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Kepa Junkera & Sorginak \País Basco \Basque Country

Concerto Concert

 

SÁBADO SATURDAY 10 DEZ. 2016 21h30
IDANHA-A-VELHA \ANTIGA SÉ

39°59’46.6”N 7°08’40.4”W

 

KEPA JUNKERA & SORGINAK PAÍS BASCO BASQUE COUNTRY
Kepa Junkera Trikitixa Percussões Percussions
Amets Ormaetxea Pandeireta Tambourine Voz Voice Baile Dance Percussões Percussions
Eneritz Aulestia Pandeireta Tambourine Voz Voice Baile Dance Percussões Percussions

 

Maletak

 

Huriondo
Zolloko san martinak
Gaztelugatxeko martxa
Madagaskar
Bok espok
Fandango
Oliene
Napoli
Bihar arte
Eritegiko martxa
Zirkinipez
Hiri
Berhueta
Ataun
Riberhia
Zokale
Lisbao

 

Kepa Junkera (1965-)

 

Essas maletas, que tinha guardadas no sótão, adquirem para mim uma magia única neste projecto. Inspiram-me e contam-me histórias que só elas podem conhecer. As maletas são as primeiras que viajam, que guardam essa emoção inaugural, antes de se abrirem e deixarem descobrir o seu conteúdo: a essência dos meus dias, a razão sonora das minhas viagens, o instrumento nómada e manuseado que espera impaciente o seu melhor momento.
KEPA JUNKERA

Those cases I had stored in an attic take on a special magic for me in this project. They inspire me and tell me stories that only they can know. The cases are the first to travel, containing that initial excitement before opening up for their contents to be discovered, the essence of my days, the sonic reason for my travels, the worn, nomadic instrument that waits impatiently for its greatest moment.
KEPA JUNKERA

 

 

NOTAS AO PROGRAMA

Após o sucesso alcançado com o seu álbum “Galiza”,dedicado a esta província espanhola, e da sua obra seminal “Una Pequeña Historia de la Trikitixa”, Kepa Junkera regressa agora com “Maletak”, um disco novo e original do mestre da trikitixa. Kepa fala-nos assim do seu conceito: “Como me alegro de guardar as maletas das trikitixas! Ela, a trikitixa, é sempre protagonista, e muitas vezes me esqueço do que a rodeia e complementa, como esse invólucro que a protege e guarda. Ainda que este lhe possa ser um pouco infiel (...).  Essas maletas, que tinha guardadas no sótão, adquirem para mim uma magia única neste projecto. Inspiram-me e contam-me histórias que só elas podem conhecer. As maletas são as primeiras que viajam, que guardam essa emoção inaugural, antes de se abrirem e deixarem descobrir o seu conteúdo: a essência dos meus dias, a razão sonora das minhas viagens, o instrumento nómada e manuseado que espera impaciente o seu melhor momento.  Quis reunir maletas e animais numa cenografia impossível, mas que toca no meu âmago. Encontramo-nos numa paisagem ancestral próxima de nós. O flysh lembra-me as dobras da trikitixa, e o mar não pára de soar, como o seu fole que respira e segue o compasso. Natureza, animais, maletas, sorginak. Não deixa de ser uma viagem, carregada de melodias e poesia.  Gozai desta mistura e senti o protagonismo do natural, do arcano e do raro”.  Galiza, Aragão, Catalunha, Euskadi, Castela e Leão... são etapas dessa viagem poética e musical que se chama “Maletak”, onde Kepa volta a contar com as singulares e novíssimas Sorginak, mas não só com elas, pois o elenco de vozes que participam no disco é enorme: Ion Elustondo, Beloki, Imanol Urkizu e Xabi Solano do País Basco; Eliseo Parra e Gritsanda de Castela e Leão; Amadeu Rosell e Guillem Ballaz da Catalunha; Beatriz Bernard, Rocío Sapiña e Lourdes Escusol de Aragão; Xabier Díaz e Adufeiras de Salitre da Galiza; para citar apenas alguns dos nomes que colaboram com os seus cantos. Quanto ao contributo instrumental, Kepa conta com a participação de Daniel do Pando, Ibon Koteron, Oreka TX, José Luís Chea, Josete Ordóñez, Antonio Serrano, Diego Galaz, Germán Díaz e Pedro Lamas. As letras estão a cargo de Andoni Egaña, Jon Maia, Mikel Sarriegi e Xabier Sarasola. Com estes colaboradores, o resultado não podia ser outro senão um dos melhores discos de Kepa Junkera. Dezassete temas com o inconfundível estilo do seu criador que, inspirado pelas experiências de “Galiza” e de “Una Pequeña Historia de la Trikitixa”, continuou a investigar, e as próprias canções foram-no levando à etapa seguinte da viagem, num processo mágico e emocionante, de que desfrutou como nunca. A totalidade destes temas são composições do próprio Kepa Junkera.

PROGRAMME NOTES

After the success garnered with his album “Galiza”, dedicated to Galicia, and his seminal work “Una Pequeña historia de la trikitixa”, Kepa Junkera returns to the present day with “Maletak”, a new and original album from the master of the trikitixa, the diatonic accordion. Kepa explains his concept as follows: “I’m so glad I kept the triki cases! The trikitixa is always protagonist, and very often I have forgotten what surrounds her and complements her, like a wrapper that protects her and keeps her. Even though that might sound rather disloyal (…). Those cases I had stored in an attic take on a special magic for me in this project. They inspire me and tell me stories that only they can know. The cases are the first to travel, containing that initial excitement before opening up for their contents to be discovered, the essence of my days, the sonic reason for my travels, the worn, nomadic instrument that waits impatiently for its greatest moment. I wanted to bring together these cases and animals in an impossible scenography that takes me deeper. We find ourselves in an ancestral landscape close to our own. The Flysch reminds me of the folds of the triki and the sea always sounds like its bellows breathing and keeping rhythm. Nature, animals, cases, Sorginak.  It never ceases to be a journey, charged with melody and poetry. Enjoy this mixture and feel the protagonsim of the natural, the arcane and the unusual.” Galicia, Aragon, Catalonia, the Basque Country, Castile and León… they are all stages in this poetic and musical journey called “Maletak”, where Kepa once again works with the new line-up of the unique Sorginak, but not just with them – the cast of voices participating on this album is huge: Ion Elustondo, Beloki, Imanol Urkizu and Xabi Solano from the Basque Country; Eliseo Parra and Gritsanda from Castile and León; Amadeu Rosell and Guillem Ballaz from Catalonia; Beatriz Bernard, Rocío Sapiña and Lourdes Escusol from Aragon; Xabier Díaz and Adufeiras de Salitre from Galicia; to name just a few of the names collaborating on his songs. In terms of instrumental contribution, Kepa chose to work with Daniel do Pando, Ibon Koteron, Oreka TX, José Luís Chea, Josete Ordóñez, Antonio Serrano, Diego Galaz, Germán Díaz and Pedro Lamas. The lyrics are down to Andoni Egaña, Jon Maia, Mikel Sarriegi and Xabier Sarasola. With collaborations like these, the result could be nothing other than one of Kepa Junkera’s best albums. Seventeen cuts with the unmistakeable style of their creator who, inspired by the experiences of “Galiza” and “Una Pequeña Historia de la trikitixa”, carried on his investigations and it was the songs themselves that led him to the next stage of his journey, in a magic and exciting process he enjoyed like never before. All the songs are compositions by Kepa Junkera himself, in their entirety.

 

 

BIOGRAFIA

Nasce numa Bilbau diferente, a de há meio século atrás, ouvindo desde muito novo as sonoridades do folclore popular. As suas mãos cresceram, fortaleceram-se abrindo e fechando o fole do pequeno acordeão, acariciando cada nota, descobrindo e reinventando as suas melodias. Kepa Junkera e a trikitixa criaram uma simbiose difícil de igualar. Como bom respigador, não deixou para trás nenhuma nota que o pudesse ajudar a criar o seu próprio som, esse que mistura os tempos, os que surgiram na origem e que Kepa funde num abraço de futuro. Inquieto, livre e apaixonado, o seu corpo funde-se com o da trikitixa para revolucionar a música tradicional basca, e colocá-la numa cena internacional que se rende perante este autodidacta que soa a verdade. Um primeiro disco, “Infernuko Auspoa”, de 1987, com Zabaleta e Motribu, marca o início de uma carreira musical que revaloriza os instrumentos tradicionais e o folclore basco, e que começa já aí a fundir as suas imagens com outras vozes e povos. Desde essa altura, Kepa vem estabelecendo sinergias com culturas e artistas, chegando aos portos mais distantes e díspares, a fim de os envolver no som palpitante da sua trikitixa. Assim o fez com o jazz nos seus álbuns seguintes, “Triki Up” (1990) e “Trikitixa Zoom” (1991), e nos seus múltiplos trabalhos assinados em conjunto com artistas singulares: Riccardo Tessi, John Kirkpatrick, Júlio Pereira, Ibon Koteron, Rolando Luna ou Melonius Quartet. Fiel às suas raízes, uma década mais tarde apresenta “Bilbao 00:00h” (1998), uma homenagem à sua cidade natal, álbum em que trabalha com mais de 40 músicos, e com o qual começa a ver reconhecida a sua obra a nível mundial.  “Maren”, impregnado de mar, chegaria em 2001, e dois anos depois “K”, um disco duplo gravado ao vivo e com o qual ganhou um Grammy. Envolvido pela simplicidade de quem se rodeia de bons amores, de amores sinceros, em 2004 celebra em conjunto com os seus a grande paixão que sente pelo seu clube de futebol, estreando aquele que, desde então, se tornará num cântico do seu estádio: Athletic Bihotzez (2004). “Hiri”, dois anos depois, recorda, evoca e sonha cidades. Foi considerado o melhor disco pela prestigiosa World Music Charts Europe. Após estas imagens mais urbanas, chega, em 2008, “Etxea”, um disco duplo, início de uma trilogia, no qual se reúnem canções tradicionais da cultura basca, com vozes de artistas como Estrella Morente, Dulce Pontes, Miguel Bosé, Ana Belén, Víctor Manuel, Miguel Ríos, Michael Camilo, Andrés Calamaro... 42 cantores e 15 músicos combinam a sua experiência e a sua paixão com essa grande instituição que é Kepa Junkera. Em Junho de 2009, apresenta “Provença Sessions”, da série “Fandango”. Um álbum que recompila temas compostos integralmente por Kepa Junkera, que nesta ocasião se faz acompanhar pelo grupo Melonius Quartet numa interpretação diferente e inovadora desses mesmos temas, criando novos espaços sonoros em que se descobre uma faceta diferente da música do compositor bilbaíno. 
Na porta de entrada, nada menos que as palavras do prémio Nobel José Saramago para dar sentido literário a esta história tão bem cimentada que, longe de terminar aqui, se embrenha pelas ruas de meio mundo numa segunda etapa, “Kalea”, um ano depois. Nesta ocasião, Kepa viaja até ao continente americano para se encontrar e gravar com um amplo leque de artistas de envergadura, como Juanes, Lila Downs, Pablo Milanés ou Lito Vitale. E finalmente, com “Heria”, de 2010, completa-se esta trilogia. 23 canções gravadas em Nova Iorque, Oakland, Paris, Casablanca, Istambul, Atenas, Boise (Idaho), São Francisco, Los Angeles, San Antonio (Texas), Havai e Bilbau completam esta longa viagem, em que participam 280 músicos e cantores de todo o mundo, e na qual Kepa, transmissor de cultura, de identidade, de história, consegue, através da sua música, evocar toda a energia que emana da sua terra. «Beti Bizi», de 2010, com as vozes do coro da escola Leioa Kantika Korala e a colaboração de Xabier Amuriza, recompila velhas coplas biscainhas perdidas no tempo, seguindo-se, um ano depois, um trabalho mais pessoal, uma homenagem nostálgica carregada de energia nova, optimismo e vitalidade: “Ultramarinos & Coloniales”. Continuamente envolvido em novos desafios, o seu repto seguinte será “Ipar Haizea”, de 2012, onde os seus temas emblemáticos passam pelo crivo clássico da Orquesta Sinfónica de Euskadi. Em “Galiza”, de 2013, o encanto misterioso que Kepa Junkera carrega dentro de si, submerge-se por completo na terra vizinha para explorar suas melodias e ritmos mais autênticos. Vinculado e comprometido com o folclore de todos os povos, mas muito próximo do galego, este disco duplo consegue reunir a fina flor daquela terra musical. Um trabalho que viria a receber um prémio especial, o Premio Nacional de Folclore Martínez Torner, por “ter revolucionado o mundo da trikitixa e a música tradicional”. “Una Pequeña Historia de la Trikitixa” (2015) é uma viagem emocional através da música em geral e das vivências pessoais de Junkera; uma homenagem particular à trikitixa, que conta com a colaboração dos elementos do grupo Sorginak. Em “Maletak” (2016), o seu novo disco, participaram mais de 100 artistas com uma grande variedade de instrumentos: o alboque de Ibon Koteron e a txalaparta de Oreka TX, ao lado de representantes da música tradicional de diversas culturas espanholas, como o galego Daniel do Pando com o seu berimbau de Fonsagrada, o burgalês Diego Galàz com o seu violino, o saxofone de Pedro Lamas, a guitarra flamenca de José Montón e Josete Ordoñez, entre outros. Incansável, a esta longa discografia devemos acrescentar uma infinidade de colaborações empreendidas com artistas tão díspares como Hedningarna, Phil Cunningham, Alasdair Fraser, Carlos Núñez, Vozes Búlgaras, Caetano Veloso, Marina Rossell, Andreas Wollenweider, The Chieftains ou Pat Metheny, entre outros. É autor de diversos singles e temas como “Mari Jaia”, dedicado à rainha das festas da Aste Nagusia de Bilbau, um verdadeiro hino, e a sua alegre trikitixa soa por trás de múltiplas actividades culturais a favor da língua basca (em eventos como a Korrika, a Ibilaldia, a Herri Urrats...). Não perde a oportunidade para se comprometer e colaborar directamente em acções como “Memoria Viva”, uma homenagem em memória das vítimas da Guerra Civil Espanhola, na qual colabora com o escritor Bernardo Atxaga e o escultor Néstor Basterretxea. Deu, por todo o mundo, espectáculos repletos de paixão, força e ritmo; cativou e foi aplaudido em cidades com Nova Iorque, Paris ou Hong Kong; a sua música é usada pela Compañía Nacional de Danza ou selecionada por Almodóvar para os seus discos. Professor no Musikene, Centro Superior de Música do País Basco; produtor de todos os seus discos, bem como de uma longa lista de trabalhos que saem das mãos de Oskorri, Oreka TX, Ibon Koteron ou Garikoitz Mendizabal, potenciando e impulsionando os sons da terra basca que , vindos de tempos longínquos, enfrentam o desafio de se renovar e abrir caminho aos novos sons que saem da mesma txalaparta, txistu ou alboque que os seus antepassados tocaram. Fiel a si mesmo, Kepa Junkera, ao longo deste quase meio século, soube seduzir-nos enquanto acaricia, num abraço interminável, a trikitixa. Juntos, nessa simbiose inigualável, embarcam agora, músico e instrumento, nesta pequena história que soa a vizinhança, a proximidade, a terra fértil e a ventos novos.

BIOGRAPHY

He was born in a singular Bilbao, the one of half a century ago, listening from a very early age to the sounds of popular folklore. His hands grew and strengthened opening and closing the bellows of the small accordion, caressing each note, discovering and reinventing his melodies. Kepa Junkera and the Trikitixa have created a symbiosis that is hard to beat. Like a keen collector, he hasn’t left behind a single note that might help him create his own sound, one that mixes times, those that came from the beginning and which Kepa unites in an embrace with the future. Restless, free and passionate, his body fuses with that of the trikitixa to revolutionise traditional Basque music and place it on an international stage that is able to give itself to this autodidact who plays the truth. A first album, “Infernuko Auspoa”, in 1987, along with Zabaleta and Motriku, marks the start of a musical career that reassesses Basque traditional instruments and folk, and which soon began to mix his own images with those of other voices and peoples. Since then Kepa Junkera has kept on establishing synergies with cultures and artists, reaching the furthest and most disparate doors, to envelop them with the palpitating sound of his trikitixa. He did the same with jazz in his following albums, “Triki up” (1990) and “Txikitixa zoom” (1991), and in his multiple works in collaboration with singular artists: Riccardo Tessi, John Kirkpatrick, Julio Pereira, Ibon Koteron, Rolando Luna and Melonius Quartet. Loyal to his roots, a decade later he presented “Bilbao 00:00h” (1998), a tribute to his native city on which more than 40 musicians worked and with which he began to see his efforts recognised worldwide. “Maren”, imbued with the sea, would arrive in 2001, and two years later, “K”, a double album recorded live, with which he won a Grammy. Wrapped in the simplicity of someone surrounded by great loves, sincere loves, in 2004 he celebrated with his own people his great love for his football team, making a debut with what would from then on be sung at their stadium: “Athletic Bihotzez” (2004). “Hiri”, two years later, recalls, evokes and dreams of cities. It was chosen as the best album by the prestigious World Music Charts Europe.  In contrast to these more urban images, “Etxea” arrived in 2008, a double album, the start of a trilogy, which brought together traditional songs from Basque culture with the voices of artists such as Estrella Morente, Dulce Pontes, Miguel Bosé, Ana Belén, Víctor Manuel, Miguel Ríos, Michael Camilo, Andrés Calamaro... And so up to 42 singers and 15 musicians who fuse their experience and their passion with this great figure that is Kepa Junkera. In June 2009, he presented “Provença Sessions, serie Fandango”. A compilation album of themes composed entirely by Kepa Junkera who on this occasion is accompanied by the Melonious Quartet, performing them in a different and novel way, creating new sound spaces in which to discover another different facet of the music of the Bilbao musician. On the cover, nothing less than the words of the Nobel prizewinner José Saramago to give a literary sense to this story, so well established that far from finishing here it plunged through the streets of half the world in its second stage, “Kalea”, a year later. On this occasion Kepa traveled to the American continent to meet and record with a broad range of artists of the stature of Juanes, Lila Downs, Pablo Milanés and Lito Vitale. And finally, he finished the trilogy with “Herria”, in 2010. 23 songs recorded in New York, Oakland, Paris, Casablanca, Istanbul, Athens, Boise-Idaho, San Francisco, Los Angeles, San Antonio-Texas, Hawaii and Bilbao, complete this long journey on which 280 musicians and singers from all over the world participated, and in which Kepa, conveyor of culture, of identity, of history, was able, through his music, to evoke all the energy that emanates from his land. “Beti Bizi”, in 2010, with the voices of the Leioa Kantika Korala and the collaboration of Xabier Amuriza, bringing together old Basque coplas left in obscurity, would make way, a year later, for a more personal work, a nostalgic homage loaded with new energy, optimism and vitality: “Ultramarinos & Coloniales”. Continually surrounding himself with challenges, his next adventure was “Ipar Haizea”, in 2012, where his emblematic themes go through the classical screening of the Orquesta Sinfónica de Euskadi. In “Galiza” (2013), the soul within Kepa Junkera immersed itself in the neighbouring land to rummage among its most authentic melodies and rhythms. Connected and committed to the folklore of all peoples, but very close to that of Galicia, this double album-book is able to bring together the pick of that musical land. A work that was accompanied by a special prize, the Nacional de Folclore Martínez Torner, for “having revolutionised the world of the trikitixa and traditional music.”. “Una pequeña historia de la trikitixa” (2015) is an emotional journey through music in general and Junkera’s personal experiences; a personal homage to the trikitixa with the collaboration of the members of Sorginak. In “Maletak” (2016), his new album, more than 100 artists have participated with a variety of instruments: Ibon Koterón on the alboka and Oreka TX on the txalaparta, along with representatives of the traditional music of various Spanish cultures such as the Galician Daniel do Pando with his Fonsagrada horn, Diego Galáz from Burgos with his violin, the sax of Pedro Lamas, the flamenco guitar of José Luis Montón and Josete Ordoñez, among others. We must add to this tireless discography countless collaborations carried out with artists as diverse as Hedningarna, Phil Cunningham, Alasdair Fraser, Carlos Núñez, Voces Búlgaras, Caetano Veloso, Marina Rossell, Andreas Wollenweider, The Chieftains and Pat Metheny, among others. He also released diverse singles and themes such as “Mari Jaia”, dedicated to the queen of the festivities of Aste Nagusia in Bilbao, a veritable hymn, and its joyful triki is behind multiple cultural activities promoting the Basque Country (Korrika, Ibilaldia, Herri Urrats,...). And never missing an opportunity, he gets involved and collaborates directly in acts such as “Memoria Viva”, a tribute to victims of the Spanish Civil War, to which the writer Bernardo Atxaga and sculptor Néstor Basterretxea also contributed. He has gone halfway round the world with his shows full of passion, strength and rhythm; he has enchanted and received applause in cities such as New York, Paris and Hong Kong; his music is used by the Compañía Nacional de Danza and has been picked by Almodóvar for his records. A teacher at Musikene, Centro Superior de Música in the Basque Country; producer of all his albums as well as a long list of works by Oskorri, Oreka TX, Ibon Koteron and Garikoitz Mendizabal, empowering and driving the sounds of the Basque land, those from distant times that face the challenge of being renewed and breaking through, and the new sounds that emerge today from the same txalaparta, txistu or alboka played by his ancestors. True to himself, Kepa Junkera has known, for almost half a century, how to seduce us while caressing the trikitixa in an interminable embrace. Together, in that incomparable symbiosis, they now embark, musician and instrument, on this short story that sounds of closeness, proximity, fertile land and new winds.

 

 

+ INFO

Mais informações em www.foradolugar.pt Further information at www.foradolugar.pt \ Concertos: Entrada livre sujeita à lotação das salas Por motivos de segurança a porta será encerrada assim que a lotação estiver preenchida. As portas abrem +-30‘ antes do início dos concertos. \ Concerts: Free entry subject to room capacity For safety reasons, the door will be shut as soon as the room is full to capacity. Doors open +-30’ before the concerts start. \ Outras actividades: Gratuitas* de inscrição obrigatória até 96 horas da data da actividade através dos contactos indicados abaixo. (* excepto jantar de 2/12/2016) \ Other activities: Free*. Booking required Booking until 96 hours before the date of the activity using the contact details listed below. (*except dinner on 2/12/2016) \ Website www.foradolugar.pt | Email mail@artedasmusas.com | Facebook www.facebook.com/foradolugar | Tel. 277202900 | Morada/Address Centro Cultural Raiano, Av. Joaquim Morão Lopes Dias | 6060-713 Idanha-a-Nova

 

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