...though the title doth promise tears, unfit guests in these joyful times, yet no doubt pleasant are the teares which musick weeps, neither are tears shed always in sorrow, but sometimes in joy and gladness. Vouchsafe then your gracious protection to these showers of harmony (…) they be metamorphosed into true tears.

[...embora o nome prometa lágrimas, convidadas pouco aprazíveis nestes tempos de alegria, são sem dúvida agradáveis as lágrimas que a música chora, nem sempre vertidas em tristeza mas também em alegria. Permita a vossa graciosa protecção a estes aguaceiros de harmonia que sejam metamorfoseados em verdadeiras lágrimas.] (tradução livre)
— John Dowland (?1563-1626)
 
 

SETE LÁGRIMAS ECMC

EARLY AND CONTEMPORARY MUSIC CONSORT

 

 

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O resultado é pura beleza, feita de saber e simplicidade. (...) A surpreendente frescura do resultado conquistou o público, e clama por uma gravação.
— Manuel Pedro Ferreira, Público *****
Un tour du monde musical avec un prestigieux ensemble portugais. [Uma volta ao mundo musical com um prestigiado ensemble português.]
— Festival Big Bang, Bozar, Bruxelas
As múltiplas intersecções atingem uma coalescência delicadamente poderosa. Os tenores Filipe Faria e Sérgio Peixoto cantam com leveza, clareza e um grande poder expressivo. Bem gravado e editado com bom gosto, Kleine Musik esbate as fronteiras entre o antigo e o novo de uma forma que lembra o melhor da religião e da arte.
— Robert Levett, International Record Review
Filipe Faria e Sérgio Peixoto interpretaram as canções com habilidade, humor e fervor...
— Aftonbladet (Suécia)
Há quinze anos a esbater a ténue fronteira entre a música antiga (viva) e a contemporânea, entre a popular de transmissão oral e a erudita.
— Luís Rei, Crónicas da Terra
Os arranjos e combinações são inventivos e a qualidade da execução vence tudo, produzindo texturas variadas. (...) Não admira que os Sete Lágrimas tenham conseguido criar o seu próprio nicho num apertado panorama internacional. (...) Um exemplo do bom gosto que preside a tudo o que sai das cabeças deste Consort. Como dizem os americanos: “A Class Act!”
— Jorge Calado, Semanário Expresso, Review *****
Um disco do Sete Lágrimas é, em qualquer parte e qualquer tempo, um evento. (...) A inovação mora aqui!
— Jorge Calado, Semanário Expresso (Portugal) *****
O mais importante foi, talvez, a genuína alegria com que todas as peças do programa foram tocadas e cantadas. Ambos foram excelentes toda a noite e o público entusiástico recompensou os artistas com um estrondoso aplauso e pediu dois encores.
— Lukás Vytlacil, Opera PLUS (Rep. Checa) *****
A “marca Sete Lágrimas” (cada vez mais reconhecível não só pelos timbres de Filipe Faria e Sérgio Peixoto e pela natureza dos seus arranjos, mas também pelo seu estilo de interpretação vocal) é tão importante como a própria música.
— Cristina Fernandes, Público ****
O resultado é um diálogo admirável.
— Time Out
O ensemble português Sete Lágrimas literalmente espantou um público entusiasmado em Troja [Praga] preso à sua dança de fogo como melodias de colónias portuguesas e espanholas da América do Sul e África.
— Vladimír Rí, Novinky (Rep. Checa)
El mestizaje a través de la diáspora - Un debut de éxito del ensemble portugués Sete Lágrimas. (...) Las voces de Faria y Peixoto son muy flexibles, muy dulces cuando entonan polifonía e incluso más teatrales y rítmicas.
— Eduardo G. Salueña, La Nueva España

Fundado em 1999 por Filipe Faria e Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas assume o nome da inovadora colecção de danças do compositor renascentista John Dowland (1563-1626) publicadas por John Windet em 1604 quando o compositor era alaudista de Cristiano IV da Dinamarca.

Profundamente dedicados aos diálogos da música antiga com a contemporaneidade bem como da música erudita com as tradições seculares, Sete Lágrimas juntam músicos de diferentes horizontes musicais em torno de projectos conceptuais animados tanto por profundas investigações musicológicas como por processos de inovação, irreverência e criatividade em torno dos sons, instrumentário e memórias da música antiga.

Nestes projectos são identificáveis os diálogos entre a música erudita e a popular, entre a música antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos descobrimentos e o eixo latino mediterrânico convertidos em som através tanto da fiel interpretação dos cânones interpretativos da música antiga como de uma aproximação a elementos definidores da música tradicional ou do jazz.

Desde a sua fundação, o grupo desenvolve uma intensa actividade concertística de mais de trezentos e cinquenta concertos em doze países da Europa e Ásia, de onde se destacam: Portugal (Centro Cultural de Belém 2009/2011/2012/2013/2014/2015, Fundação Calouste Gulbenkian 2008/2015, Festival Terras sem Sombra 2003-2010 (como ensemble residente), Encontros de Música Antiga de Loulé 2006/2015, Festival de São Roque 2008/2009/2012), Museu de Aveiro 2010/2012, Festival das Artes de Coimbra 2011, Festival dos Capuchos 2012, Festival Internacional de Música da Madeira 2010, Festival Internacional de Música dos Açores, 2010 Festival Fora do Lugar 2012, Festival de Leiria 2011/2013, Festival de Almada 2013, etc…), Bulgária (Sliven 2011), Itália (Ravenna 2011, Festival Internazionale W. A. Mozart a Rovereto 2012), Malta (BirguFest 2011), Espanha (Festival de Música Antigua de Gijón 2010, Festival de Música Antigua de Úbeda y Baeza 2011, Museo Nacional de Valladolid 2011/2013, Fundación Juan March/Madrid 2012, Villaviciosa 2012, Abulensis Festival Internacional de Musica 2012…), China (Macau Internacional Music Festival 2011), Suécia (Stockholm Early Music Festival 2012), França (Festival Baroque de Sablé 2012, Opera de Lille 2013), Bélgica (Gent Festival van Vaanderen 2012, Flemish Opera/Gent 2013, Bozar/Bruxelles 2013), Noruega (Stavanger Konzerthus 2013), República Checa (Prague Early Music Festival 2014), Luxemburgo (Philharmonie Luxembourg/Salle de Musique de Chambre 2014), etc...

Sete Lágrimas chama, regularmente, aos seus projectos, músicos convidados das áreas da música antiga como María Cristina Kiehr (Argentina), Zsuzsi Tóth (Hungria) ou Ana Quintans (Portugal) e da música tradicional, jazz e do mundo como Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo (Portugal) ou Adufeiras de Monsanto (Portugal).

No contexto dos projectos de diálogo entre a música antiga e a contemporânea “Kleine Musik” (MU0102/2008), “Silêncio” (MU0106/2009) e “Vento” (MU0108/2010), Sete Lágrimas estreia obras, especialmente dedicadas ao consort, dos compositores Ivan Moody (Inglaterra), João Madureira (Portugal), Andrew Smith (Noruega) e Christopher Bochmann (Inglaterra) sob encomenda da produtora Arte das Musas, dirigida por Filipe Faria. Em 2011 Sete Lágrimas apresentou, em estreia mundial, no Festival das Artes de Coimbra, a encomenda da obra “Lamento” ao escritor José Luís Peixoto, vencedor do Prémio Literário José Saramago, e ao compositor João Madureira.

Em Portugal como no estrangeiro, as temporadas de concertos e a sua extensa discografia é consistentemente elogiada pela crítica e pelo público. Os seus onze títulos - “Lachrimæ #1” (MU0101/2007), “Kleine Musik” (MU0102/2008), “Diaspora.pt: Diáspora, vol.1” (MU0103/2008), “Silêncio” (MU0106/2009), “Pedra Irregular” (MU0107/2010), “Vento” (MU0108/2010) “Terra: Diáspora, vol.2” (MU0110/2011), “En tus brazos una noche” (MU0109/2012) e “Península: Diáspora. vol.3” (MU011/2013),  “Cantiga” (MU0113/2014) e o poema gráfico com texto e ilustrações de Filipe Faria e música de Sete Lágrimas “Um dia normal” (Livro + CD MU0116/2015) - recebem frequentemente o número máximo de estrelas (5 em 5), Escolha do Editor, Melhor do Ano, etc, nos principais jornais, rádios e revistas de Portugal. Internacionalmente destacam-se as críticas discográficas na International Record Review, Doce Notas, Goldberg, etc.. ou as críticas aos concertos na Europa e na Ásia.

Em 2008, 2011 e 2012 os três títulos do projecto Diáspora atingem o primeiro lugar do TOP de vendas das lojas FNAC. Em 2010, “Diaspora.pt” foi eleito no “Guia da Música Clássica” da mesma cadeia de lojas como “Discografia Essencial” e a carreira do Sete Lágrimas destacada na publicação “Alma Lusitana”.

Em 2011/2012 Sete Lágrimas é convidado para assumir o estatuto de Ensemble Associado da Temporada do Centro Cultural de Belém (CCB/Lisboa) tendo apresentado o “Tríptico da Terra” em três concertos esgotados.

A convite da rádio clássica RDP Antena 2 Sete Lágrimas foi, em 2014, o representante português no projecto europeu da UER/EBU Union Européenne de Radio-Télévision - EURORADIO Christmas Folk Music Project - emitido em 30 rádios de 28 países como a BBC Radio 3 ou a France Musique.  

A sua discografia integra regularmente as playlists das rádios clássicas de vários países europeus como Espanha (RNE Rádio Clásica), Inglaterra (BBC Radio 3), República Checa (Český rozhlas/Czech National Radio), Bósnia (Radio Beograd), Portugal (Antena 2/TSF/Antena 1...), etc...

Nas temporadas 2015/2017 o consort tem agendada uma série de concertos em Portugal: Centro Cultural de Belém (Pequeno Auditório, Lisboa), Seminário Menor de Braga, Festival Reencontros: Memórias Musicais de um Palácio (Sintra), Festival Fora do Lugar (Idanha-a-Nova), Fundação Calouste Gulbenkian (Grande Auditório, Lisboa), Festival Todos (Lisboa), Comemorações 500 anos da morte de João Roiz (Castelo Branco), Centro Cultural de Belém/Festival Dias da Música em Belém (Lisboa), Festival Internacional de Música de Espinho, etc...

Sete Lágrimas tem o apoio do Ministério da Cultura (Governo de Portugal) e da Direcção-Geral das Artes desde 2003. É representado pela produtora Arte das Musas e editado pela etiqueta MU/Arte das Musas.

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@ Bozar (Bruxelles) © Filipe Faria 2015

 

Direcção artística

Filipe Faria
Sérgio Peixoto

 

Consort base

Filipe Faria voz
Sérgio Peixoto voz
Pedro Castro flautas,
oboé barroco, charamela

Tiago Matias tiorba, vihuela,
alaúde, guitarra barroca, guitarra romântica

Mário Franco contrabaixo
Rui Silva percussão histórica

 
 
 

@ Philharmonie Luxembourg (Luxembourg) © Filipe Faria 2015

© Filipe Faria 2014

@ Zámek Troja (Ceská Republika) © Filipe Faria 2014

© RDP Antena 2 @ Fundação Calouste Gulbenkian

Crítica ***** Jornal Público, Manuel Pedro Ferreira

© RDP Antena 2 @ Fundação Calouste Gulbenkian

 
 
 
 

 

+ CONSORT

desde 1999

Solistas convidados

María Cristina Kiehr, soprano (Argentina)
Zsuzsi Tóth, soprano (Hungria)
António Zambujo, fadista (Portugal)
Mayra Andrade, cantora (Cabo Verde)

Legenda

[1] CD Lachrimae #1 (2007)
[2] CD Kleine Musik (2008)
[3] CD Diaspora.pt (2008)
[4] CD Silêncio (/2009)
[5] CD Pedra Irregular (2010)
[6] CD Vento (2010)
[7] CD En tus brazos una noche (2012)
[8] CD Terra (2011)
[9] CD Península (2013)
[10] CD Cantiga (2014)
[11] CD Um dia normal (2015)
[12] CD Missa Mínima (2016)

Voz

María Cristina Kiehr (Argentina)
Ana Quintans [2]
Zsuzsi Tóth (Hungria) [4]
Mónica Monteiro [5]
Rosa Caldeira [3]
Orlanda Velez Isidro
Alexandra Moura
Mayra Andrade (Cabo Verde)
António Zambujo [3]

Flautas

Pedro Castro [2] [3] [4] [5] [7] [8] [9] [10] [11] [12]
Inês Moz Caldas [1] [2] [3] [4] [7]
Marco Magalhães [1]
Paulo Gonzalez (Espanha)
Sofia Norton
Tiago Simas Freire

Oboé barroco*, oboe da caccia** e charamela***

Pedro Castro * ** *** [2] [3] [4] [5] [8] [9] [10] [11] [12]
Andreia Carvalho*

Tiorba, alaúde, vihuela, guitarra barroca e guitarra romântica

Hugo Sanches [2] [3] [4] [5] [6] [8]
Tiago Matias [3] [4] [5] [7] [10] [11]
André Barroso [1]

Viola da gamba

Sofia Diniz [6] [7] [8] [9]
Kenneth Frazer (1948-2011) [1] [2]
Susana Moody
Mafalda Larisch Frazer
Carmina Repas Gonçalves

Violone

Duncan Fox [2] [3] [9]
Christine Sticher (Alemanha)

Contrabaixo

Mário Franco [8] [10] [11]
Luísa Marcelino

Percussão histórica

Rui Silva [8] [9] [10] [11]
Fernando Marques Gomes [3]
Sofia Borges

Violino barroco

Denys Stetsenko [3] [5]

Violoncelo barroco

Diana Vinagre [4] [5]
Ana Raquel Pinheiro
Isabel Figueroa
Kenneth Frazer (1948-2011) [1]

Contrabaixo barroco

Marta Vicente [5]

Órgão e cravo

Sérgio Silva [5]
Flávia Almeida Castro

Guitarra

Gonçalo Gouveia

Guitarra portuguesa

Eurico Machado [3]

Outros convidados

Coro Voces Caelestes
Adufeiras de Monsanto
Coro Magis