chambre 2014). Sete Lágrimas regularly invites guest musicians working in different areas of early music to participate in its projects. To date, these musicians have included María Cristina Kiehr (Argentina), Zsuzsi Tóth (Hungary) and Ana Quintans (Portugal). The group has also worked with folk, jazz and world-music musicians such as Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo (Portugal) and Adufeiras de Monsanto (Portugal). Projects involving dialogues between early and contemporary music include ‘Kleine Musik’ (MU0102/2008), ‘Silêncio’ (MU0106/2009) and ‘Vento’ (MU0108/2010). For these projects, Sete Lágrimas premiered works written specially for the consort by the composers Ivan Moody (England), João Madureira (Portugal), Andrew Smith (Norway) and Christopher Bochmann (England). All of these works were commissioned by the production company Arte das Musas which is directed by Filipe Faria. At the Coimbra Arts Festival in 2011, Sete Lágrimas performed the world première of the work ‘Lamento’, which was commissioned from the writer José Luís Peixoto, winner of the José Saramago Literary Prize, and the composer João Madureira. In Portugal and abroad, the ensemble’s concerts and extensive discography have consistently won the praise of both critics and the public.  Their eleven releases – ‘Lachrimæ #1’ (MU0101/2007), ‘Kleine Musik’ (MU0102/2008), ‘Diaspora.pt: Diáspora, vol.1’ (MU0103/2008), ‘Silêncio’ (MU0106/2009), ‘Pedra Irregular’ (MU0107/2010), ‘Vento’ (MU0108/2010) ‘Terra: Diáspora, vol.2’ (MU0110/2011), ‘En tus brazos una noche’ (MU0109/2012), ‘Península: Diáspora. vol.3’ (MU011/2013),  ‘Cantiga’ (MU0113/2014) and‘Um dia normal’ (Book + CD MU0116/2015), a graphic poem with text and illustrations by Filipe Faria and music by Sete Lágrimas, often receive the maximum number of stars (5 out of 5) and are selected as the Editor’s Choice, the Best Recording of the Year etc. by Portugal’s leading newspapers, radio shows and magazines.  Internationally, mention must be made of the reviews of their recordings published in the International Record Review, Doce Notas, Goldberg etc. and the reviews of their concerts in Europe and Asia. In 2008, 2011 and 2012, the three releases comprising the Diáspora project were the best-selling titles in FNAC shops.  In 2010, Diaspora.pt was named an ‘Essential Recording’ in the Classical Music Guide published by the same chain of shops and Sete Lágrimas’ trajectory to date was profiled in the publication ‘Alma Lusitana’. In 2011/2012, Sete Lágrimas were invited to be the Associated Ensemble of the Season by the Centro Cultural de Belém (CCB/Lisbon), performing ‘Tríptico da Terra’ at three sold-out concerts. In 2014, at the invitation of the classical radio station RDP Antena 2, Sete Lágrimas represented Portugal in the EURORADIO Christmas Folk Music Project organised by the European Broadcasting Union. The project was broadcast on 30 radio stations in 28 countries, including BBC Radio 3 and France Musique.  Their discography is regularly included on the playlists of classical radio stations in several European countries, including Spain (RNE Rádio Clásica), the UK (BBC Radio 3), the Czech Republic (Český rozhlas/Czech National Radio), Bosnia (Radio Beograd) and Portugal (Antena 2/TSF/Antena 1). For the 2015/2017 seasons, the consort has scheduled a series of concerts in Portugal at the Centro Cultural de Belém (Pequeno Auditório, Lisbon), Seminário Menor de Braga, Festival Reencontros: Memórias Musicais de um Palácio (Sintra), Festival Fora do Lugar (Idanha-a-Nova), the Calouste Gulbenkian Foundation (Grande Auditório, Lisbon), Festival Todos (Lisbon), Commemorations on the 500th anniversary of the death of João Roiz (Castelo Branco), Centro Cultural de Belém/Festival Dias da Música in Belém (Lisbon) and the Espinho International Music Centre. Since 2003, Sete Lágrimas have been sponsored by the Ministry of Culture (Portuguese Government) and the Directorate General for the Arts. The ensemble is represented by the Arte das Musas production company and published by the MU/Arte das Musas record label.

 

 

+ INFO

Mais informações em www.foradolugar.pt \ Further information at www.foradolugar.pt \ Concertos: Entrada livre sujeita à lotação das salas Por motivos de segurança a porta será encerrada assim que a lotação estiver preenchida. As portas abrem +-30‘ antes do início dos concertos. \ Concerts: Free entry subject to room capacity For safety reasons, the door will be shut as soon as the room is full to capacity. Doors open +-30’ before the concerts start.
Outras actividades: Gratuitas* de inscrição obrigatória até 96 horas da data da actividade através dos contactos indicados abaixo. (* excepto jantar de 2/12/2016) \ Other activities: Free*. Booking required Booking until 96 hours before the date of the activity using the contact details listed below. (*except dinner on 2/12/2016) \ Website www.foradolugar.pt \ Email mail@artedasmusas.com \ Facebook www.facebook.com/foradolugar \ Tel. 277202900 \ Morada/Address Centro Cultural Raiano, Av. Joaquim Morão Lopes Dias | 6060-713 Idanha-a-Nova