CONCERTO CONCERT
Concerto 1700
Espanha Spain
05.12.2026 21.30
Sábado Saturday
Idanha-a-Velha
Catedral
Daniel Pinteño violino, direcção artística violin, artistic director
Carles Blanch guitarra barroca baroque guitar
Ismael Campanero violone violone
Pere Olivé percussão percussion
Back to Follia!
Canarios after Gaspar Sanz (1640–1710) & Paul de la Pierre (1612–c. 1692)
Las Españolettas de Marizápalos after Gaspar Sanz & Anon., s. XVII
El baile de la chacona encierra la vida bona after Salamanca Manuscript (c. 1659) & José Marín (1618–1699)
Yo soy el pasacalles after Henri de Bailly (before 1637) & Heinrich Ignaz Franz Biber (1644–1704)
Marionas after Santiago de Murcia (1673–1739)
La Jotta after Santiago de Murcia
Recercadas en el tiempo after Diego Ortiz (c. 1510–c. 1576)
Jácaras de lo humano y lo divino after Sebastián Durón (1660–1716), Gaspar Sanz & Anon., s. XVII
Zarambeques Teques after Lucas Ruiz de Ribayaz (1626–c. 1677), Santiago de Murcia, Diego Fernández de Huete (1650–1705) & Salamanca Manuscript (c. 1659)
Fandangos de norte a sur after Stockholm Manuscript (c. 1755) & Antonio Soler (1729–1783)
El que gustare de folías antiguas ponga cuido en estas modernas after Gaspar Sanz, Arcangelo Corelli (1653–1713) & Salamanca Manuscript (c. 1659)
“Antes de ser clássica, era ruidosa, crua e proibida. Bem-vindos à jam session original do Barroco espanhol.”
“Before it was classical, it was loud, raw, and forbidden. Welcome to the original jam session of the Spanish Baroque.”
Back to Follia! recupera o universo dos sones e bailes cantados que atravessaram o Barroco espanhol: pequenas estruturas harmónicas, ritmos de dança e melodias transmitidas muitas vezes de ouvido, que serviam de ponto de partida à ornamentação e à improvisação. Zarabandas, chaconas, jácaras, folias e fandangos circulavam entre ruas, tabernas e cortes, atravessando continuamente as fronteiras entre música popular e erudita.
A partir de fontes espanholas dos séculos XVII e XVIII e das suas ramificações europeias, Concerto 1700 recupera o carácter directo, rítmico e livre que esteve na origem deste repertório. Uma música feita de repetição e transformação, onde baixos obstinados e melodias familiares se tornam espaços de invenção.
Back to Follia! recovers the world of the sones and bailes cantados that swept through the Spanish Baroque: short harmonic patterns, dance rhythms and melodies often transmitted by ear, providing a framework for ornamentation and improvisation. Sarabandes, chaconnes, jácaras, folias and fandangos circulated between streets, taverns and courts, continually crossing the boundaries between popular and art music.
Drawing on seventeenth- and eighteenth-century Spanish sources and their European ramifications, Concerto 1700 restores the direct, rhythmic and free character that lay at the heart of this repertory. Music built on repetition and transformation, in which ostinato basses and familiar melodies become spaces for invention.
Notas Notes
Sones no ar: os ritmos esquecidos do Barroco espanhol
PT Reconstruir a música tradicional anterior ao século XX é um complexo puzzle, devido à ausência de gravações e ao papel determinante da transmissão oral. Durante o Barroco espanhol, aproximadamente entre 1600 e 1750, uma série extremamente popular de pequenos padrões musicais flexíveis, conhecidos como sones ou bailes cantados, difundiu-se por toda a Península Ibérica.
Interpretados na vihuela, guitarra barroca e violino, estes breves ciclos harmónicos de quatro ou oito compassos serviam de base a uma improvisação incessante e viva, circulando com facilidade entre tabernas, ruas e ambientes cortesãos. Danças populares como a zarabanda, a chacona, a jácara e a folia tornaram-se célebres pelos seus movimentos provocadores e pelas suas letras satíricas.
A forte censura moral fez com que muitos destes repertórios sobrevivessem sobretudo através de edições estrangeiras ou de tratados para guitarra de autores como Gaspar Sanz, Luis de Briceño e Santiago de Murcia. A linha melódica essencial — o tono — raramente era escrita, precisamente por ser fácil de memorizar. O Manuscrito de Salamanca, de 1659, constitui uma excepção particularmente importante, preservando raras tablaturas para violino destas melodias livres e exuberantes, tocadas por estudantes universitários.
Estes ritmos espanhóis, marcados pelos compassos ternários e pelas hemiolas, atravessaram as fronteiras da Península e chegaram à música europeia, surgindo transformados na música de compositores como Bach, Lully ou Monteverdi. Entretanto, a rua continuava a inventar e, no século XVIII, faria nascer o fandango.
Back to Follia! recupera precisamente esse espírito: uma celebração da liberdade, da rebeldia criativa e do poder hipnótico dos ciclos barrocos que, uma vez ouvidos, dificilmente nos abandonam.
“Sones” in the Air: The Forgotten Beats of the Spanish Baroque
EN Reconstructing traditional music prior to the twentieth century is a complex puzzle due to the lack of recordings and the reliance on oral transmission. During the Spanish Baroque period, roughly between 1600 and 1750, a hugely popular series of short, flexible musical patterns known as sones or bailes cantados — sung dances — swept across the Iberian Peninsula.
Performed on the vihuela, baroque guitar and violin, these brief four- or eight-bar harmonic loops served as a framework for endless, lively improvisation, travelling seamlessly from taverns and streets to courtly settings. Popular dances such as the zarabanda, chacona, jácara and folía became famous for their provocative movements and satirical lyrics.
Strict moral censorship meant that many of these repertories survived mainly through foreign editions or guitar treatises by musicians such as Gaspar Sanz, Luis de Briceño and Santiago de Murcia. The essential melodic line — the tono — was rarely written down, precisely because it was so easy to memorise. The 1659 Salamanca Manuscript remains an invaluable exception, preserving rare violin tablatures of these wild and uninhibited melodies played by university students.
These Spanish rhythms, characterised by triple metres and intoxicating hemiolas, travelled beyond the Peninsula and entered European art music, appearing in transformed form in works by composers such as Bach, Lully and Monteverdi. Meanwhile, the street continued to innovate, eventually giving birth to the fandango in the eighteenth century.
Back to Follia! captures precisely this spirit: a celebration of freedom, creative rebellion and the hypnotic power of Baroque loops that, once they catch the ear, never quite let go.
Biografias Biographies
Concerto 1700
PT Fundado em 2015 pelo violinista Daniel Pinteño, Concerto 1700 dedica-se à recuperação e divulgação do património musical espanhol dos séculos XVII e XVIII. A utilização de instrumentos históricos e o trabalho aprofundado sobre as fontes conjugam-se numa abordagem que procura devolver vitalidade e proximidade a este repertório.
A flexibilidade da formação — desde pequenos agrupamentos de câmara a uma orquestra barroca — constitui uma das marcas da sua identidade artística. Ao longo dos últimos anos, Concerto 1700 tornou-se uma das formações mais activas do panorama espanhol, apresentando-se regularmente em espaços e ciclos como o Auditorio Nacional de Música, no âmbito do Universo Barroco do Centro Nacional de Difusión Musical, Fundación Juan March, Quincena Musical de San Sebastián e festivais internacionais de Granada e Santander.
Depois da sua residência no Centro Nacional de Difusión Musical durante a temporada 2022/23, o ensemble reforçou a presença internacional, levando repertório barroco espanhol a festivais como London Festival of Baroque Music, Hindsgavl Festival, na Dinamarca, e West Cork Chamber Music Festival, na Irlanda.
Em 2024, Concerto 1700 inaugurou o ciclo de música de câmara do Patrimonio Nacional com uma série de concertos no Palácio Real de Madrid, utilizando o quarteto de instrumentos Stradivarius decorados e o violoncelo «Strad 1700» das Colecções Reais.
Em 2018, o ensemble criou a sua própria editora discográfica, 1700 Classics, nascida do desejo de recuperar e dar nova voz ao rico património musical espanhol e distinguida desde então por prémios e pelo reconhecimento da crítica especializada internacional.
EN Founded in 2015 by violinist Daniel Pinteño, Concerto 1700 breathes new life into the Spanish musical heritage of the seventeenth and eighteenth centuries. Combining period instruments with close engagement with historical sources, the ensemble seeks to restore vitality and immediacy to this repertory.
Its flexible structure — seamlessly adapting from intimate chamber formats to a full Baroque orchestra — is one of the defining features of its artistic identity. Over the years, Concerto 1700 has become one of the most active ensembles in Spain, regularly appearing at venues and concert series including the Auditorio Nacional de Música, as part of the CNDM’s Universo Barroco cycle, Fundación Juan March, Quincena Musical de San Sebastián and the international festivals of Granada and Santander.
Following its residency with the Centro Nacional de Difusión Musical during the 2022/23 season, the ensemble expanded its international presence, bringing Spanish Baroque repertory to festivals including the London Festival of Baroque Music, Hindsgavl Festival in Denmark and West Cork Chamber Music Festival in Ireland.
In 2024, Concerto 1700 opened Patrimonio Nacional’s chamber-music series with a series of concerts at the Royal Palace of Madrid, performing on the quartet of decorated Stradivarius instruments and the “Strad 1700” cello from the Royal Collections.
In 2018, the ensemble launched its own record label, 1700 Classics, born from a desire to breathe new life into Spain’s rich musical heritage and since recognised with prestigious awards and widespread international critical acclaim.
Daniel Pinteño
PT Daniel Pinteño é um dos violinistas e directores mais activos da actual cena espanhola da Música Antiga, distinguindo-se pelo rigor interpretativo e pelo trabalho continuado de investigação.
Iniciou a formação musical no Conservatorio Profesional de Música de Murcia com Emilio Fenoy, prosseguindo os estudos superiores no Conservatorio Superior de Música de Aragón com Juan Luis Gallego. Estudou posteriormente na Hochschule für Musik Karlsruhe com Nachum Erlich, especializando-se em violino barroco no Conservatoire à Rayonnement Régional de Toulouse, com Gilles Colliard, e no Real Conservatorio Superior de Música de Madrid, com Hiro Kurosaki. Paralelamente, estudou Musicologia na Universidad de La Rioja e na Universidad Complutense de Madrid.
O seu percurso centra-se na recuperação do património musical espanhol dos séculos XVII e XVIII, incluindo a transcrição e o estudo crítico de partituras inéditas. Esta investigação esteve na origem de Concerto 1700, que dirige a partir do violino e que se tornou uma das formações de referência da interpretação historicamente informada em Espanha.
Em 2024, inaugurou o ciclo de música de câmara do Patrimonio Nacional, apresentando-se no Palácio Real de Madrid com os célebres violinos Stradivarius decorados das Colecções Reais. O seu percurso internacional inclui a direcção da Australian Brandenburg Orchestra, em 2018, e residências em festivais europeus, entre os quais West Cork Chamber Music Festival.
Através da editora 1700 Classics, promove a preservação e vitalidade deste património. O projecto recebeu consecutivamente o Prémio MIN para Melhor Álbum de Música Clássica em 2025, por Back to Follia!, e em 2026, por Gaetano Brunetti: String Quartets Op. 3.
Em 2019 recebeu a Bolsa Leonardo da Fundação BBVA e, em 2023, o Artistic Production Award atribuído pelo Município de Málaga e pela Fundação “la Caixa”. Daniel Pinteño toca num violino italiano anónimo do início do século XVIII.
EN Daniel Pinteño is one of the most active and dynamic Early Music violinists and conductors in Spain, recognised for his interpretative rigour and commitment to research.
He began his musical training at the Conservatorio Profesional de Música de Murcia with Emilio Fenoy and continued his higher studies at the Conservatorio Superior de Música de Aragón with Juan Luis Gallego. He later studied at the Hochschule für Musik Karlsruhe with Nachum Erlich, specialising in Baroque violin at the Conservatoire à Rayonnement Régional de Toulouse with Gilles Colliard and at the Real Conservatorio Superior de Música de Madrid with Hiro Kurosaki. He also pursued studies in Musicology at the Universidad de La Rioja and Universidad Complutense de Madrid.
His career focuses on recovering Spanish musical heritage from the seventeenth and eighteenth centuries, including the transcription and critical study of previously unpublished scores. This research led to the foundation of Concerto 1700, which he directs from the violin and which has become one of the leading ensembles in historically informed performance in Spain.
In 2024, he opened Patrimonio Nacional’s chamber-music series, performing at the Royal Palace of Madrid on the celebrated decorated Stradivarius violins from the Royal Collections. His international career includes conducting the Australian Brandenburg Orchestra in 2018 and residencies at European festivals including the West Cork Chamber Music Festival.
Through 1700 Classics, he promotes the preservation and vitality of this musical heritage. The label received consecutive MIN Independent Music Awards for Best Classical Music Album in 2025, for Back to Follia!, and in 2026, for Gaetano Brunetti: String Quartets Op. 3.
In 2019 he was awarded a Leonardo Fellowship from the BBVA Foundation and, in 2023, received the Artistic Production Award from Málaga City Council and the “la Caixa” Foundation. Daniel Pinteño plays an anonymous early eighteenth-century Italian violin.
Carles Blanch
PT Carles Blanch iniciou a formação musical na Escola Municipal de Música i Dansa de Móra d’Ebre, em Tarragona, onde estudou com William Waters e descobriu desde cedo a Música Antiga. Em 2018 concluiu os estudos na Escola Superior de Música de Catalunya, sob a orientação de Xavier Díaz Latorre.
Ao longo do seu percurso colaborou com directores e intérpretes como Fahmi Alqhai, Jordi Savall, Vivica Genaux, Lluís Vilamajó, Dani Espasa e Christina Pluhar.
Em 2023 apresentou Viola de Mar, o seu projecto mais pessoal, desenvolvido com o percussionista Marc Clos. O álbum recebeu o Prémio Enderrock–440 para Melhor Álbum Revelação de Música Clássica. Em 2025 editou Viola de Mar II, com a soprano Quiteria Muñoz e o contrabaixista Miquel Ángel Cordero. Em 2026 estreou Las Canciones del Emperador com o percussionista Pedro Estevan no Festival de Música Antigua de Sevilla.
Actualmente, concilia os seus projectos artísticos com colaborações regulares em formações de projecção internacional, entre as quais Accademia del Piacere, e lecciona instrumentos de corda dedilhada no Conservatori Professional de Música de Vila-seca.
EN Carles Blanch began his musical training at the Escola Municipal de Música i Dansa de Móra d’Ebre in Tarragona, studying with William Waters and discovering Early Music at a young age. In 2018 he graduated from the Escola Superior de Música de Catalunya under Xavier Díaz Latorre.
Throughout his career, he has worked with conductors and performers including Fahmi Alqhai, Jordi Savall, Vivica Genaux, Lluís Vilamajó, Dani Espasa and Christina Pluhar.
In 2023 he presented Viola de Mar, his most personal project, developed with percussionist Marc Clos. The album received the Enderrock–440 Prize for Best New Classical Music Album. In 2025 he released Viola de Mar II with soprano Quiteria Muñoz and double bassist Miquel Ángel Cordero. In 2026 he premiered Las Canciones del Emperador with percussionist Pedro Estevan at the Seville Early Music Festival.
He currently combines his artistic projects with regular collaborations with internationally renowned ensembles, including Accademia del Piacere, and teaches plucked-string instruments at the Conservatori Professional de Música de Vila-seca.
Pere Olivé
PT Pere Olivé é percussionista e cruza a frescura da tradição musical oral do seu país com a formação académica em percussão clássica. É licenciado em percussão histórica e música tradicional catalã pela ESMUC, onde estudou com Pedro Estevan, tendo posteriormente aprofundado a formação na Schola Cantorum Basiliensis. Estudou também com músicos como Andrea Piccioni, Michael Metzler, Yshai Afterman, Mauricio Molina e Glen Velez.
Como intérprete, colaborou com formações de projecção internacional como Le Poème Harmonique, L’Arpeggiata, Forma Antiqua, Ensemble Correspondances, La Grande Chapelle, Vespres d’Arnadí, Hespèrion XXI e Le Concert des Nations, participando em digressões pela Europa, Estados Unidos, América do Sul, Ásia e Austrália.
Participou também no espectáculo de dança e música Romances inciertos, un autre Orlando, dirigido por Nina Laisné, apresentado mais de uma centena de vezes. A sua actividade inclui ainda a participação em coros como Cor de Cambra del Palau de la Música Catalana, O Vos Omnes e Escolania de Montserrat, bem como em diversos agrupamentos dedicados à música histórica e tradicional.
Com mais de vinte anos de experiência pedagógica, é actualmente professor de percussão histórica na ESMUC e repertorista de percussão no departamento de música tradicional da mesma instituição.
EN Pere Olivé is a percussionist whose work brings together the freshness of his country’s oral musical tradition and an academic background in classical percussion. He holds a degree in historical percussion and Catalan traditional music from ESMUC, where he studied with Pedro Estevan, and later continued his training at the Schola Cantorum Basiliensis. He has also studied with musicians including Andrea Piccioni, Michael Metzler, Yshai Afterman, Mauricio Molina and Glen Velez.
As a performer, he has collaborated with internationally renowned ensembles including Le Poème Harmonique, L’Arpeggiata, Forma Antiqua, Ensemble Correspondances, La Grande Chapelle, Vespres d’Arnadí, Hespèrion XXI and Le Concert des Nations, touring throughout Europe, the United States, South America, Asia and Australia.
He has also taken part in the dance and music production Romances inciertos, un autre Orlando, directed by Nina Laisné, which has been performed more than one hundred times. His work also includes participation in choirs such as Cor de Cambra del Palau de la Música Catalana, O Vos Omnes and Escolania de Montserrat, as well as in several ensembles devoted to historical and traditional music.
With more than twenty years of teaching experience, he is currently Professor of Historical Percussion at ESMUC and percussion repertorist in its Traditional Music Department.
Ismael Campanero
PT Ismael Campanero tem vindo a afirmar-se como um dos jovens intérpretes de violone e contrabaixo mais destacados na Europa.
Durante os anos de formação foi primeiro contrabaixo da Schleswig-Holstein Musik Festival Orchestra, na Alemanha, e da Joven Orquesta Nacional de España, colaborando também regularmente com várias orquestras sinfónicas profissionais.
A forte ligação à Música Antiga levou-o desde cedo a explorar este repertório e a colaborar actualmente com formações de referência como Il Pomo d’Oro, Ensemble Jupiter, Utopia, Monteverdi Choir and Orchestras, Arcangelo, Balthasar Neumann Ensemble e The English Concert. Em Espanha, trabalha igualmente com grupos como Le Concert des Nations, La Ritirata e OBNI.
O seu interesse pela improvisação, pelo jazz e pelas músicas de diferentes culturas tem contribuído para uma identidade artística que atravessa diversos universos musicais.
Em 2023 apresentou The New Violone, o seu primeiro projecto a solo e uma proposta pioneira centrada no violone como instrumento solista, em colaboração com Daniel Oyarzabal. Em 2024 fundou Basso Nova, ensemble com o qual desenvolve programas originais como Once Upon a Ground, centrado na improvisação e no groove, Dimension Bach, com adaptações para ensemble de obras para teclado de J. S. Bach, e Violone Concerto, dedicado a concertos de Vivaldi reinventados para violone.
É ainda fundador do festival de Música Antiga La Stravaganza, em Madrid, do qual é director artístico desde 2023.
EN Ismael Campanero has established himself as one of Europe’s most prominent emerging violone and double-bass players.
During his formative years, he was principal double bassist with the Schleswig-Holstein Musik Festival Orchestra in Germany and the Spanish National Youth Orchestra, while also collaborating regularly with several professional symphony orchestras.
His strong connection with Early Music led him to explore this repertory from an early age, and he now collaborates regularly with leading ensembles including Il Pomo d’Oro, Ensemble Jupiter, Utopia, Monteverdi Choir and Orchestras, Arcangelo, Balthasar Neumann Ensemble and The English Concert. In Spain, he also works with groups including Le Concert des Nations, La Ritirata and OBNI.
His interest in improvisation, jazz and music from different cultures has contributed to an artistic identity that moves across a wide range of musical worlds.
In 2023 he launched The New Violone, his first solo project and a pioneering programme centred on the violone as a solo instrument, in collaboration with Daniel Oyarzabal. In 2024 he founded Basso Nova, with which he develops original programmes including Once Upon a Ground, focused on improvisation and groove, Dimension Bach, featuring ensemble adaptations of J. S. Bach’s keyboard works, and Violone Concerto, centred on Vivaldi concertos reimagined for violone.
He is also the founder of the Early Music festival La Stravaganza in Madrid, where he has served as artistic director since 2023.
