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Anxo Lorenzo & Blackie O'Connell (Galiza/Galicia, Irlanda/Ireland)

Anxo Lorenzo

ANXO LORENZO & BLACKIE O’CONNELL

Galiza/Galicia / Irlanda/Ireland

Sáb. / Sat.
1.12.18 > 22:00
Idanha-a-Nova
Centro Cultural Raiano

Anxo Lorenzo, gaita/pipe, whistles
Xosé Liz, guitarra/guitar
Blackie O’Connell, gaita/uilleann pipe
Cyril O’Donoghue, bouzouki

PRINCIPAL/MAIN MÚSICA/MUSIC CONCERTO/CONCERT

Lotação/Capacity 150 pax
Duração/Duration +-60’

PT Entrada livre sujeita à lotação das salas. Por motivos de segurança a porta será encerrada assim que a lotação estiver preenchida. As portas abrem +-30‘ antes do início dos concertos.

EN Free entry subject to room capacity. For safety reasons, the door will be shut as soon as the room is full to capacity. Doors open +-30’ before the concerts start.

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Vortice*

PT Fusão única de gaitas-de-foles e gaiteiros com a melhor música tradicional da Irlanda e da Galiza em estado puro.

EN A unique fusion of bagpipes and bagpipers, with the best of traditional Irish and Galician music in their purest state.

*Vórtice/Vortex

Anxo Lorenzo

PT Durante a sua longa carreira como gaiteiro, Anxo Lorenzo participou em gravações e concertos, colaborando com artistas e grupos de renome como Kathryn Tickell, Carlos Núñez, Lúnasa, The Chieftains, Gwendal, Fred Morrison, Daimh, Michael McGoldrick, Alisdair Fraser, Xavi Aburruzaga ou Celtas Cortos. Com a sua banda e o seu trio tocou em festivais como o Festival de Ortigueira, Cambridge Folk Festival, Labadoux, William Kennedy International Piping Festival, Intercéltico do Morrazo, Pardiñas, Zas, Getxo Folk and Piping Live, recebendo sempre boas críticas, tanto do público, como de outros artistas de música popular e tradicional, e estabelecendo ligações musicais muito interessantes. Alguns destes músicos aparecerão no novo seu novo álbum, como Jarlath Henderson, Blackie O’Connell, Ross Ainslie, Andy May, Germán Díaz and Ali Levack, entre outros.
Para além do seu lado mais tradicional, artistas de todos os géneros musicais requisitaram a colaboração de Anxo Lorenzo com a sua gaita-de-foles, como é o caso de Marta Sanchez, para o tema musical da Volta a Espanha 2016, Monica Molina, Ska-p, The National Jazz Orchestra e Amistades Peligrosas, alcançando uma fusão natural da gaita-de-foles galega com outros estilos musicais e abrindo novos horizontes na vanguarda da música, tal como no seu álbum de estreia, de música electrónica, Spiritu (1986). O novo álbum de Anxo Lorenzo, Vortice, será apresentado ao vivo, em setembro de 2018.

EN During his vast musical career as a piper, Anxo Lorenzo has taken part in recordings and concerts collaborating with top level artists and groups such as Kathryn Tickell, Carlos Núñez, Lúnasa, The Chieftains, Gwendal, Fred Morrison, Daimh, Michael McGoldrick, Alisdair Fraser, Xavi Aburruzaga, Celtas Cortos. With his band and trio line-up has played Ortigueira, Cambridge Folk Festival, Labadoux, William Kennedy International Piping Festival, Intercéltico do Morrazo, Pardiñas, Zas, Getxo Folk and Piping Live, receiving always good critiques both from the attending audience and other folk and traditional artistes achieving very interesting musical connections, some of which will be appearing in the new album such as Jarlath Henderson, Blackie O’Connell, Ross Ainslie, Andy May, Germán Díaz and Ali Levack amongst others. Apart from his more traditional side, artistes from all types of music genre have requested Anxo Lorenzo’s collaboration with his bagpipes such as Marta Sanchez for the theme tune of the Vuelta a España 2016, Monica Molina, Ska-p, The National Jazz Orchestra and Amistades Peligrosas achieving a natural fusion of the Galician bagpipes with other musical styles and opening new horizons at the cutting edge of music as can be seen in his debut album in electronic music called Spiritu (986) - The new Anxo Lorenzo CD, Vortice, will be presented live from september 2018.

Michael “Blackie” O’Connell

PT Michael “Blackie” O’Connell é um dos mais interessantes tocadores de gaita-de-foles irlandesa no âmbito da música tradicional. Aprendeu a tocar com o grande gaiteiro de Limerick, Mickey Dunne. As suas influências são o estilo de execução de Paddy Keenan, visita habitual da sua casa em Clare, de Finbar Furey e do grande Johnny Doran. Toca gaita-de-foles desde criança, e vive e actua, presentemente, no coração da música irlandesa, em County Clare. Apresenta-se regularmente ao vivo na Europa, nos EUA e no Extremo Oriente, mas também nos bares locais de Ennis ou Doolin. Nos concertos e sessões de gravação, Michael O’Connell executa o seu instrumento com entusiasmo, arrebatando o público com o seu estilo exuberante e acelerado. É convidado habitual da Na Píobairí Uilleann (Associação da Gaita-de-Foles Irlandesa) e do William Kennedy Piping Festival. Ensina e actua no evento anual Catskills Irish Arts Week, em Nova Iorque, e no Doran Tionol, e é professor a tempo inteiro da Irish World Academy of Music, da Universidade de Limerick. Realizou ainda digressões com diversos grupos de dança, nos EUA, China, Taiwan e Dubai, incluindo na Broadway e no Carnegie Hall. Actuou ao lado de Paddy Keenan, Finbar Furey e dos Chieftains. É embaixador do Turismo da Irlanda, enquanto elemento de uma campanha internacional lançada na internet e na televisão. Em 2010, lançou o álbum “We were drinking and kissing the ladies”, em colaboração com o famoso concertinista Hugh Healy, o qual foi louvado pela generalidade da crítica. A este trabalho seguiu-se, em 2014, Friars Green, um álbum em dueto com o vigoroso defensor da música irlandesa, Cyril O’Donoghue.

EN Michael “Blackie” O’Connell is one of the most exciting uilleann pipers in traditional Music. He was taught the uilleann pipes by the great Limerick piper Mickey Dunne. His influences are the playing of Paddy Keenan, who is a regular visitor to his home in Clare, Finbar Furey and the great Johnny Doran. He has been playing the pipes from a young age and is currently living, and playing, at the heart of Irish music in County Clare. He regularly tours Europe, the USA and the Far East but is also very much at home at his local bars in Ennis or Doolin. At concerts and sessions Michael O’Connell performs with gusto, and audiences are swept away by his exuberant and fast flowing piping style. A regular guest of Na Píobairí Uilleann (uilleann pipes association), and the William Kennedy Piping Festival. He teaches and performs at the annual Catskills Irish Arts Week in New York, and the Doran Tionol, as well as being a full time tutor at the Irish World Academy of Music, University of Limerick. He has also has toured extensively with various dance troupes in the USA, China, Taiwan and Dubai, including on Broadway and in Carnegie Hall. He has performed with Paddy Keenan, Finbar Furey and the Chieftains. He is an ambassador for Irish tourism as part of the current worldwide internet and TV campaign by Tourism Ireland. In 2010 he released the album; “We were drinking and kissing the ladies”, in collaboration with the renowned concertina player Hugh Healy to great critical acclaim. He has now followed this with the 2014 release of ‘Friars Green’ a duet album with Irish Music stalwart Cyril O’Donoghue.

Xosé Liz

PT Xosé Liz é um dos músicos mais completos e activos do panorama musical galego, que se formou em grupos como Xarabal, Opentunning, Blanco… É também professor de requinto e cordas dedilhadas na escola municipal de música tradicional do Município de Vigo (e-Trad).

EN Xosé Liz is one of the most complete and active musicians on the Galician musical scene, having participated in groups such as Xarabal, Opentunning and Blanco. He also teaches requinto and plucked string instruments at the municipal school of traditional music in Vigo (e-Trad).

Imprensa Press

PT Depois de Spíritu 986, o gaiteiro apresenta-se ao público com um novo disco a solo onde se liberta dos ritmos electrónicos do início da sua carreira e procura uma estética contemporânea para a gaita.
Sob o título Tirán (Zouma Records), o gaiteiro Anxo Lorenzo (Moaña, 1974) apresenta o seu primeiro trabalho a solo, ecléctico em termos de sonoridade e pessoal na concepção, que aposta decididamente em ultrapassar complexos e arriscar numa exploração de caminhos contemporâneos para a gaita. Nele, propõe uma viagem que vai desde a revisão do cancioneiro de Casto Sampedro até à música dos países de origem celta, da reinterpretação de uma valsa venezuelana a ritmos contemporâneos perfeitamente enquadrados na cena actual.
Anxo Lorenzo ficou conhecido do público geral em 2001 com o seu projeto Spiritu 986, apesar de naquele momento contar já com uma longa trajectória profissional Começou a tocar flauta com cinco anos, e gaita aos seis. Desde os 12 que colaborou com grupos proeminentes de música tradicional galega como Xarabal, Duos Pontes, Semente Nova ou Lembranzas Galegas, com os quais realizou trabalhos de investigação, recolha de música tradicional e concertos, nos Estados Unidos e na Europa.
Colaborou ainda com grupos como Celtas Cortos, Lúnasa, The Chieftains, Daimh, The National Jazz Orquestra, Tejedor, Xarabal, e com intérpretes de renome como Kathryn Tickell, Michael McGoldrick, Luigi Lai, Brian Finnegan e Mónica Molina entre muitos outros. Porém, a sua consagração definitiva deu-se com a edição do seu primeiro disco, Spíritu 986, um projecto iniciado com Pedro González, que recebeu, em 2001, a aclamação da crítica e dos programadores devido à fusão entre os instrumentos tradicionais e as tecnologias modernas. Quase dez anos depois, Anxo Lorenzo liberta-se da sonoridade mais electrónica de Spíritu 986 e «regressa às origens» com um trabalho «acústico e folk» em que reúne temas da sua própria composição e temas tradicionais, com um repertório trabalhado sobre os cenários de Xosé Liz e uma banda integrada por músicos de envergadura como Milla (percussão), Begoña Riobó (violino), Álvaro Iglesias (contrabaixo) e Eoghan Neff (violino).
Regressa com um estilo marcado pela fusão, a seu ver «facilmente reconhecível», e no qual adquire especial singularidade o uso de escalas para a gaita diferentes das tradicionais. Neste sentido, Tirán, tema que dá o titulo ao disco, sintetiza a filosofia do trabalho. Composta pelo próprio Lorenzo, esta peça foi gravada com a gaita de Antón Corral em lá, com escala pentatónica em lá bemol menor e utilizando uma digitação fechada.
A gaita do século XXI. Neste o seu primeiro disco a solo, Lorenzo reflecte um conceito de tradição e da gaita que o afasta do purismo academicista e o situa na geração de gaiteiros que exploram com ela géneros e estilos da música actual, na qual figura também Xosé Manuel Budiño, igualmente natural de Moaña. «As limitações, mais do que nas características técnicas do instrumento, residem na mente do intérprete», sublinha.
A seu ver, nos últimos 30 anos, a gaita na Galiza foi alvo de uma extraordinária evolução, em paralelo com a maior formação musical de gaiteiros e artesãos. «Encontramo-nos perante músicos muito bem preparados e gaitas-de-foles que aumentaram as suas possibilidades graças a luthiers e artesãos», assinala. «Estes dois aspectos são fundamentais quando se trata de compreender as diferenças entre a gaita do século XXI e a que existia há 40 anos.» Agora, aponta, «os limites residem apenas na criatividade».
Entre as suas influências musicais, Lorenzo cita ao gaiteiro irlandês David Spillane, o galego Carlos Núñez, a trajectória de Milladoiro e Berrogüetto, no plano folk, mas também a música electrónica, o jazz e o flamenco de Vicente Amigo. Contudo, refere como necessário conhecer os cancioneiros musicais galegos para «absorver a tradição».

EN After Spiritu 986, the bagpiper presents himself to the public with a new solo album in which he eschews the electronic beats of his early career and seeks a contemporary aesthetic for the Galician bagpipe.
Entitled Tirán (Zouma Records), bagpiper Anxo Lorenzo (Moaña, 1974) presents a debut solo album that is both eclectic in its range of sonorities and personnel and committed to a contemporary exploration of the bagpipes. The album offers a journey ranging from a revision of Casto Sampedro’s songbook to the music of Celtic countries and a reinterpretation of a Venezuelan waltz, with rhythms perfectly suited to the contemporary scene.
Anxo Lorenzo became known to the general public in 2001 with his project Spiritu 986, though he already had a long professional trajectory at that time. He began playing the flute at age five and the bagpipes at six. From the age of 12, he collaborated with prominent groups of traditional Galician music such as Xarabal, Duos Pontes, Semente Nova and Lembranzas Galegas, with whom he undertook research and collection of traditional music and performed in the United States and Europe.
He has also collaborated with groups such as Celtas Cortos, Lúnasa, The Chieftains, Daimh, The National Jazz Orchestra, Tejedor, Xarabal, and with renowned performers such as Kathryn Tickell, Michael McGoldrick, Luigi Lai, Brian Finnegan and Mónica Molina, among many others. His real breakthrough, however, came with the release of his first album Spíritu 986 in 2001, a project begun with Pedro González and which received the acclaim of critics and programmers due to its fusion of traditional instruments and modern technologies.
Almost ten years later, Anxo Lorenzo freed himself from the electronic sonority of Spirit 986 in a ‘return to the origins’, with an ‘acoustic and folk’ work in which he brings together traditional themes and themes of his own composition and a repertoire developed on stage with Xosé Liz alongside a band of musicians including Milla (percussion), Begoña Riobó (violin), Álvaro Iglesias (bass guitar) and Eoghan Neff (violin).
He returns with a self-described ‘easily recognisable’ fusion style with a special emphasis on the use of non-traditional scales for the bagpipes. In this sense, Tirán, the song that shares the title of the album, synthesises the philosophy of this work. Composed by Lorenzo himself, this piece was recorded with Antón Corral’s bagpipes using a pentatonic scale in A-flat and closed fingering.
21st Century bagpipes. In his debut solo album, Lorenzo presents a concept of tradition and bagpipes that departs from academic purity and places him within a generation of bagpipers alongside Xosé Manuel Budiño, also born in Moaña, known for exploring contemporary musical genres and styles. As Lorenzo himself states, ‘limitations originate in the performer’s mind rather than in the technical characteristics of the instrument’.
For the last 30 years, the bagpipes in Galicia have undergone an extraordinary evolution alongside the superior training of both performers and artisans. ‘We are dealing with highly-trained musicians and bagpipes with increased possibilities thanks to the luthiers and artisans,’ he says. ‘These two aspects are fundamental when it comes to understanding the differences between 21st century bagpipe music and that of 40 years ago.’ Now, he points out, ‘the only limits are our creativity.’
Among his musical influences, Lorenzo cites Irish piper David Spillane, Galician Carlos Nuñez and the folk trajectory of Milladoiro and Berrogüetto, but also electronic music, jazz and the flamenco of Vicente Amigo. He also emphasises knowledge of the Galician song repertoire as key to ‘absorbing tradition’.

Later Event: December 6
O Adufe | The Adufe #2